quinta-feira, julho 17, 2008

Separados à nascença?




Obrigado ao 31 da Armada pela inspiração.

quarta-feira, julho 16, 2008

Mais uma entrada de leão

O estilo dos textos do blogue de Laurinda Alves é igual aos do de Marcelo Rebelo de Sousa. Em tom cordato, dá-se conhecimento da actualidade e do privilégio de contactos que a autora possui. Isto é, originalidade pessoal alguma se vislumbra.

A diferença entre o blogue de Laurinda Alves e outros que por aí há está no vídeo. Aquilo parece um híbrido entre os "magazines light" da têvê social onde toda a gente conhecida se conhece e os blogues de jornalistas que passam a vida a comentarem-se uns aos outros.

No fundo é, como a grande maioria da blogosfera, um blogue que só a família e amigos poderão ter interesse em ler.
Assim como esses, a sua função esgota-se no dizer "estou aqui".

Guillermo Rivera Fúquene encontrado morto

Pel'O Castendo.

A referência aqui ao seu desaparecimento é apenas de domingo.

...

terça-feira, julho 15, 2008

Observação blogosférica avulsa

Passando os olhos pelos comentários em blogues com caixas de 2 ou 3 dígitos, é fácil verificar uma coisa ou duas coisas que toda a gente sabe e outras menos óbvias: quanto mais taberneira a resposta mais certo ser de anónimo ou hemónimo (aqueles que assinam qualquer coisa mas não têm ligação para lado algum); que os anónimos e hemónimos cometem, em média, mais erros ortográficos/semânticos/sintáticos que os nónimos; que o raciocínio de anónimos e hemónimos é, regra geral, ou extremamente banal ou por demais ininteligível (ver ponto anterior); que a malta sofre de ADHD(*) que dá dó.

O silogismo resulta num "quanto mais ignorante, mais taberneiro e maior a cobardia".
Donde a ignorância, não sendo felicidade, é um princípio de violência.

Já o último ponto levanta a questão do amor de mãe. Será excesso ou insuficiência?

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(*) Attention Deficit Hyperactivity Disorder

N.R.: todos os membros deste blogue frequentam, sempre que podem, tabernas, tascos, casas de pasto, barraquinhas de comes-e-bebes e afins, e não se pretende de modo algum ofender a classe dos profissionais do ramo de louro à porta; pelo contrário, bem-hajam e tenham santa paciência ou juntem-se aos palhaços.

Ao pé deste Homem qualquer líder mundial é um puto ranhoso e cobarde



Luis Moreno-Ocampo, procurador-geral do Tribunal Penal Internacional.

If ignorance is bliss

Why are so many people unhappy?

segunda-feira, julho 14, 2008

A Bastilha


A fortaleza-prisão, "expressão máxima da tirania", contava à data da sua tomada pelos sem-cuecas com sete prisioneiros: quatro falsificadores, dois loucos e um aristocrata, o conde de Solages.

A análise acutilante de Marcelo

Presumivelmente em estado de hiper consciência, "Marcelo Rebelo de Sousa afirma que a crise económica e social é propícia ao aparecimento deste tipo de acontecimentos. O comentador considera ainda que a falta de integração pode estar na origem dos confrontos verificados em Loures."

Nos vídeos RTP.

A produzir espertos-saloios há mais de 3 gerações

Diálogo entre portugueses em Roterdão, os primeiros não têm cartão do banco:

"(...)
- Epá, a gente veio para aqui muito à pressa, respondemos a um anúncio no jornal e passados dois dias já estávamos a voar para cá. Não deu tempo para tratar de nada. Entretanto já fomos ao banco mas eles pedem-nos comprovativo de residência.
- Então e vocês não têm?
- Não. A gente mora na fábrica e o patrão não nos deixa dar essa morada.
- Então como é que são pagos?
- Ele passa por lá com 250 euros por semana e dá-nos.
- Épá, mas vocês sabem que isso é menos que o ordenado mínimo cá!
- Mas o ordenado mínimo é só para os holandeses, não é? O patrão diz que é assim. Diz que gosta muito dos portugueses porque quando é para trabalhar a gente trabalha a sério. Os holandeses tiram pausas para almoçar e saem do trabalho às quatro.
- Então e vocês, trabalham até que horas?
- Entramos às seis e saímos às oito. Se há encomendas também trabalhamos ao fim de semana.
- Então mas vocês têm visto notícias, não ouviram que há portugueses a serem explorados por cá?
- Isso deve ser pessoal que não quer trabalhar.
(...)"

Do Nadir dos tempos, via Arrastão. Vão lá ler o resto do diálogo que vale a pena.

domingo, julho 13, 2008

"it's the things you don't see that make all the difference"

Uma empresa de limpezas inglesa, sem vergonha de oferecer hotel e dar palheiro. De propor refeições e entregar sanduíches (custam 2 libras).
Parece anedota mas as boxes dos cavalos (os "quartos") ainda tinham estrume e urina agarrados à palha. Cama não. E nem sequer havia pão-de-forma e fiambre que chegasse para todos.

São tantas as notícias de exploração e condições sub-humanas de trabalho para emigrantes na Europa que, de facto, hoje em dia já só deveria cair quem quer.

Contudo, a emigração portuguesa continua, iludida por promessas de salários mínimos múltiplos dos nacionais com direito a alojamento e alimentação.

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Via Sem muros, via Arrastão.

NOTA 1: louvor à sr.ª Sónia Mendes, emigrante portuguesa em Londres, que confrontou os negreiros e não hesitou em chamar a polícia.

NOTA 2: a empresa em questão é a filial britânica de uma multinacional australiana chamada Cleanevent que tem como lema o título desta posta.

NOTA 3: e dêem graças ao santinho serem cidadãos comunitários.

iPhoda

Produto perfeito para o português "médio", o qual compra tudo, com a maior das naturalidades, a prestações.

Direitos humanos na Colômbia

A canalha colombiana não é só formada por maluquinhos revolucionários da selva. Grupos paramilitares, formados em tempos para combater a guerrilha à margem da lei, também fazem o que querem e lhes apetece debaixo do sol.

Martha Cecilia Obando era dirigente de uma singela associção de defesa de mulheres deslocadas (populações deslocadas do Vale de Caúca). A 29 de Junho, depois de várias ameaças, foi abatida a tiro por um desconhecido quando atravessava uma rua em Buenaventura. Mais informações e mais vítimas no sítio da Aminstia Internacional.


Guillermo Rivera Fuquene é dirigente sindical para os funcionários públicos em Bogotá. No passado dia 22 de Abril levava a filha à escola quando foi abordado por "policiais" e enfiado num carro. Nunca mais ninguém o viu.

Pobreza, assassinatos em pleno dia e "desaparecimentos". A marca de qualquer república das bananas.

Queira o presidente (eleito) Uribe ver-se livre desta imagem e também terá de extinguir qualquer força armada civil e punir severamente os desvios e abusos de poder de caciques e oligarcas.

Isto se quiser terminar o seu mandato tal como o começou, como democrata.

sábado, julho 12, 2008

Um confronto pessoal e não de civilizações

Fazia, marroquina, casada com cidadão francês e mãe de três filhos também franceses. A mesma cidadania que lhe foi recusada pela insistência no uso da burca, contrário aos "valores da República".

Discriminação cultural? Xenofobia? Violação de direito religioso?

Tretas. A senhora nunca se cobriu da cabeça as pés enquanto vivia em Marrocos e nem tinha intenção de o fazer quando se juntasse ao marido. Foi este quem lhe exigiu a mudança de hábitos, literalmente.

A República decidiu conforme seu Direito mas houve justiça? Afinal, quem ficou a perder foi uma inocente, ao se ver obrigada a engrossar por vontade alheia as hordas dos sans papiers.

The natives are restless 18

Leio no DN que é em Loures mas as imagens na SIC lembram-me Beirute.

Crise? Qual crise?

Não tenho carro fóssil particular pois basta-me o eléctrico colectivo.

Não pago hipotecas a rapinos mas renda a uma senhoria adorável que se esforça por manter o prédio e seus interiores em boas condições.

(escadalizados com a iconoclastia, os amigos portugueses dizem-me que atiro dinheiro à rua por "no fim não ficar com a casa"; ora,"no fim" bem podem os meus descendentes, se os houver, alugarem eles próprios, que a mim tanto se me dá)

Tudo o resto - cuecas, restaurantes, viagens - entra no cabaz por troca directa em débito electrónico.

O meu fim de mês chega sem sobressaltos ou ansiedades.

É da competência do arrivista a invenção da roda



E que tal começar por substituir os autocarros por "carros eléctricos"?

Importa-se de repetir?

A propósito do faroeste na fronteira norte de Lisboa, a explicação do comissário da PSP de Loures, Resende Silva (duas detenções e algumas - sic na SIC - armas apreendidas):

"Curiosamente, um dos indivíduos detidos [em flagrante] no segundo tiroteio já havia sido detido no tiroteio da noite anterior".

Música do meu tempo, pás

Obviamente, há outras coisas boas

Como Joy Division

sexta-feira, julho 11, 2008

Talento!



Esperemos que a menina recupere a saúde para que não lamentemos por ela. Quero vê-la a envelhecer, a tornar-se medíocre, a perder a inspiração.

Não precisamos de uma nova Janis Joplin.

Mas isto é rock do velho, puro e duro, impregnado de heroína, como deve ser.

Ao pé disto, o que se ouve hoje em dia é tudo asséptico, tipo restaurante macrobiótico para não fumadores abstémios.

Entretanto, nos mentideros da blogosfera...

... Já se fala num JoaoMiranda da Esquerda.

domingo, julho 06, 2008

A propósito da "homofobia" de Manuela

A Lisboa desaparecida de J. Rentes de Carvalho

"E quando vejo a Torre de Belém lembro que nesse tempo o guarda, a troco de cem escudos, emprestava a chave do terraço do monumento. Aí ao ar livre, vendo passar os navios no Tejo, faziam-se cópu­las que, devido à solenidade do lugar e aos nervos da ocasião, se tornavam duplamente históri­cas. Uma hora depois - raro as horas voltariam a ser tão curtas! - o guarda batia impiedosa­mente à porta, e era pagar de novo ou sair. Modelo de dis­creção, quando a dama descia a escada ele volta­va as costas, 'para não ver'."

O resto do artigo no Tempo contado.

sexta-feira, julho 04, 2008

Exercício de estilo, categoria Apontamento de Reportagem: "Nem só de vinho vive o homem".


Há quem se lembre de tardes de verão passadas a cobrir a mesa do café com mines. Antes do advento do ar condicionado, a canícula termalizava a cerveja mais depressa que a sede e só tirada do frio em meia-dose se lograva aproveitar a fresquinha na totalidade. Como brinde, as rodadas sucediam-se, quebrando o tédio e estimulando a conversa, sem que que o álcool chegasse a toldar o conhecimento ou a aquecer os ânimos.

Isto tudo para dizer que estas antigas criotecnologias estão bastante actuais na era do aquecimento global e a primeira garrafa de 2.5 dl austríaca foi lançada há bem pouco tempo, já a prever a chegada das temperaturas alentejanas aos Alpes. A "Zipfer Sparkling" é uma cerveja seca mas leve no gosto, entre a Pils e a Helle, publicitada como alternativa ao ubíquo Spritzer mas com mais uns grauzitos que este.

Infelizmente, (ainda) não é distribuida nos cafés e por isso não vou poder reconstituir com fidelidade as horas de ócio de outrora. No entanto, dá jeito para se ter em casa, pois é maneirinha no frigorífico e a sua oferta às visitas faz-se sem perguntas denecessárias.
Afinal, com estes 30º Celsius lá fora, quem é que tem coragem de recusar uma minezita e uns quadradinhos de Vorarlberger?
"À vossa", como eles dizem no fim dos apontamentos de reportagem.

P.S.: os preciosistas (e seriamente avariados da pinha) notarão que aldrabei a foto, pois essa aí é uma Premium de 3.3 dl e não a Sparkling de 2.5.

quinta-feira, julho 03, 2008

Reflexão enquanto espero a minha vez na compra compulsiva de lâminas de barbear numa loja de aeroporto

O terrorismo global islamista não é mais que a eternização da luta entre as tribos de sempre, agora estendida ao terreno do "inimigo comum". Tal como no séc. XI, os loucos varridos julgam que quem mais perdas causar ao Ocidente mais tolos impressiona e arrebanha para debaixo do braço.

O problema é que, com a ajuda dos nossos iluminados, aquele expediente de troglodita funciona que é um primor.

Ai como eles gostavam de ter um regime repressivo-fascista só para eles...

Ou as piruetas lógico-sentimentais que certas cabecinhas dão para que justificar o credo estalinista.

"loucosperigos.net", deveria ser o nome do sítio. Mas não, chama-se resistir.info.

Olhem só para esta barbaridade:

COLÔMBIA MAIS DISTANTE DA PAZ
Três mercenários estado-unidenses, 11 polícias & militares e um membro da classe dominante colombiana foram recuperados dia 2 pelo governo narco-militarista de Uribe. Daquilo que já se sabe deste episódio verifica-se:
1) Seguindo o diktat bushiano, Uribe continua a rejeitar a solução política do conflito – que deveria ter início com uma troca humanitária de prisioneiros, como propõe as FARC-EP.
2) O governo uribiano-bushiano não hesitou em por em risco a vida dos retidos.
3) Os retidos foram mantidos em boa saúde – poderá o Estado colombiano dizer o mesmo daqueles que mantem nas suas masmorras?
4) Regimes repressivos & fascistas muitas vezes obtêm êxitos em operações de comandos, como mostra a história de Israel e da Alemanha hitleriana – mas isso não leva à paz com justiça social.
5) O alarido mediático dos media corporativos volta-se selectivamente para os membros da classe dominante – mas nunca mencionam os sofrimentos dos oprimidos, como os milhões de camponeses colombianos expoliados das suas terras ou as centenas de guerrilheiros das FARC-EP que padecem nas prisões uribistas.
6) A operação ardilosa do dia 2, infelizmente, pôs a Colômbia mais distante da paz.



(via Blasfémias)
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Adenda: a segunda, sem vergonha alguma.

quarta-feira, julho 02, 2008

LIVRE!

http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/americas/7486712.stm

Atrás de um bigode mediático

É provável que Mugabe até nem se importasse com a reforma dourada de uma presidência não-executiva. Saberá o ditador que esta lhe asseguraria a manutenção da inimputabilidade e, postumamente, o lugar que julga merecer na História Africana.

Seja isto verdade ou não, há porém dois factores de maior peso neste imbróglio que os humores do octagenário: a solidariedade oportunista da maioria dos líderes da União Africana, pouco interessados em demonstrações de pé-de-barro; e a oposição da nomenclatura do ZANU-PF, muito mais interessada na manutenção da sua própria inimputabilidade.
Porque, escondidos por detrás daquele bigode ridículo, são estes últimos parasitas quem de facto manda no Zimbabué e quem teria tudo a perder com a ascensão de Tsvangirai.

terça-feira, julho 01, 2008

segunda-feira, junho 30, 2008

Entretanto, vão notando-se alguns benefícios do aumento nos combustíveis

Tráfego nos acessos a Lisboa em forte queda

O verdadeiro provincianismo é aquele que não olha para a província

Voltámos aos tempos pré-republicanos e à moda do francês.

Vem no DN que o autarca Costa vai cumprir a promessa de criar ciclovias em Lisboa. Até aqui tudo bem, a gerência agradece.

O que não se percebe é a comparação com Paris. Então não têm excelente exemplo na Bicicleta de Utilização Gratuita de Aveiro (BUGA), que existe desde 2000, i.e., sete anos antes de Paris, seus chaparros??

É mais do que provável que a saloiíce não seja só dos jornalistas mas também das suas fontes na CML, ávidas de lançar perfume cosmopolita sobre a plebe ignara.



Claro que há uma explicação mais terceiro-mundista: a partidite que impede propaganda a uma CMA não-socialista. Triste, muito triste.

Para mais informações sobre a BUGA, pode ir aqui (foi case-study na Escola de Arquitectura da Universidade de Cardiff).

Alguém me explica a histeria com os ecrãs panorâmicos...

... Num país onde as únicas emissões 16:9 chegam de dois ou três canais de cabo que ninguém vê (National Geographic e mais um outro obscuro de música)?

domingo, junho 29, 2008

20 razões para não gostar dos espanhóis

1. A mania que eles têm de invadir-nos de 200 em 200 anos só para levarem nos cornos. Será masoquismo?!?

2. Tratado de Tordesilhas, em que eles ficaram com o ouro e a prata toda e nós com as mulatas e a caipirinha... Pensando bem, o negócio até nem foi tão mau para nós porque, entretanto, o ouro e a prata acabaram-se.

3. As sevilhanas: que raio de gente com auto-estima se veste com vestidos às bolinhas tipo joaninha e saltita enquanto um parolo de cabelo oleoso geme como quem está com uma crise de hemorróidas?

4. Castilla la Mancha, Extremadura e Andaluzia: todos eles desertos áridos e monótonos, mas sem camelos nem tipos de turbante para tirar fotos com os turistas.

5. O antigo costume espanhol de reclamarem para si terras às quais não têm direito (como Gilbraltar, Ceuta, Olivença - que é nossa! - e as Canárias).

6. Enrique Iglesias, y su magnífica verruga en la tromba.

7. A língua castelhana: esse prodígio da linguagem, em que seres humanos são capazes de emitir ruídos imitando perfeitamente o som de um cão a roer um osso. Não admira que sejam incapazes de falar línguas estrangeiras.

8. Los Trés Amigos (da onça): Filipe I, Filipe II, Filipe III.

9. O mau exemplo dado por Málaga ao Algarve (que por muito que tente ainda não chegou ao nível da pato-bravice do vizinho).

10. A gigantesca frota pesqueira espanhola e a sua incapacidade de interpretar cartas marítimas ou a expressão "quotas de pesca".

11. O império Zara, a roupa de pior qualidade a oeste de Istambul.

12. Os camionistas e a sua mania de arrear porrada em transportadoras portuguesas na fronteira: mesmo que eles estivessem a pedi-las, nos nossos somos nós quem "molha a sopa".

13. Badajoz, a segunda cidade mais feia do mundo, a seguir a Ayamonte.

14. Os nomes que ostentam: quer queiram, quer não, Pilar é nome de uma viga de betão e Mercedes é tudo menos nome de mulher!

15. A mania que têm de se afirmarem como uma nação unida quando três quintos da população tem um ódio de morte a Espanha.

16. El Córte Inglés, prédio de escritórios por fora, bazar de medina por dentro... Até eles tiveram vergonha da sua criação, pelo que não lhe chamaram "El Córte Español", optando por atirar as culpas a outro povo, totalmente inocente.

17. Café espanhol: uma zurrapa intragável e, além disso, para se conseguir uma bica em Espanha, o cliente tem que especificar expressamente que a quer "sin leche". E, à cautela, convirá também pedir sem sonasuel, sem gielo, sem piêlos do peito do empregado...

18. A riquíssima culinária espanhola: paella de carne, paella de peixe, paella de gambas... Claro que galegos, bascos e catalães têm uma culinária riquíssima, mas esses não são espanhóis (ver ponto 15).

19. O hábito cínico de nos tratarem por "nuestros hermanos". Aí o português deve, com ênfase, esclarecer: "Xô, bastardo!".

20. A televisão espanhola: conseguindo ser pior que a portuguesa, é considerado top de audiências um concurso em que a concorrente, chamada Mercedes (vrumm! vrumm!), tem que dançar sevilhanas (arrghh!) com o Enrique Iglesias (vómitos!) para ganhar um Seat (keep it!) ou um T1 em Ayamonte (nãaaaaaaaao!).

Agora, para aqueles que ainda assim têm inveja porque eles têm salários mais altos, são uma potência mundial, com cinema, pintura e música muito conhecida, país poderoso, com cidades grandes e fantásticas, lembrem-se que nós devemos ser muita bons para que nunca nos tenham conquistado.

Que é como quem diz: cada Português vale por cinco espanhóis. Ou mais.

Viva Espanha!

Deixa lá Dorean.

A Espanha é um grande país. Aliás, nenhum outro país do mundo consente durante 800 anos a presença ao seu lado de um país com quatro vezes menos população e completamente cercado por ele, sem o conseguir conquistar.

Só mesmo a Espanha. Aliás, é mais fácil a Espanha desfazer-se do que Portugal ser conquistado ou dominado, mesmo no mero campo económico.

Não que seja interessante para Portugal que a Espanha se desfaça. Pelo contrário.

O que eu não sei é se Portugal o consegue evitar.

Quando eles falam com paixão do que não sabem, chama-se "crença"

Henrique Raposo do blogue Atlântico mostra-se impressionado com os argumentos de Alister McGrath em "O deus de Dawkins", arregimentando-se ao antigo biofísico e actual convertido ao cristianismo (também autor de "The Dawkins delusion") no desprezo pelo tontinho (sic) do ateu.

Como não abriu a caixa ao público, deixo aqui, citado de memória, o comentário feito por Dawkins quando McGrath lhe chamou "grumpy atheist":

Alister McGrath has now published two books with my name in the title. If I seem grumpy it could be because a professor of theology is building a career riding on my back; it is [therefore] tempting to quote Yeats, "was there ever a dog that praises its flees?"

Mugabe "reeleito" com 3% dos eleitores.

Na melhor das hipóteses, isto é, que houve gente verdadeira a votar no canalha.
Só assim se explicaria que a contagem dos votos demorasse 35 vezes menos tempo que na primeira volta (24 horas em lugar de cinco semanas).

Fica assim assegurado que a esperança média de vida dos cidadãos do Zimbábue se irá manter abaixo dos 40 anos de idade.

Porque será?

Quem torce no Blasfémias, torce pela Espanha. Porque será?

Pólo Norte: primeiro verão sem gelo?


Segundo o National Snow and Ice Data Center (Universidade do Colorado), uma instituição subsidiária da NASA, este verão há uma probabilidade de 50% de o gelo [marítimo] do pólo norte derreter por completo.

Se tal vier a verificar-se, será a primeira vez em toda a história conhecida que um pólo terrestre fica sem gelo.

sábado, junho 28, 2008

Novas entradas na tabela ali ao lado

Houve uma reorganização das ligações. Desta vez não irei adiantar muito aqui. Basta dizer que houve blogues que foram retirados pois ou estavam mortos ou moribundos (sem actualizações há mais de uma ano). Em sua substituição, entram meia dúzia de descobertas recentes.

Faço um destaque especial para um blogue ao qual me arroguei a trocar o nome original ("Gajas podres de boas") por "A vida como ela é", tal o carácter nelson-rodriguista do conteúdo. As duas moças são do norte e como tal não têm papas na língua. Têm leitores fiéis e as caixas de comentários fazem sombra às do Blasfémias.

Mas, principalmente, a sua consulta proporciona a um velho como eu necessária actualização dos preconceitos sobre o ethos das saudosas patrícias.

Contudo, haja prudência e temperança no uso. Depois perceberão porquê.
Bem hajam.

Prioridades nas obras públicas

Como é normal, toda a gente pensa em termos de necessidades passadas e poucos pensam em necessidades futuras.

As barragens oferecem pouca contestação.

Ao contrário, as auto-estradas são um monumento ao puro desperdício de dinheiro e serão em poucos anos consideradas elefantes brancos onde quase nunca irão circular automóveis. As que existem já são demais.

O TGV Lisboa-Porto é inútil. Basta pôr o Alfa pendular a funcionar decentemente. Ou talvez baste mesmo mantê-lo a funcionar como está.

O aeroporto e os outros TGVs são mais difíceis. A maioria defende o aeroporto e contesta o TGV.

Mas poucos parecem lembrar-se que o petróleo pode chegar aos 400 dólares por barril dentro de dois anos, ou menos.

Nesse cenário haverá uma diminuição ou estagnação do tráfego aéreo, o que significa que a Portela não vai saturar tão depressa, principalmente se se contruirem aeroportos auxilares em Alverca, no Montijo, ou em Sintra.

Já o TGV, eléctrico, e o transporte ferroviário em geral, modernizado e utilizando as modernas prácticas de gestão, pode ser um substituto importante ao transporte aéreo e rodoviário, principalmente, mas não só, no campo das mercadorias.

Nesse cenário, e ao contrário do que diz a maioria dos analistas, o TGV Lisboa-Madrid e Porto-Madrid (ou Porto-Vigo) são os investimentos públicos mais importantes para os próximos anos.

Ainda a Europa

E novamente um referendo rejeitou o tratado contitucional.
E novamente rejeitará.

Quantos anos serão precisos aos democratas que nos governam e que, pelos vistos, odeiam a democracia, para que percebam que as pessoas recusam o tratado porque querem uma Europa unida mas querem que essa união assente em organizações democráticas?

Repito: convoquem eleições Europeias e concedam ao Parlamento Europeu poderes constitiucionais. Dêem um ano ou dois para que o parlamento aprove uma cosntituição.
Elejam um senado, onde todos os países tenham representação igual, para ratificar o tratado.

Assim se contruirá uma Europa unida e capaz de enfrentar os desafios que se avizinham.

Este é o desejo da maioria dos Europeus.

Apre! Isto não tem nada de novo! Ainda não perceberam? Até onde pode chegar a burrice e o autismo? Ou será que querem pura e simplesmente destruir a Europa?

E o vencedor do Europeu 2008 é...

A Adidas.

A Adidas patrocinou o campeonato, a Adidas deu as bolas, a Adidas patrocina a Alemanha e a Espanha, a Adidas patrocina o Chelsea e o Real Madrid, que, ao contrário das expectativas, também participaram no campeonato.

Parabéns à Adidas pela magnífica estratégia empresarial montada e pelos frutos do seu sucesso.

É assim que as estratégias empresarias devem ser.

Olhó Foguete, olaró



Ao contrário do que é afirmado, não há qualquer contradição nas tomadas de posição do PSD relativas à alta-velocidade: depois de ter destruido a rede transporte ferroviário em troca dos milhões da Europa, prepara-se para o reconstruir com os mesmos milhões da Europa.
Mas há que estar nessa altura no poder. Sempre e ainda por uma questão de coerência.


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Imagem do "Foguete" Lisboa-Porto (anos 50), no seu R.I.P. em Elvas (foto daqui).

The natives are restless 17

PJ de Portimão investiga:
Sete tiros após a passagem de Sócrates


Sol, hoje

And now, for something completely different

Da autora de I know you're married but I have feelings too

Maomé era pedófilo?

Entretanto, na Arábia Saudita, a sociedade parece legitimar contratos de casamento com 'mulheres' de 1-um-1 ano de idade. Quanto à idade apropriada para o consumar, "é variável"

"Saudi marriage officiant Dr. Ahmad al-Mu’bi told Lebanese television viewers last week that it’s permissible for girls as young as 1 to marry — as long as sex is postponed.

Al-Mu’bi’s remarkable comments also included an explanation that “there is no minimal age for entering marriage.”

“You can have a marriage contract even with a 1-year-old girl, not to mention a girl of 9, 7 or 8,” he said. “But is the girl ready for sex or not?” What is the appropriate age for sex for the first time? This varies according to environment and tradition,” al-Mu’bi said.
"

Reza a lenda que o Profeta, já cinquentão, consumou-o com a sua jovem mulher de nove. Por isso, está tudo bem.

A entrevista ao canal libanês online LBC-TV aqui.

18 de Junho de 2008, 21:42:34-35



Rathaus mit Vollmond.

terça-feira, junho 24, 2008

À navegação

Elogio ao Amor [Puro]

(...)
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito.
Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido.
Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama.
Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".

O amor passou a ser passível de ser combinado.
Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.
O amor tornou-se uma questão prática.
O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
(...)

O resto do texto de MEC, por exemplo, aqui.

O Eterno Repouso de mestre Cossery

"Mandriões no Vale Fértil". Assim se chamava o livro. Contava as aventuras de uma família "remediada" que vive algures no Egipto, e cuja paz, tranquilidade e inércia (o pai e os 3 filhos passam o dia a dormir) é abalada pelo súbito desejo do pai em casar, e pela inacreditável tomada de decisão do filho mais novo: quer trabalhar!!

Eu e Albert Cossery foi amor ao primeiro parágrafo. Depois tive que ler o resto da "obra". Com sofreguidão e muito prazer, devo acrescentar.
Oito pequenos livros em 94 anos de vida, que eram os que contava quando deu o último suspiro no quarto do modesto Hotel La Louisiane, em Paris, onde vivia desde 1945. Não tinha quase nada, à imagem dos seus personagens. Era assumida e orgulhosamente preguiçoso. Um biógrafo fez as contas e chegou à conclusão que dividindo a soma das linhas de todos os seus livros pelos dias da sua vida se chegava ao bonito número de uma linha por dia.

Nos seus livros há humor negro (e do outro também), escárnio, ironia, desencanto, alegria, sátira e suspense. Há personagens maravilhosos e quase sempre indigentes (mas muito inteligentes) que vivem num país imaginário do médio oriente reminiscente do Egipto natal de Cossery. "Mendigos e Altivos", como explica o título de um dos livros.

Depois de escrever a última linha, Cossery subiu ao céu onde está sentado à esquerda do Pai (à direita está Bo Didley que como os Mary Chain tão bem sabiam "is Jesus"). Fuma um narguilé e faz chalaças auto-irónicas à volta da expressão "eterno repouso"...
Descansa em paz.



P.S:

Bibliografía (toda e obrigatória):

  • Os Homens Esquecidos de Deus (1940)
  • A Casa da Morte Certa (1944)
  • Mandriões no Vale Fértil (1948)
  • Mendigos e Altivos (1955)
  • A Violência e o Escárnio (1964)
  • Uma Conjura de Saltimbancos (1975)
  • Uma Ambição no Deserto (1984)
  • As Cores da Infâmia (1999)
Estão todos editados na Antígona

segunda-feira, junho 23, 2008

Ouvido em tempos num pub

"It wasn't so much a one-night stand... More of a half-afternoon kneel..."

Faz um ano, mais ou menos, no Kambar



Working for the church while your family dies (*)




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(*) Se tudo correr bem, nunca ninguém saberá porquê. Se tudo correr mal, hell will break lose.

domingo, junho 22, 2008

Ódios de estimação

Palavra de honra que em tempos gostei da cançoneta, com a sua pequena tragédia de rapazito enganado e o timbre entabacado dos velhotes. Arroubos, enfim.
Mas depois de assistir a este vídeo, nunca mais nada foi o mesmo para ninguém.

Senhoras e senhores, a Tuna de Medicina de Sevilha em 2008, vestidos de pinóquio, numa destruição da memória desse meu verão quente:

The natives are restless 16

Autocarro de adeptos do FC Porto incendiado em Lisboa

RTP, ontem.

Entretanto, num estado não-laico, 2

Decididamente, aquela gente tem um obsessão com a humidade.

"Doubtful Moisture

Q: Some fluid is discharged on sexual stimulation, whether it is intentional or unintentional. Is it pure or najis? Is it ruled as manī?

A: For a man, it is ruled manī and makes janābah ghusl obligatory only if its coming out is accompanied by sexual pleasure, ejaculation, and weakness of the body. For a woman, it is ruled as manī when its coming out is accompanied by orgasm. Otherwise, nothing is obligatory."



Há dvd com o funeral do aiatóla Khomeni para a primeira pessoa que me souber explicar o que isto quer dizer.

Entretanto, num estado não-laico

Um cidadão preocupado solicita esclarecimentos ao seu governante:

"To Crush Cat’s Dead Body with Car Tires

Q: A car’s tires crushed a cat’s dead body in the street:
a) Are car tires made najis by that? Knowing that the street is not wet.
b) If tires become najis with the cat’s blood, do they become pure by going on street asphalt immediately after crushing the body?
c) If these tires becomes najis with the cat’s blood and then go on water present on the street:
1- Is water here considered a second medium that became najis?
2- If this water falls on one’s body or clothes, would they become the third medium that becomes najis?
3- If we want to make them pure using water and the used water — after flowing on them — flows on other spots on the body or clothes, does the latter become najis.


A: a) Unless the dead body or the tires are wet, tires do not become najis by crushing it, while if transmitting moisture is there, of course they become najis.
b) If tires become najis, they do not become pure just by moving on the street paved with asphalt.
c) Water becomes najis by moving the najis tires on it and if this water sprinkles on an object, clothes or one’s body, it becomes najis. Upon purifying it with water, the ruling of the water that flows from it on other parts of the body or clothes will be that of the water used for purifying a thing that becomes najis. Then, if qalīl water was used for purification, the thing touched with the used water will be ruled as that contacting the used qalīl water but if it was purified with running/kurr water or the like, then the place moistened with the used water will not be ruled as najis."



Aqui, no Q&A do Líder Supremo da Revolução Iraniana

sábado, junho 21, 2008