domingo, fevereiro 21, 2010

Paladinos da democracia

O Sol é um jornal que "luta" pela liberdade de imprensa em Portugal ao mesmo tempo que prefere censurar a sua edição angolana.

Outra coisa não se esperava de JAS. Também no passado e sempre que necessário, a distribuição do Expresso na Madeira apresentava-se com frequência numa versão convenientemente menos espessa.

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Coisas realmente importantes

A hifenização em "Aguiar-Branco" é da autoria do próprio ou da imprensa?
Não de propósito, lembra-me os bons velhos tempos do "Cavaco e Silva".

C'est ci n'est pas sur la politique



A pose, o excesso de melena a compensar feições oligofrénicas. O sorriso escarninho, os olhos afastados, heterotrópicos, o queixo retraído. O casaco indiferente ao baixo abdómen apesar do esforço dos botões de punho. A "consolidação de carreira" aos 36 anos (sic) sonhada na revalorização patética do nome.

Tudo nele me recorda os muitos maridos que igualmente conheci apenas por retrato ou por telefone.

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Off-shore* tax heavens: Portugal

Excusam os liberalinhos ultramontanos de estrebuchar que quem fala assim é o Telegraph. Mais idóneo é difícil.

«Case study

You can save €60,000 by careful tax planning. George, 60 and a widower, is about to become a Portuguese resident but remains UK domiciled for now.

The calculations below show how much tax George would pay were he to be taxed at the standard rates, and also how much tax he could save by investing tax-efficiently. If George were to be taxed on his income under the standard position his liability would be €87,244.72.

However, only 15 per cent of pension income is taxable 85pc is tax free (annuity treatment). Investment income: place investments in a tax wrapper - George can draw £800,000 tax-free, all gains and income roll up tax-free.

On this basis, he will have no tax on this income in Portugal for 20 years. Sell the UK house whilst Portuguese resident and in the UK tax year after departure – no Portuguese capital gains tax and no UK capital gains tax.

Invest in a tax wrapper, and extract original capital tax free, as above. Gift shares in the company to Discretionary Trust with no UK IHT (100 per cent exempt…Business Property Relief). The dividends can be paid tax free to Trustees, and tax free from Trustees to George.

With these changes his total total tax charges amount to €429.73 – a saving of €67,593.69.»


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*Não, a Madeira não é para ali chamada.

ADENDA...

"The reports of my death are greatly exaggerated"

A maior parte da dívida grega repousa em bancos europeus.

Javier Krahe



... um verdadeiro "grande de Espanha".

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Agora mais a sério

Paranóico, pois. E em excelente companhia.


Perigos próximos

"Leio que« elementos do Centro Nacional de Inteligência, a secreta espanhola», estiveram em território português sem referir à sua congénere.É mais do que uma descortesia.É uma desconfiança que se instala dos dois lados da fronteira."


Medeiros Ferreira, no Córtex frontal.

E quando parecia que a escatologia nacional se tinha esgotado, eis que...



Ou então, Bere ke Aravexun Trebadeń di Leukitanea!

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Assim, tipo fé-divére de telejornal


'O' Gladiador (por antonomásia) era... Português!

Explicamos já: a certa altura, Maximus Decimus Meridius, o personagem de Russell Crowe, revela querer voltar para sua casa, em Trujillo... Acontece que Trujillo fica 160km a leste do Marvão, ainda em território da província romana da Lusitânia!!

A mim, nunca enganaram. Com aquele mau-feitio, como podia ser espanhol?
Nem calculam o meu ressaibo quando no filme gritam por 'Spaniard', pás.

A propósito das quantidades de explosivos e tal

A GNR agora reporta ao governo espanhol e este corrige-a ou como é que é?

domingo, fevereiro 07, 2010

Canadá em ditadura

Desde 3 de Dezembro de 2009 que o parlamento canadiano se encontra fechado por ordem do primeiro-ministro Stephen Harper e com beneplácito da rainha, Isabel II.
Dada a minoria parlamentar do seu partido, Harper pretende governar por decreto até, pelo menos, Março de 2010.

Espera-se, a qualquer momento, que ecloda a revolução que libertará o povo canadiano da tirania monárquica e o traga, finalmente, para o convívio civilizado entre as modernas nações republicanas.

Dos historiadores

Dividem-se entre bons e maus, enviesados ou exaustivos, de esquerda ou de direita, monárquicos ou republicanos.

Para além disto, é ainda possível encontrar no mesmo historiador relatos, referências e opiniões que são fidedignos, outros que são falsos, e outros que são assim-assim.

Como disse Montesquieu (mais ou menos, que a memória é fraca),
«Preferimos ler aquilo que suspeitamos confirmar as ideias que já temos formadas».

Do pluralismo republicano

Por Fernando Rosas, um conhecido historiador de extrema-direita:

«[A República é] Colonial, patriota. Daí a matriz colonialista da República. O primeiro ensaio revolucionário para derrubar a monarquia é o 31 de Janeiro de 1891, precisamente um ano depois do Ultimato.»

«Os carbonários não desaparecem em 1910, transformam-se numa espécie de milícia informal do Partido Republicano, da ala de Afonso Costa, a ala mais jacobina.»

«O Afonso Costa é o homem do equilíbrio orçamental em moldes conservadores, equilibrou o orçamento com a mesma técnica do Salazar.»

«É preciso perceber que nem tudo foi a ditadura militar que começou. A ditadura militar refinou instrumentos que é a República que inaugura, como as deportações sem julgamento para África dos suspeitos de pertencerem à Legião Vermelha, uma organização que não se conhece bem hoje. Alguns são executados sumariamente na rua pela polícia. Apesar de a greve ser teoricamente permitida, houve muita gente morta, sindicatos encerrados, jornais apreendidos.»

Na entrevista do dia 2, este grande talassa ainda tem o desplante de afirmar que o melhor livro que se escreveu sobre o 5 de de Outubro foi o "O poder e o povo" (tese de doutoramento de V.P. Valente).

Posta humildemente dedicada ao Ricardo Alves, com quem me é impossível competir em matéria de leituras sobre a primeira república.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

"Em lances de amor a mentira é um dever."*

"Afonso Costa forçou ainda a entrada de Portugal na I Guerra Mundial (1914-1918). Em dois anos, houve quase tantos mortos como nos treze anos de guerras coloniais entre 1961 e 1974. É com este regime que a nova democracia portuguesa se quer identificar em 2010?"

É o que escreve o historiador Rui Ramos aqui.

Citei-o recentemente numa troca de comentários com o Dorean. Agora arrependo-me.
Ao acusar Afonso Costa de forçar a entrada de Portugal na 1ª Grande Guerra, Rui Ramos ou é ignorante ou está de má fé (enquanto historiador nenhuma das hipóteses lhe fica bem).

Uma das razões para a entrada da Alemanha na guerra foi a tentativa de aumentar a sua influência colonial em África, retirando-a à França, à Bélgica e a Portugal.
O governo português "ignorou" o ataque alemão ao posto fronteiriço de Maziúa, em Agosto de 1914. "Ignorou" entre aspas porque tentou responder (de forma desastrosa, é verdade) aos ataques em solo moçambicano e angolano.
O governo português ignorou, enquanto pôde, a pressão inglesa para que Portugal abandonasse a neutralidade.

Mas o que é que Rui Ramos acha que o governo da República devia fazer quando, em Março de 1916, a Alemanha declarou oficialmente guerra a Portugal? Será que ele acha que a solução teria sido outra caso o regime não tivesse mudado? Ou está só a ser demagogo?


* Ramon de Campoosorio

No comment

Os títulos da república

Após a queda da monarquia nos dois países germânicos, os títulos de nobreza ou fidalguia foram coerentemente proibidos. Contudo, a malta não achou piada e tratou de mudar legalmente o seu apelido por forma a incluir neste o antigo qualificativo nobiliárquico.
Por exemplo, Claus Graf von Stauffenberg (Tom Cruise em Valkyrie), era no tempo da outra senhora simplesmente Claus von Stauffenberg.
Toma lá e vai buscar.

Os burgueses, estranhamente, não foram tão coerentes consigo próprios. Apesar da proibição que impuseram aos outros, os republicanos austríacos* garantiram desde logo a manutenção dos títulos académicos no nome do respectivo cidadão. E assim, o primeiro chefe de governo em 1918 é desde o início introduzido como Dr. Karl Renner.
Quer por arrivismo de uns ou provincianismo de outros, manteve-se a tradição e, hoje em dia, é habitual encontrar nas portas dos domicílios verdadeiros comboios onomásticos, transpirando exclusividade, como "Univ. Prof. Dr. Dipl.-Ing.". Ou tratar a mulher de um médico por "Frau Doktor". Ou, inclusivé, requerer o mestrado para uma carta de condução.

Só quem não conhece as nossas sociedades dirá que desta vaidade mal não vem ao mundo. Entre outros preconceitos que se mantêm, não me parece nada republicano que seja improvável a eleição de um primeiro-ministro em Portugal sem que este se apresente dotado de algum prefixo universitário.

Spot on, caro Vital Moreira, spot on...

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*Sobre o equivalente português, as comemorações deste ano serão prolíferas em exemplos...

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

FPÖ chega a 32% de intenções de voto



A verdade é que os austríacos têm um talento especial para fazer de nazis.

Para trabalhar no ionline, nem sequer é preciso saber inglês

A notícia propriamente dita: um biólogo da universidade de Wake Forest, na Carolina do Norte, acaba de descobrir como produzir artificialmente tecido para reconstrução do corpo penial (enxerto).

A língua macaca: A publicação semanal Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), como não tem tradução no google, passa a ser uma tal de «Academia Nacional de Procedimentos Científicos dos Estados Unidos».

O título escolhido para associar à vetusta mas imaginária instituição: «"Enlarge your penis" deixou de ser Spam»

Lindo.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Celebração cor-de-rosa


Deixa ver...

Quando, dezanove* anos mais tarde, os patriotas da bandeira ibérica tomaram o poder, atiraram-se aos ingleses como leões, certo?

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*que desatenção!

sexta-feira, janeiro 29, 2010



One of these nights I may just
Jump down that rainbow way, be with my baby, then
We'll spend some time together
So hologramic, oh my T V C one five
My baby's in there someplace
Love's rating in the sky
So hologramic,
oh my T V C one five

terça-feira, janeiro 26, 2010

As comemorações do centenário da república já começaram


Na passada quinta-feira, dia 21, o partido no poder em Angola fez aprovar um novo projecto de constituição que prevê a eleição do Presidente da República pela Assembleia Nacional (...)

(José Eduardo Agualusa, i, 25I10)

segunda-feira, janeiro 25, 2010

À atenção do Público*

Guardian editor hits back at paywalls

*Não é a copiar grafismos que chegam lá.

Pedro e o lobo

Nem vos passa pela cabeça como estou, para variar, siderado.

E agora, OMS?

Os cães ladram e a caravana continua atolada

Cavaco ou Alegre?
Centenário ou Papa?
Lino ou Mendonça?
Leite ou Coelho ou Rangel ou Aguiar ou Marcelo ou Pereira?
Pinto da Costa ou João Jardim?

quinta-feira, janeiro 21, 2010

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Não aprendemos nunca, 2

Através do Claro, tomei conhecimento que Ferreira Leite também é capaz de falar no que não deve e decidir o que não pode. Poupo-a a mais pois não é governante ainda.

Mas consta que, como o outro, terá conhecimentos de economia e não há explicação honesta para a barbaridade que saiu na sua crónica de Natal no Expresso (24XII09, sem linque).

Resumindo, o economista (um professor de Lisboa, meu deus!) que é ministro das Obras Públicas acha que um comboio de alta velocidade serve para trazer banhistas para a deprimida Lisboa (na prova por absurdo, bastava verificar que Madrid está equidistante de toda a costa ibérica).

Para não ficar atrás, a economista que é líder da oposição acha que o superdesenvolvido Alentejo não tem precisão de aeroporto, presumindo nós que será por nada valer como destino turístico europeu (para além das outras mil-e-uma outras potencialidades, vidé exemplo dado por José Mateus).

Como curiosidade, e tal como Cavaco, ambos estes iluminados são obra do ISEG (honra seja feita, ao menos Ferreira Leite aventurou-se um bocadinho para fora da alma mater).

São as elites que merecemos.

terça-feira, janeiro 19, 2010

Das metáforas 2

A ligação do TGV a Madrid (quer queiram quer não) é tão boa que obrigará o Le Monde a colocar rapidamente um correspondente em Lisboa.

Das metáforas

Alguns anos atrás, fui ter com uns amigos ao "bar das palmeiras". Vinha diretamente do norte, onde havia passado a semana em trabalho e, como não tive tempo de ir a casa antes, entrei pelo antigo reduto do PSR adentro de gravata e fato de três peças e botões de punho e tudo.

Lá olhar, olharam muito. Mas, a bem dizer, também ninguém me chateou ou barrou a entrada.

segunda-feira, janeiro 18, 2010

The different terror threat levels around the world

chegou-me por email; desconheço o autor mas suspeito que seja australiano...

The English are feeling the pinch in relation to recent terrorist threats and have raised their security level from "Miffed" to "Peeved." Soon, though, security levels may be raised yet again to "Irritated" or even "A Bit Cross."
The English have not been "A Bit Cross" since the blitz in 1940 when tea
supplies all but ran out. Terrorists have been re-categorized from "Tiresome"
to a "Bloody Nuisance." The last time the British issued a "Bloody Nuisance"
warning level was in 1588 when threatened by the Spanish Armada.

The Scots raised their threat level from "Pissed Off" to "Let's get the Bastards" They don't have any other levels. This is the reason they have been used on the front line of the British army for the last 300 years.

The French government announced yesterday that it has raised its terror alert level from "Run" to "Hide". The only two higher levels in France are "Collaborate" and "Surrender." The rise was precipitated by a recent fire
that destroyed France 's white flag factory, effectively paralyzing the country's military capability. It's not only the French who are on a heightened level of alert.

Italy has increased the alert level from "Shout loudly and excitedly" to "Elaborate Military Posturing." Two more levels remain: "Ineffective Combat Operations" and "Change Sides."

The Germans also increased their alert state from "Disdainful Arrogance" to "Dress in Uniform and Sing Marching Songs." They also have two higher levels: "Invade a Neighbor" and "Lose".

Belgians, on the other hand, are all on holiday as usual, and the only threat they are worried about is NATO pulling out of Brussels.

The Spanish are all excited to see their new submarines ready to deploy. These beautifully designed subs have glass bottoms so the new Spanish navy can get a really good look at the old Spanish navy.

Americans meanwhile and as usual are carrying out pre-emptive strikes, on all of their allies, just in case.

And in the southern hemisphere...

New Zealand has also raised its security levels - from "baaa" to "BAAAA!".
Due to continuing defense cutbacks (the air force being a squadron of spotty teenagers flying paper aeroplanes and the navy some toy boats in the Prime Minister's bath), New Zealand only has one more level of escalation, which is "Let's hope Australia will come and rescue us".

Australia, meanwhile, has raised its security level from "No worries" to "She'll be right, mate". Three more escalation levels remain: "Crikey!', "I think we'll need to cancel the barbie this weekend" and "The barbie is canceled". So far no situation has ever warranted use of the final escalation level.

...

The Portuguese, acrescento eu, passaram para "alerta laranja" mas a população divide-se entre aqueles que acham que é tudo uma artimanha do Benfica contra o Pinto da Costa, aqueles que defendem o exacto oposto e aqueles que já não se lembram de ter tido outra cor de alerta desde os fogos do verão passado.

domingo, janeiro 17, 2010

sábado, janeiro 16, 2010

Não aprendemos nunca

Acerca de um trajecto mais que imposto por quem se deve rir muito com as querelas dos autóctones, um ministro da república invoca a glória tunisina de se transformar Lisboa na estância balnear dos outros.

Parolo vulgaríssimo, o homem é a perfeita negação de um estadista: decide quando não pode, fala no que não deve. E toma, ufano, a ordenação de território por estratégia de centro comercial.

Uma coisa, porém, é certa. Se entretanto esta espécie de pato-bravo algarvio não for convidada a seguir para o olho da rua, areia é coisa que não faltará para as praias da capital portuguesa. E ao ritmo desta produção, é capaz mesmo de dar para cobrir o país até à fronteira com Olivença.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Reino de Redonda


Marías's novel, Todas las almas (All Souls), included a portrayal of the poet John Gawsworth, who was also the third King of Redonda. Although the fate of this monarchy after the death of Gawsworth is contested, the portrayal by Marías so touched the "reigning" king, Jon Wynne-Tyson, that he abdicated and left the throne to Marías in 1997. This course of events was chronicled in his "false novel," Dark Back of Time. The book was inspired by the reception of Todas las almas by many people who, falsely according to Marías, believed they were the source of the characters in Todas las almas. Since "taking the throne" of Redonda, Marías has begun a publishing imprint named Reino de Redonda ("Kingdom of Redonda").

Marías has conferred titles during his reign, including upon Pedro Almodóvar (Duke of Trémula), António Lobo Antunes (Duke of Cocodrilos), John Ashbery (Duke of Convexo), Pierre Bourdieu (Duke of Desarraigo), William Boyd (Duke of Brazzaville), Michel Braudeau (Duke of Miranda), A. S. Byatt (Duchess of Morpho Eugenia), Guillermo Cabrera Infante (Duke of Tigres), Pietro Citati (Duke of Remonstranza), Francis Ford Coppola (Duke of Megalópolis), Agustín Díaz Yanes (Duke of Michelín), Roger Dobson (Duke of Bridaespuela), Frank Gehry (Duke of Nervión), Francis Haskell (Duke of Sommariva), Eduardo Mendoza (Duke of Isla Larga), Ian Michael (Duke of Bernal), Orhan Pamuk (Duke of Colores), Arturo Pérez-Reverte (Duke of Corso), Francisco Rico (Duke of Parezzo), Sir Peter Russell (Duke of Plazatoro), Fernando Savater (Duke of Caronte), W. G. Sebald (Duke of Vértigo), Luis Antonio de Villena (Duke of Malmundo), and upon Juan Villoro (Duke of Nochevieja).

In addition, Marías created a literary prize, to be judged by the dukes and duchesses. In addition to prize money, the winner receives a duchy. Winners: 2001 John Maxwell Coetzee (Duke of Deshonra); 2002 John H. Elliott (Duke of Simancas); 2003 Claudio Magris (Duke of Segunda Mano); 2004 Eric Rohmer (Duke of Olalla); 2005 Alice Munro (Duchess of Ontario); 2006 Ray Bradbury (Duke of Diente de León); 2007 George Steiner (Duke of Girona); 2008 Umberto Eco (Duke of la Isla del Día de Antes); 2009 Marc Fumaroli (Duke of Houyhnhnms).


Alguém sabe se o Tu rostro mañana, a trilogia policial menos Larssen do mundo, está ou irá ser traduzida para português? Pode ser a 60 euros o quilo (eu quero lá saber!), desde que não que seja via inglês (a edição que já percorri e olhem que, francamente...).

P.S.: Soube agora que hoje morreu o duque de Olalla. RIP.

Pride goeth before destruction, and a haughty spirit before a fall*

Se a Liga dos últimos fosse um blogue era assim.

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* tanto, tanto que haveria para dizer sobre isto mas não tenho tempo

domingo, janeiro 10, 2010

O que está a dar é jovens nórdicas em cima de bicicletas

The hard sell

Mariconera para machos:


(daqui)

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Série Grandes Momentos Mediáticos 2

E a gripe dos porcos? Já acabou?


(imagem de Mac McRae)

Portuguesismos: a processualidade como razão de vida

Mas é que está tão bom, tão sintético que até apetece deitar foguetes. Não há sarcasmo que chegue aos calcanhares desta pérola:

Independentemente da minha opinião em relação aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, o que me preocupa de facto é o modo como o mesmo será aprovado.


P.S.: o dono das ditas não conheço nem vem ao caso, até porque exemplos não faltam, mas como acredito que estas coisas de bloga exigem uma atitude cavalheiresca pelos direitos de autor, toma lá o linque .
Atitude que aproveito para dizer que nem todos se podem gabar de ter - como, noutro contexto, se pode constatar nesta caixa de comentários.

terça-feira, janeiro 05, 2010

A páginas tantas

Depois de o Menino Jesus ter posto a minha fé à prova, qual moderno Jó, com a oferta de um magnífico doseador de cereais no 24-D, os Reyes Magos decidiram recompensar condignamente o facto de eu ter sido um bom menino em 2009.



Parece que os críticos do Babélia, suplemento literário do El País, o consideraram "Livro do Ano" em Espanha. Eu, para já, ainda não consegui parar de ler.

Já cá venho dizer mais qualquer coisa sobre esta prenda.

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Ao ponto que isto chegou

O abominável comentador das neves está que não pode. Imagine-se que o governo Sócrates permite e abençoa que "(...) um homem [possa] abandonar a família para fugir com a mulher de outro". Isto contra os verdadeiros sentimentos da sociedade, que só por apatia não sai à rua de barba furibunda e pedra em punho.

Não muito perto do seu habitat natural mas também escondidos nas montanhas da Ásia, há uns cavalheiros que continuam a bater-se pelos mesmos ideais do comentador do DN. E que, tal como ele e apesar dos séculos, mantêm uma confiança absoluta na sua própria rectidão e no direito divino de a impor aos outros. Desgraçadamente, só não partilham da mesma fé em referendos.

sábado, janeiro 02, 2010

Separados à nascença 857638



Um destes foi considerado o logo mais criativo do ano no seu país de origem...

terça-feira, dezembro 29, 2009

Coisas que não passam no telejornal

A small number of Iranian troops entered Iraq, where they took control of an oil well and raised the Iranian flag Dec. 18. [2009]

Neste mesmo dia, os vários canais de televisão portugueses abriam o boletim noticioso com uns fait-divers da conferência em Copenhaga, seguido das imagens de um jantar particular onde um conhecido dirigente desportivo arrotava postas de pescada por causa dum red bull. A emissão seguia com episódios da vida dum imberbe chamado cr7 ou 9 (não me lembro bem).

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Réssuss!

Ainda não decidi qual será a saloiíce mais deprimente: se as barbas sino-americanas do coca-cola trepador, se o estandarte supersticioso do el niño filipino.

sexta-feira, dezembro 25, 2009

Prova de que a situação não é grave

Devemo-la apenas à nossa estupidez.



(daqui)

terça-feira, dezembro 15, 2009

World Music

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Os dentes do Caimão

Então quer dizer que o facto de o Berlusconi ter saído do carro depois de ter levado com uma miniatura da catedral de Milão nas trombas é um acto de coragem.

Mas o que é que o homem podia temer?? Depois de ter a boca toda partida. Depois de o seu agressor estar já controlado pela segurança. De que é que Berlusconi devia ter medo? De ser novamente agredido, desta vez com uma réplica em tamanho natural da torre de Piza?

Qual coragem, qual quê. O que o Caimão fez foi mostrar o sangue aos fotógrafos e garantir a vitimização. Merece-a? Sem dúvida. Pagou-a com o sangue. Literalmente. Coragem? Give me a break...

domingo, dezembro 13, 2009

Nach Heim!

sábado, dezembro 12, 2009

Como ganhar 13 euros e quinze cêntimos sem fazer nada

Na Fnac portuguesa, tradução do sueco para inglês e deste para português:


Na Amazon alemã, tradução do sueco para inglês:

quinta-feira, dezembro 10, 2009

A lei do sangue e a lei da terra

Lei da Nacionalidade, constituição da república portuguesa (lei n.º 37/81 de 3 de Outubro)

"1- São Portugueses de origem:
a)...
b)...
c) Os indivíduos nascidos em território português filhos de estrangeiros que aqui residam habitualmente há, pelo menos, seis anos e não estejam ao serviço do respectivo Estado, se declararem que querem ser portugueses;
d)..."

Lei da Nacionalidade, carta constitucional do reino, 1826 (em vigor até 1910):

"São Cidadãos* Portugueses:

§1º
Os que tiverem nascido em Portugal, ou seus domínios, e que hoje não forem cidadãos brasileiros, ainda que o pai seja estrangeiro, uma vez que este não resida por serviço da sua Nação.
§2º...
§3º...
§4º..."


(inspirado num pormenor desta reportagem de NR Almeida)

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* que engraçado, não se chamavam "súbditos"...

sábado, dezembro 05, 2009

Sic e sem mais comentários

Um estudo encomendado pela Comissão Europeia (CE) e realizado por quatro investigadores do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) concluiu que as universidades públicas portuguesas gerem mal os seus recursos e que, no período em análise, entre 1998 e 2005, foram das mais ineficientes entre os 28 países analisados.

(...)

Mesmo assim, este até nem era, no período em análise, dos piores resultados do País, uma vez que, neste ranking, Portugal surgia em 16.º lugar, frente da França e do Japão e logo atrás da Espanha.

sexta-feira, dezembro 04, 2009

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Já nem aos vilões têm respeito

Ontem estava a dar o "Amistad". Foi assim, por preguiça e não por escolha, que vi esta spielbergada* pela primeira vez.

Há por ali uns vilões espanhóis e outros americanos. Mas isso era da ganância, uma fraqueza que, independentemente do contexto histórico, o americano médio considera sempre atenuante.

Apesar de se ficarem pelo cameo, os verdadeiros mauzões da fita são os sinistros portugueses do navio-negreiro "Teraca".
São tão maus, tão maus, mas tão maus, que não só a barca tem bandeira estado-unidense como os nossos antepassados marinheiros falam o espanhol mais escorreito que alguma vez se ouviu do lado de cá da Tapobrana.

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* por si só, uma nova classe de pessegada

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Viva Portugal

Não podemos confiar nos estrangeiros para governar o nosso país. Da última vez que isso aconteceu meteram-nos em brigas que não nos diziam respeito e arranjaram-nos zangas com pessoal que era nosso amigo desde sempre (nail with flesh, como estes amigos costumam dizer).
Neste entretanto lá se foram São Jorge da Mina, Ormuz, a nossa influência no Japão, Salvador, Pernambuco, Paraíba, rio Grande do Norte, Ceará, Sergipe...
No fim, depois de nos vermos livres dos vizinhos, lá conseguimos expulsar os Holandeses de Angola, S. Tomé e Príncipe e do Brasil e tomar conta dos nossos assuntos.

O problema é que... não podemos confiar nos portugueses para governar o nosso país.
Neste entretanto lá se foram São Jorge da Mina, Ormuz, a nossa influência no Japão, Salvador, Pernambuco, Paraíba, rio Grande do Norte, Ceará, Sergipe, etc, etc, etc...

E agora retiro o que disse na posta anterior. Qual pobreza atávica qual quê! Só um país milionário poderia ter perdido tanto como Portugal perdeu ao longo da sua história, e continuar a perder até ao dia de hoje.
Que, por certo, foi magnífico para mim.

terça-feira, dezembro 01, 2009

Antes que o dia acabe

Não quero deixar de agradecer aos nossos amigos catalães, especialmente aos ceifeiros (els segadors) a sua contribuição para o feriado que hoje celebramos.
Não fora a sua revolta, em Junho de 1640, e a sublevação que se lhe seguiu, e a esposa de D. João IV talvez não precisasse de insistir com o marido para este aceitar a coroa de Portugal.
Agradeço aos ceifeiros mas também à oligarquia catalã que, percebendo que era tão alvo da revolta popular quanto Castela, se foi meter debaixo das saias de Richelieu e de Luis XIII.
Um último agradecimento à pobreza atávica deste país. Única razão pela qual Filipe IV, colocado entre a espada franco-catalã e a parede portuguesa, escolheu enviar o seu exército para nordeste.
A todos o meu muito obrigado.
Hoje o meu dia foi fenomenal.

Piadinha irresistível



Heidi diz 'não' aos minaretes

1.º de Dezembro

Na madrugada de há 369 anos atrás, meia-dúzia de revolucionários dizia ao rei de espanha: "porque não te calas?"

sábado, novembro 28, 2009

Enquanto na aldeia se presume decidir trajectos e prioridade

Paris and Madrid sign joint-venture deal to create high-speed rail link

Para além disto, e muito pouco incomodada com a sua posição periférica em relação ao resto do mundo,

Renfe is bidding for contracts to run bullet trains between Medina and Mecca in Saudi Arabia and São Paulo and Rio de Janeiro in Brazil.

sexta-feira, novembro 27, 2009

Trocadilhos impossíveis

Se eu apanhar a gripe suína e a pneumónica tenho direito a ficar de cama com uma febra espanhola?

quinta-feira, novembro 26, 2009

O torcicolo

Há anos, quando Eduardo Prado Coelho ocupava aquela coluna pequenina na última página do Público, escreveu um texto sobre o momento em que erguemos os olhos do livro para desfrutar do prazer estético do parágrafo superiormente escrito que acabámos de ler, para reflectir sobre uma ideia que acabámos de conhecer, ou para saborear a invenção de uma forma de dizer o que até então só podíamos sentir.

Desde então, esse pequeno texto tornou-se a inspiração para a minha classificação intuitiva de livros. Quanto mais vezes levanto a cabeça, melhor classificado fica o livro na minha base de dados imaginária.

Tudo isto para dizer que ainda só vou na página 335 deste:



... e já estou à beirinha do torcicolo.