quarta-feira, junho 11, 2008
The natives are restless 8
"Sócrates vaiado por sindicalistas. Primeiro-ministro assistia às cerimónias do 10 de Junho"
SIC, ontem
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The natives are restless 6
"Mais um caso de atropelamento, em Braga. Três camionistas foram abalroados. Um deles ficou ferido."
TVI, hoje
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The natives are restless 2
Território português com níveis de radiação ultra-violeta entre "alto" e "muito alto"
Publico online, hoje
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14:44
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The natives are restless 1
Jovens apedrejam viaturas da PSP
DN, hoje.
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14:42
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Agora queixem-se
Lembram-se quando Cavaco-primeiro-ministro desactivou as linhas da CP que pôde e desatou a construir auto-estradas? Choviam as milenas da CEE e o rodoviário, com empreitadas de mover a economia e enriquecer os amigos do partido, era o futuro.
Havia também fundos inesgotáveis para as transportadoras crescerem como cogumelos, and the living was easy.
Esta visão "estratégica" deu no descalabro a que assistimos agora: estamos completamente dependentes dos estados de espírito de Espanha e absolutos reféns dos direitos de estrada dos camiões.
É tão fácil aprofundar a periferia do território e o seu atraso enquanto se ganham maiorias absolutas a curto prazo, não é?
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12:22
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Women: know your limits
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Categorias: v-o-c um blogue de serviço público
A propósito das 65 horas
Estive a fazer contas de cabeça e descobri que trabalho 72 horas por semana, em média, sem contar com as de almoço.
Acho que estou dentro da média portuguesa. Certo?
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terça-feira, junho 10, 2008
A exigência portuguesa
Emigrou do Porto para Neuchâtel em 1986, ano da gloriosa entrada de Portugal na CEE. Hoje é serralheiro. Honra ao trabalho mas nada o distingue de outro serralheiro de qualquer raça.
Mas empresa onde este e tantos outros trabalham conseguiu o contrato de fornecimento das 60 e tantas medalhas que serão atribuídas aos três primeiros classificados do Euro 2008 de futebol.
Motivo mais que suficiente para a televisão anunciá-lo como o "português que é o medalheiro do Europeu".
São exactamente 2 minutos e 17 segundos de jornalismo das tascas, sem contar com os teasers à peça.
Dando espaço ao orgulho nacional, pensei em sugerir à RTP uma reportagem com o título "a famosa limpeza da Suiça afinal é portuguesa!" , que podia incluir directos com as senhoras que lavam as casas-de-banho no edifício da Roche, por exemplo. Sem elas, aquilo era um chiqueiro, com certeza.
Mas depois lembrei-me que o Expresso se antecipou em tempos no tema com uma entrevista à criada alcoviteira da Claudia Bruni. Não se pode melhorar o que já é perfeito, não é?
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19:56
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O inferno
O carjacking, o endividamento a 130%, o autismo do governo, o descrédito do oposição, o assalto ao Estado, a delinquência generalizada, o nepotismo institucional, o medo da imigração e a vergonha da emigração, os 30ºC em crescendo, os incêndios em crescendo, a extrema-direita violenta em crescendo, a extrema-esquerda demagógica e irresponsável, a loucura aguda do futebol (Euro), a loucura crónica do futebol (FCPorto), as filas de açambarcadores nas estações de serviço, a semana de 65 horas, a pobreza de 20% da "raça", a rebelião e a destruição dos pescadores, o lockout das transportadoras de mercadorias e a falta de alimentos nos supermercados, o apedrejamento de camiões...
Chegada esta altura, é costume o personagem do filme dizer "falta pouco para morrer alguém; a partir daí, é o inferno."
Pois é, já não falta nada.
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A minha contribuição para o debate sobre o acessório despoletado por indignação acessória com base na expressão acessória de um oficiante acessório.
Raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça, raça.
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Para os restelosos da bola
Dou de barato que o sítio anda mal-frequentado e até já viu dias melhores. Contradizê-lo não é a minha tese.
Mas não deixa de ser divertido olhar para o passado recente e verificar a nossa posição numa tabela classificativa de Qualidade de Vida. Tinha sido elaborada pela Economist Intelligence Unit, a qual tentou basear a análise em factores concretos, como o PIB, e subjectivos, como inquéritos junto da população.
Convém, por isso, sublinhar que a tabela é de 2005, ano em que não houve bandeirinhas de Europeu ou Mundial.
NOTA: apesar de figurarmos dez lugares acima do Reino Unido não foram contabilizados quaisquer rankings da FIFA ou de carjacking
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completamente roubado ao blogue da revista Atlântico
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15:43
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Na sequência do teste hedonista, ela desafiou-me

Só não é um verdadeiro Top 10 pois a ordem dos factores é arbitrária.
-frutos proibidos
-transe massivo
-provocar
-brisa na pele
-beijos-borboleta
-conversas sem horas
-deixar-se levar
-adormecer ao colo
-um concerto a muitas mãos
-amamentar um filho
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No middle ground, de Terry Rodgers (2006)
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segunda-feira, junho 09, 2008
Postas tipo eurocromo-repetido, 2
"Nham-nham-nham... Selecção nacional, uma ova: o Deco é brasileiro, o Nani é isto, o Bosingwa é aquilo, ... Nham-nham-nham"
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20:25
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Postas tipo eurocromo-repetido
"Alienados das bandeirinhas... patrioteiros do futebol... Nham-nham-nham... Não vão ganhar nada... Nham-nham-nham... e depois é que a realidade dói... Nham-nham-nham..."
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A vergonha de Cavaco
No Público online:Cavaco Silva apela a Portugal para "atrair e acarinhar" emigrantes que querem regressar
Acho muito bem que "o Estado e a sociedade civil" recebam bem quem queira voltar, era o que mais faltava.
Mas, e que tal, antes de mais nada, o Estado não acarinhar mas servir a sociedade civil para evitar que as pessoas se sintam na necessidade de emigrar?
O Presidente da República deve estar ainda a sonhar com o folclore das gerações de 60 e 70, descartando as responsabilidades que os governos PSD e o PS tiveram na sangria humana das duas últimas décadas.
Sabe quantos portugueses foram viver à volta das fábricas de embalagem de carne de Thetford desde 1990, i.e., quando o senhor foi primeiro-ministro? São hoje 50,000.
Espalhados pelo Reino Unido, especula-se que venha a haver quase tantos portugueses como muçulmanos. E era capaz de jurar que, tanto uns como outros, nunca ouviram falar da Linda de Suza.
A incompetência de um governante e o falhanço de uma sociedade mede-se pelo número de concidadãos que emigram.
Tenha vergonha, sr.Presidente, tenha muita vergonha.
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Blogue Insurgente
Não sei porquê, mas cada vez que leio o Insurgente, lembro-me dos gémeos Kaczynski.
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domingo, junho 08, 2008
Hoje vou adormecer assim
Sleep tight.
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"The Girl can't help it" (1956)
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23:28
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Mobiles are evil
A bateria acaba a meio da conversa "importantíssima"?
O número daquela simpática de ontem à noite desapareceu do livro de endereços misteriosamente?
A factura das chamadas vem superior ao orçamento de defesa de um país do médio oriente?
Chega atrasado ao concerto, os seus amigos estão lá dentro e não há rede alguma?
Põe o bichinho no mute para não levantar suspeitas mas ainda assim aquilo badala mensagens a 300 dB?
Drunk-dialings às 3 da manhã?
Agora já sabe porquê.
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via The Hidden Persuader
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sábado, junho 07, 2008
Em directo de Viena
Estou sitiado pelo Turco e as insígnias das duas federações de futebol não poderiam ser mais recorrentes. No ecrã gigante em frente à Rathaus (um de oito), um crescente opõe-se à cruz templária.
Não sei se tal imagética invocará algum espírito de cruzada nestes tempos de supostos choques civilizacionais. Mas certo é que, cada vez que a selecção avança avança, ouvem-se uns "POR-TU-GAL!" numa mistura de sotaques croata, austríaco, alemão, polaco, grego e até espanhol. No mínimo, quer parecer-me que cá para leste ninguém gosta assim muito dos turcos. Isto mesmo é-me confirmado pelo vendedor da barraquinha dos Käsekrainer mas como ele é sérvio não acho inteligente perguntar-lhe porquê.
Para mim tanto faz e, pelo menos, já me sinto mais acompanhado na minha t-shirt verde-rubra (comprada em Barcelona em 2004, no dia seguinte à vitória sobre os espanhóis).
De resto, a rapaziada é bem comportada. Bebe-se muito mas, tirando um culturista com complexo de meia-altura e muita garganta, o povo é sereno e a ausência da selecção inglesa neste campeonato vai passando agradavelmente desapercebida. Às onze e meia já o recinto está vazio e a festa, sem futebol, continua por esses bares fora.
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23:04
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Os Intocáveis

Se me tivessem dito isto há uma década ou duas, não acreditava: Pinto da Costa e Loureiros condenados por corrupção.
Aliás, tal é a teia de interesses nacional que só comecei a acreditar mesmo quando mais tarde fiquei a saber que a UEFA aproveitou para dar a sua machadada. A esses o mafioso de província não tem como dar a volta.
Por que acham que só falo disto agora?
É um excelente começo. Agora só falta despachar os restantes dirigentes desportivos.
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sexta-feira, junho 06, 2008
Lusofobia já!
Os Ainu do norte do Japão voltam a ser gente, com direito a língua, cultura e território próprios, anuncia o Le Figaro online . Isto é, voltam a ser ainu, que significa precisamente humano. Esta minoria da ilha de Hokkaido é mais um exemplo de um povo esquecido o qual, por ser autóctone, se tornou vítima de leis e práticas racistas impostas pela etnia ocupante (como os Saami da Suécia, também chamados lapões, cuja segregação foi oficialmente abolida em 1976). 
Estava eu a passar os olhos pelas fotos quando a certa altura leio que, por causa de séculos de segregação e racismo, esta pobre gente lamenta hoje em dia ter apenas 17% de licenciados entre os seus, quando um terço de todos os japoneses tem canudo.
Tendo em conta que a parcela de portugueses com educação superior deve andar à volta de 10%, como toda a gente gosta de dizer, "a mais baixa da Europa", pergunta-se: quem é está disposto a nos ocupar e tratar como subhumanos sem direito a selecção de futebol (uma coisa que até os norte-irlandeses têm) para que possamos chegar, pelo menos, àquele este resultado?
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A foto, de um cavalheiro Ainu, foi tirada por Christina Witt. É na fartura das sobrancelhas e no bigode cerrado que deposito alguma esperança.
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quinta-feira, junho 05, 2008
A fevere da bola
Dizia-me um sérvio no outro dia na rua:
"Portugal will roast that Turkey! Eheheheh!"
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quarta-feira, junho 04, 2008
Vem o Verão, salta o teste de personalidade
What philosophy do you follow? (v1.03) created with QuizFarm.com | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| You scored as Hedonism Your life is guided by the principles of Hedonism: You believe that pleasure is a great, or the greatest, good; and you try to enjoy life’s pleasures as much as you can.
|
Pois, pois. Trocando por miúdas, "o que tu queres sei eu".
Bem, sempre saiu mais acertado que aqueles do political compass.
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Esta é para provocar o Esquerda Republicana
Vem a propósito duma notícia no Público do passado dia 31 e pescada ao O Carmo e a Trindade:
Campolide: Finanças ponderam vender templo do século XIX à irmandade local.
E que tal o Estado devolver à ICAR todo o património de interesse artístico e cultural - expropriados após a guerra civil e a "revolução" republicana - por cuja recuperação ou preservação não consegue, manifestamente, ser responsável? E que em muitos casos apenas servirá para especulação (como o quartel da Graça)?
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17:03
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A partir de 2012, num ISP perto de si
Não, não tem nada a ver com o aumento da gasolina (para o qual me estou perfeitamente nas tintas).
ISP aqui significa 'servidor de internet' e acho que desta não é só maluqueira de conspiracionistas. E nem precisa de mexer o rabo da cadeira para levar com uma machadada no orçamento (na melhor das hipóteses).
Esqueçam a sintaxe de surfista e o arzinho de nerd de universidade californiana dos rapazes (o visual até começa bem, com a introdução feita por miúda decotada, prendendo a atenção logo de início); vale a pena ouvir para ter uma idéia do que pode vir a acontecer.
via hidden persuader, do Bicho-carpinteiro
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terça-feira, junho 03, 2008
O bravo soldado Franz

O sr. Künstler, née Kuenstler na Roménia de 1900, foi alistado pelo kaiseriche und koenigliche Armee (a.k.a., Kuka) da Áustria-Hungria em 1918. Expulso pelos comunistas húngaros, torna-se cidadão da Alemanha em 1946.
Morreu hoje, aos 107 anos, "o Último Soldado do Imperador". Sobreviveu a duas guerras mundiais, quatro nacionalidades e, segundo contava, "muitas mulheres". Levou-o sim, e concerteza à traição, o intestino delgado.
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22:43
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O 8 e coisa, 9 e tal fez dois anos

Gosto muito do 8 e coisa, 9 e tal.
Há bastantes blogues de gajas (todos conhecemos os géneros, vai do confessional-picante ao
feminista emperdenido) mas passadas uma ou duas leituras a 'novidade' fica por aí.
Depois há blogues bons, com uma particularidade definida que os torna interessantes. Neste caso, ser feito por gajas.
A receita do sucesso é simples: como são gajas, e nada parvas, vêm as mesmas coisas de uma maneira que raramente lembra aqui aos gajos, mesmo aos nada parvos. E ali começa a discussão.
Parabéns (atrasados) por dois anos de um blogue de excepção. E cumprimentos ao António Mafra.
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18:01
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Categorias: aniversários de blogues
quinta-feira, maio 29, 2008
De indy hot rock chick a modelo Chanel
Anda meio mundo blogosférico perdido pela moça retratada abaixo, música incluida.
A foto está de antologia: uma brincadeira que interrompe a nudez mas não a indiferença ao tabu. 
Mas, ainda assim, o retrato não faz justiça à cantora. Fotogenia mesmo é isto,![]()
levando a menina a passar na arena de Natalie Portman, Rachel Weisz e Norah Jones (My Blueberry Nights) e a acabar na Men's Vogue
Nas décadas de antanho, dizia-se que havia três maneiras de se garantir levar à certa miúdas assim: ser muito rico, ser fotógrafo, ou ser estrela de rock.
Esta indy esteve-se sempre nas tintas para o dinheiro dos outros, desarma qualquer câmera e ainda vem a ser ela um ídolo musical para muito maduro descontrolado.
Cat power? Sem dúvida absolutamente alguma.
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22:15
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Grandes carros, pequenos depósitos
"E o automóvel é um dos seus principais símbolos. Toda esta histeria à volta dos combustíveis tem essencialmente a ver com isso: a recusa de uma classe média que teve uma ascensão artificial, muito alavancada em endividamento e subsídios, em abdicar do carrinho."
(LR, no Blasfémias)
Há um ano atrás, uma senhora minha conhecida teve imensa dificuldade em contratar uma mulher-a-dias. A sua casa é... Grande e, durante bastante tempo, a única pessoa que concorreu ao lugar foi uma rapariga, imigrante bielo-russa ou polaca, não me lembro, que se fez deslocar para a entrevista num Land Rover. Não ficou pois achou que 'o serviço era muito'.
Fico com curiosidade de saber, pois, se a ex-futura empregada doméstica se terá visto livre do pópó entretanto ou simplesmente emigrado para outras paragens. Afinal, é isso que muito português faz, embora ninguém fale do assunto.
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Categorias: Emigração
quarta-feira, maio 28, 2008
I'm a lover, not a fighter
O Esquerda Republicana vai buscar o Huffington Post para dar destaque ao depoimento de um veterano da guerra no Iraque.
Rolando por ali abaixo na edição online desta referência mundial da imprensa escrita, descobrem-se notícias não menos interessantes.
Por exemplo, a tenista Ashley Harkleroads, 23, de quem provavelmente nem o maradona ouviu falar, vai posar para a Playboy na edição americana de Agosto destoutra referência mundial da imprensa escrita.
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Foto tirada à porta do hotel em Nova Orleães, era ainda de manhã.
Um exclusivo do VoC para a imprensa escrita blogosférica de referência.
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Categorias: É quase quinta-feira e faz solinho lá fora
Palavras que eu odeio
Manuel Queiroz, cronista do DN, interessou-se hoje pelos "peitos protuberantes" da amante do ministro canadiano.
Deu uma vez por todas, não são "peitos", nem "seios", nem "colo", nem o raio-que-o-parta, são MAMAS.
E olhe que "protuberantes" também não os tornam mais "finos".
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O Luxemburgo aboliu a monarquia
Correcção: o ministério dos negócios estrangeiros português logo há cinco anos atrás, não sei sob que chantagem maoista, reconheceu a existência de uma 'República Luxemburguesa'. E ainda hoje insiste com convicção e comunicados oficiais.
Que no MNE ninguém saiba qual é a capital da Mongólia, eu até compreendo. É uma pergunta de Trivial, não é para qualquer um.
Mas num país onde 20% população é portuguesa?
Esperam-se os desenvolvimentos do costume, nomeadamente na tradução dos domínios de email.
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Do Notas verbais, via Corta-fitas.
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O Nepal aboliu a monarquia
Correcção: o parlamento do Nepal (há nove anos sem eleições), sob chantagem da guerrilha maoista, apoiada pela China, declarou o estado de 'república democrática'.
Um dos líderes, C.P. Gajurel, jurou à BBC:
"We are committed to multi-party democracy, peaceful competition in the election," he said. But, he added, "definitely we will not go for the previous so-called parliament". The Maoists, Mr Gajurel said, wanted a new kind of parliament where "oppressed classes can compete".
Esperam-se os desemvolvimentos do costume.
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segunda-feira, maio 26, 2008
Alfredo Saramago, 1938-2008
Tinha gozo em investigar aquilo que lhe dava gozo. Quantos se podem gabar do mesmo?
Adeus, compadre. Com alguma sorte, ainda havemos de nos encontrar para uma patuscada sei lá onde. Mas o vinho trás-lo tu.
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domingo, maio 25, 2008
O futuro de Obama
Se Obama for eleito, há que esperar o pior. E o pior é ele ser assassinado e substituído pela Vice-Presidente Clinton (ou algo parecido). Será uma oportunidade perdida.
Ele há uma América ultramontana que não quererá aceitar nem Obama, a pessoa, nem Obama, o político.
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sábado, maio 24, 2008
As reformas
Sobre a Segurança Social e as reformas existe em Portugal um factor de desequilíbrio e injustiça de que ninguém fala.
Refiro-me a todas aquelas pessoas que, recebendo uma pensão ou reforma, continuam a trabalhar activamente.
Não me refiro aos beneficiários das pensões de miséria de que o PCP tanto fala. Refiro-me aos outros, à classe média e alta.
É louvável e importante que essas pessoas se mantenham activas. Mas é extremamente injusto que essas pessoas putativamente tirem trabalho a um jovem desempregado, ao mesmo tempo que beneficiam dos descontos dos jovens trabalhadores.
Se há situação em que o contrato social entre gerações não é respeitado, ela é esta.
Porque é que essas pessoas beneficiam de uma reforma se continuam activas no mercado de trabalho?
Porque é que se fala das acumulações nos cargos políticos mas não se fala destas situações? (O que interessa é se o ex-Presidente Eanes tem direito a duas reformas)
Porque é que essas pessoas não são obrigadas a escolher entre a sua (boa) reforma e o seu rendimento de trabalho?
(Já agora, porque é que os gestores, quando recebem compensações milionárias das empresas que geriram, não são obrigados a ficar fora da actividade durante cinco ou dez anos?)
Quanto é que a Segurança Social poupava se essas pessoas fossem obrigadas a escolher?
Quantos empregos se criavam?
Eu sei. Com a pirâmide de idades invertida, essas pessoas formam uma parte significativa dos eleitores.
Para além disso, são os nossos pais, tios, etc, que nos ajudam nas horas de dificuldade, para comprar casas, carros, etc.
Quando os temos. Quando não os temos, putz!, como dizem os Brasileiros.
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A saúde
Existe em Portugal um mito relacionado com a Saúde que vale a pena tentar desmistificar.
É o mito de que o sector privado proporciona melhor tratamentos aos doentes e é uma alternativa ao SNS.
A verdade é que os sistemas privados funcionam melhor porque pouca gente tem beneficiado deles até agora.
Mas basta tentar usar alguns hospitais privados que abusaram nos contratos das seguradoras para constatar que, se o sector privado passar a tratar muita gente então fica tão caótico como o público.
Também por isso alguns novos hospitais privados limitaram enormemente os contratos firmados com as seguradoras. Para garantir a qualidade do serviço.
Entretanto, com ou sem o desmantelamento do SNS feito pelo Estado, a iniciativa privada encarrega-se de o fazer.
Vão abrir dezenas de hospitais e para preencher o quadro médico vai-se recrutar ao Estado. Os médicos que transitam para o privado já não o fazem em regime de acumulação massim em regime de exclusividade.
É de esperar que a qualidade do serviço no SNS diminua (Salvam-se os hospitais universitários mas estes são aqueles que têm a seu cargo as situações mais desesperadas).
É verdade que já boa parte dos Portugueses usufrui de seguros de saúde. Mas também é verdade que uma boa parte não usufrui. Por outro lado, os pacotes de seguros mais populares não cobrem as despesas em casos de doenças mais críticas, como muitos tipos de cancro.
O Estado fica assim com o encargo de cobrir as situações mais graves e financeiramente onerosas.
Fica assim posto em causa o acesso á saúde, universal e tendencialmente gratuito consagrado na Constituição da República.
A consequência a prazo será a diminuição da esperança média de vida, pelo menos entre as pessoas com menos posses.
Tudo isto, pelo mesmo preço.
É por isso que alguns bons países liberais por essa Europa afora não permitem e existência do sector privado na área da saúde.
Noutros países, de boa cepa Social Democrata, não existe SNS e o Estado assegura um seguro de saúde universal que permite a toda a gente o acesso à medicina privada.
Aparentemente, caminhamos para o pior dos mundos.
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Aardvark
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Com a devida vénia
"(...) Aqui chegada, e não me encontro disponível, o que me soa a desperdício ou, então, a grande ironia. Às vezes, sinto-me forte, capaz de enfrentar o mundo nesta minha nova condição de amputada; outras, em especial quando a noite cai demasiado depressa, cedo ao pânico, como se num elevador parado entre andares. Nessas alturas, enrosco-me como um feto e só quero agarrar-me à barriga das tuas pernas e pedir-te que seja ainda a semana passada, quando chegavas a casa calado e o pior que acontecia era o tédio correr-nos nas veias. Há momentos em que dava tudo para que os teus pés frios, que sempre me desagradaram, arrefecessem este medo que me tolhe."
Por Sofia Vieira, no Um amor atrevido.
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Baixar o ISP, deixe-me rir, sr. FO
O sr. FO, presidente da Galp, apelou ao governo para que baixasse o ISP.
A ideia é a de que, se o ISP baixar, o preço da gasolina baixa.
Ele há quem nunca desista.
O preço de venda dos combustíveis é ditado pela oferta e pela procura, devendo por isso considerar-se que está adequado à situação do mercado.
A redução do ISP não concorre para a redução do preço de venda dos combustíveis. Mas concorre para o aumento das margens da Galp e para a redução da receita pública.
Foi isso que aconteceu com a descida do IVA ou com a descida do IA.
Será que não repararam?
Mas ainda há quem insista na vigarice.
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Categorias: ora toma lá um manguito aqui do Zé
A ASAE o quê?
A ira contra a ASAE é bem característica dos Portugueses.
As leis estúpidas que condicionam a sua actuação, são emanadas das directivas ridículas de ignaros burocratas em Bruxelas.
A multidão critica a ASAE por tentar fazer cumprir a lei, claro.
Cumprir a lei não é de Português. E a culpa de uma lei ridícula não é nunca de quem a fez mas de quem a tenta fazer cumprir. Porque não se espera que as leis sejam cumpridas.
Portugal é a Sicília, independente da Espanha.
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Categorias: para os amigos tudo e para os outros A LEI
A Trombeta de Patrick

Volta-e-meia lá vem o DN a "introduzir o debate" do nuclear. Desta feita por meio de editorial do director.
Estão lá os elementos todos da encomenda: como einsatz pertinente e populista, a subida do preço dos combustíveis e a ameaça que se avizinha crise ainda pior que o subprime (!). Passa-se à citação costumeira daqueles especialistas para quem a tecnologia é 'segura' e 'amiga do ambiente'. Depois, fica sempre bem dar exemplos de países desenvolvidos que voltam a apostar no nuclear (um dos quais ainda não conseguiu resolver o problema do lixo doméstico, quanto mais o radioactivo). Pelo meio, a inevitável referência à personagem de Patrick Monteiro de Barros.
Caro João Marcelino,
A energia nuclear serve para produzir electricidade, e não gasosa. Logo, e enquanto os carros se moverem à força de combustíveis fósseis, esses argumentos de medo não servem para introduzir coisíssima nenhuma.
Dando de barato que a operação de combustíveis nucleares é segura (?), as centrais de fissão são alvos preferenciais para o terrorismo e os custos de segurança seriam sempre elevadíssimos. Mais: os resíduos que produzem são mais nefastos ao ambiente que todas as toneladas de CO2 que quiser ir buscar. A radioactividade mata, sabia? Contamina tudo, ar, água e solo. É custosa de aterrar e virtualmente eterna.
Também lhe vale de pouco comparar-se com os grandes países: a competitividade da indústria portuguesa, lamentavelmente, é pouco sensível ao custo da energia. Mais ainda se nos lembrarmos que na China se planejam dezenas de centrais a carvão para alimentar a bolha.
Só mais uma coisinha: uma central de fissão nuclear não é viável economicamente. Por isso, todas as centrais do mundo são sustentadas pelos estados, como os que deu como exemplo. Acontece que o deles é rico, o nosso é pobre. Mas compreendo que, mesmo a esta escala, o bolo dos impostos ainda seja um alvo apetecível para empresários de algibeira como o benevolente Patrick Monteiro de Barros.
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dorean paxorales
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17:21
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O Exemplo

Já estou farto desta macacada do cigarro do primeiro-ministro que faz do jogging aquilo que o João Paulo II fazia do beija-chão.
Lamento, caro PM, mas estou-me perfeitamente nas tintas se o senhor sabia, não sabia, se vai deixar de fumar ou vai morrer de metásteses neocorticais.
Deixe-se de pantominices e pague a multa, se for caso disso. É o único exemplo que o país precisa.
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dorean paxorales
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16:47
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Teoria e prática
No mundo da teoria, nada funciona e toda a gente sabe porquê. No mundo prático, tudo funciona e ninguém sabe porquê.
Por vezes, a prática e a teoria convergem numa situação em que nada funciona e ninguém sabe porquê.
Da mesma forma convergem, no espaço da Direita, o liberalismo e o conservadorismo. A procura de liberdade e segurança convergem para uma situação em que acaba por não haver nem liberdade nem segurança.
O liberalismo, ao destruir o Estado, substitui as relações de cidadania por relações de homenagem e dependência de tipo feudal que rapidamente destroem a Liberdade, proporcionando segurança apenas a quem é rico.
O conservadorismo valoriza a segurança sacrificando a Liberdade e acaba por criar um sistema repressivo que acaba por não proporcionar segurança a ninguém.
O liberalismo conservador é um meio termo que não resolve nada nem aponta solução nenhuma.
Apenas a intervenção do Estado na economia lhe poderá garantir o poder necessário para regular os mercados e consequentemente preservar os direitos de cidadania.
Regulação económica e liberdade política são a alternativa à regulação política com liberdade económica.
No espaço da Direita isso talvez se chame de Democracia Cristã.
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Aardvark
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01:15
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O candidato dos Direitalhaços
Pedro Passos Coelho é sem dúvida o candidato dos Direitalhaços.
As propostas de privatização da Caixa e de redução do peso do Estado, feitas nesta altura do campeonato, só podem ser originadas num fanatismo ideológico cego, surdo e mudo ou numa grande vontade de arranjar negócios com o dinheiro dos impostos do Tuga: a compra de um Banco lucrativo cuja alienação não se consegue justificar, a privatização da Saúde e da Educação, etc.
Por isso ele aí está, político profissional, bem financiado, à procura dos votos dos liberais do PSD.
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Aardvark
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01:08
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A festa de Maio de 68
O Maio de 68 em Paris foi, acima de tudo, uma festa. Por isso dizem que o Maio de 68 nunca poderia ter sido em Inglaterra.
Percebe-se porquê. As festas inglesas são péssimas: ao fim de uma hora já está tudo bêbedo e a molestar os convidados do sexo oposto (na melhor das hipóteses). As bebidas são más (safa-se a cerveja) e às onze horas ou se está na cama, sozinho ou acompanhado, ou sai-se numa caçada ao Pakhi (de preferência a ir-se sozinho para a cama ou com um parceiro do mesmo sexo).
As festas francesas são óptimas, toda a gente é convidada, as bebidas são excelentes e abundantes (a começar pelo vinho) e pratica-se o sexo na própria festa, aproveitando-se para se marcar uma internacionalização alter-mundialista, com a tahitiana ou o marroquino mais próximos.
Por isso, o Maio de 68 só poderia ter acontecido em França.
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Aardvark
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00:57
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Categorias: alter-mundialismo, festa, internacionalização
quinta-feira, maio 22, 2008
Dave Douglas
Nenhuma efeméride, nada de especial. Nem sei se terá algum disco novo, mas o Dave Douglas é um músico impressionante. Aqui está ele (porque este blogue estava a precisar de um bocadinho de Bop :-)
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luís Vintém
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quarta-feira, maio 21, 2008
Só eu sei porque não fico em casa
O Diário Digital exulta, nacionalista: apenas 17% dos portugueses trocaria uma noite de sexo por um jogo de futebol, contra 72% de maluquinhos da bola espanhóis. Eis algo para fazer pensar as direcções artísticas dos média nacionais, sem dúvida.
Por outro lado, 72 por cento é muita espanhola a sofrer, homens de deus.
Pois é.
E na volta ainda se pode aproveitar para encher o depósito.
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dorean paxorales
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21:35
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Categorias: Delenda Hispania como diria o grande Catão
Thabo Mbeki
Quando o sr. Mugabe atrasou a divulgação da sua derrota eleitoral em mais de um mês, o presidente sul-africano disse ao mundo para ter paciência.
Quando os olímpicos enviaram um cargueiro de armas e munições para o ditador usar sobre a sua população desobediente, Thabo Mbeki disse que era sem querer.
Ao contrário do führer de Harare, Mbeki foi livremente eleito pelos seus compatriotas, caso raro no continente. Parece por isso estranho que este homem esteja claramente a proteger um ditador.
Mas a amizade entre os dois vem dos tempos da resistência ao apartheid. Mugabe tomou o poder à minoria branca nos anos oitenta e não tardou a expropriar terras aos herdeiros de Rhodes. A idéia de que em ambos os lados da fronteira se combateu a hegemonia branca poderá ter levado Mbeki, do então ainda clandestino ANC, a irmanar-se com Mugabe.
Contudo e contra esse argumento, nenhum resistente sul-africano de respeito, de Tutu a Mandela, se misturou no passado com aquele personagem.
Mbeki, apesar da legitimidade das urnas, é hoje conhecido pela sua incompetência e vê-se constantemente confrontado com suspeitas de corrupção e nepotismo. Um exemplo entre muitos, é o emaranhado de interesses à volta de Jackie Selebi, o comissário nacional de Polícia, num caso que envolve este antigo chefe da Interpol e o crime organizado. A lei é assim mostrada a um povo cansado de injustiças como não passando de letra-morta, e logo pelo próprio presidente.
Por causa de Mugabe, a estas acusações ao presidente sul-africano vem agora juntar-se outra. Os tumultos racistas em Alexandra e noutras townships são claramente o resultado directo de uma conduta irresponsável tanto na política interna como na externa.
Se, por um lado, o desleixo da presidência permitiu a pobreza crescer desmesuradamente, por outro, Mbeki criou as condições para que milhares de refugiados atravessassem a fronteira ao abençoar os desmandos de Mugabe,. Este influxo de estrangeiros foi o pretexto suficiente para as franjas mais miseráveis da sociedade imitarem o presidente e declararem-se elas próprias fora-da-lei.
Assim, a pilhagem, as violações e as mortes recentes de zimbabuenses, moçambicanos, nigerianos e malauitas na África do Sul podem ter muitos autores materiais anónimos mas a responsabilidade do caos que o permitiu é toda de um homem sem carácter nem capacidade para exercer o cargo para o qual foi eleito.
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dorean paxorales
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20:11
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Deus escreve direito por linhas tortas, em boa verdade vos digo

The new logo features a bare-chested mermaid with her tail fin split in half -- actually, the original logo for the company. The previous green logo showed less of the mermaid.
A Christian group in San Diego called The Resistance is offended by the new logo saying that "looks like a naked woman with her legs spread like a prostitute" (sic) and wants consumers to boycott or complain to the Seattle-based coffee house.
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No St.Louis Business Journal e no Irish Independent mas por via do Quionga6
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dorean paxorales
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18:19
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terça-feira, maio 20, 2008
Onde se constata, numa pequena e circunstancial consulta ao painel de audiências, que a pátria deste blogue é a Língua Portuguesa
O nosso leitor em Gaillard ou está de férias ou abandonou-nos.
Depois dos representantes das megapólis brasileiras (de São Paulo a Blumenau), mantém-se visivelmente fiéis a este pasquim, e pelo lado nacional, um compadre de Álvaro e outro de Campos.
Não estou a inventar, juro.
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dorean paxorales
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21:04
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O ticket
Obama poderá estar convencido que vai ganhar as primárias mas estas mostraram-lhe que, se o eleitorado branco da classe baixa nem sempre lhe é favorável, desprezar o voto hispânico poderá ser-lhe fatal.
O objectivo, convém não esquecer, é a presidência. Ao candidato-preto, chamemos-lhe assim, interessa pois ganhar sem derrotar a candidata-branca.
Por isto, a decisão de Clinton de ir até ao fim sugere ser menos um acto de coragem política e mais uma antecipação concertada da verdadeira campanha que se aproxima. A indicá-lo, os ataques mútuos já diminuiram de intensidade e o alvo de ambas as candidaturas é agora McCain. Claro que há pressões internas também nesse sentido pois o partido quer, e bem, cerrar fileiras.
E não é difícil imaginar conversações de bastidor entre os dois proponentes e o que se discutirá nas mesmas. Isto é, ou muito me engano ou o ticket democrata está à vista.
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dorean paxorales
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17:46
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quinta-feira, maio 15, 2008
A culpa do desacordo ortográfico é nossa, 2
A posta anterior, claro, não passa de uma opinião inútil, por mais acertada ou errada que seja. A língua é de quem a fala e escreve e eles falam e escrevem mais que nós.
Por isso, temos de ser sensatos. Poucas línguas no mundo sobreviverão no futuro: a economia, entre outras coisas, assim o dita.
Sem unidade com o Brasil, o Português de Portugal ou tornar-se-á uma curiosidade ibérica, assim como o Catalão ou o Galego (aliás, já é mais fácil encontrar pela Europa fora guias turísticos em catalão que em português), ou, dada a diferença de carácteres, dilui-se no Castelhano.
Já agora, o Galego, curiosamente, é aceite para discurso no Parlamento Europeu porque é considerado... "Português". Mas nem assim alguém se lembrou de estender o plesbicito electrónico aos 4 milhões de galegos que moram aqui ao lado, pois não?
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21:28
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A culpa do desacordo ortográfico é nossa
Em 1911, os proto-fascistas da república mudaram a norma ortográfica sem consultar a vasta maioria dos utilizadores da língua. Mesmo os seus compatriotas não tiveram direito a petições na net ou coisa parecida. Os senhores que mandavam decidiam que se passava a escrever segundo a fonética e não a origem da palavra. Revolucionários e cheios de boas intenções, julgavam simplificar (?) a escrita e facilitar a alfabetização da plebe ignara. Os resultados ficaram à vista: nem a malta aprendeu a ler (72% de analfabetismo ainda em 1920) nem a língua voltou a ser a mesma em lado algum.
O primeiro demonstrou a pouca importância que a "simplicidade" da escrita tinha na sua instrução. O segundo, a leviandade dos autores da reforma. A nenhum curador de uma língua culta e universal havia ocorrido semelhante estupidez. Pelo formalismo, sobranceiro para com outros falantes, e pelo método escolhido, permitindo reproduzir as variadíssimas vocalizações do falar lusófono, a atitude extinguia, irreversivelmente, a unidade da língua e condenava-nos a todos a cem anos de tentativas de acordo ortográfico (*), coisa única no mundo.
É este o erro que alguns tentam agora apagar.
Por isto, quando alguém defende uma grafia baseada na etimologia, "científicamente correcta", não posso deixar de concordar. Afinal foi isso que o Brasil conservou em 1911, à revelia dos tontos de Lisboa. Se hoje em dia eles, brasileiros, se aperceberam da própria força e vêm defendendo a transcrição directa da fala à escrita mais não estarão que a concordar com a brilhante idéia dos republicanos d'antanho.
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(*) E foi isso mesmo que aconteceu. Com a indiferença própria aos gigantes, é muito provável que a Academia Brasileira de Letras só tenha dado pela mudança portuguesa uns 20 anos depois. A contrapor ao arrivismo português, a primeira tentativa de reaproximação da norma escrita até veio, pois, do outro lado do Atlântico, em 1931.
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dorean paxorales
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12:22
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