terça-feira, maio 31, 2011

domingo, maio 29, 2011

Perspetiva de uma jovem tory sobre o património imobiliário português

passando por uma quinta de séculos na serra de Sintra

-Mas, porque deixam cair estas casas?
-Razões variadas... Às vezes, as famílias faliram; ou saíram daqui há tanto tempo que as quintas ficaram esquecidas; doutras, resultou numa herança onde ninguém se entende. As convulsões políticas particulares a Portugal também ajudam bastante nestas coisas. Alguns donos até serão ingleses.
-Ora, em Inglaterra, é hobby preferido de muitos restaurar casas destas.
-Isso aqui dá muiiito trabalho...
-Hehehe... Então, porque não as vendem?
-À falta de razões mais idiotas, a verdade é que não há mercado para isto; fica muito caro, quer comprar, quer recuperar decentemente - como disse, obriga a maçadas várias como contratar especialistas de património, licenças, etc. Também, as pessoas sentem-se isoladas aqui na serra. Em suma: hoje em dia, quem tem dinheiro suficiente, prefere construir de novo e noutro sítio.
-Onde?
-De preferência, em paisagem protegida. Por exemplo, mais abaixo, junto à costa.

algum tempo depois, passamos pela Quinta da Marinha

-Perguntavas "onde"; vualá, eis um desses sítios.
-Não é para turismo?
-Não, é uma espécie de "condomínio fechado" muito caro.
-É «dinheiro novo»?
-Erm... Em comparação, sim.
-Bom... "Em comparação", parece preferirem viver numa enorme habitação social.

Privilégios de grego (ou, "porque não há pacote que os salve"), 1

As taxas moderadoras do serviço nacional de saúde são altas, chegando aos EUR 500.00 por consulta, pagas diretamente ao médico.

terça-feira, maio 24, 2011

Portugal é uma aldeia

José Pinto Coelho é primo de Sofia Pinto Coelho, filha de Maria Filomena Mónica e enteada de António Barreto, ex-mulher de José Alberto Carvalho e atual de Ricardo Sá Fernandes.

quarta-feira, maio 18, 2011

terça-feira, maio 17, 2011

Matana Roberts

terça-feira, maio 10, 2011

Desígnio nacional: a periferia

Com a privatização da CP e REFER (que, na prática já só existem para Lisboa e Porto), com a entrega tácita da TAP ao colosso BA-Iberia e com o "adiamento" do novo aeroporto para as calendas gregas, a insistência na construção do trajeto TGV em direção a Barajas só espanta os mais incautos - como o sr. Portas.
A centralização logística da Península Ibérica está completa. Depois queixem-se que somos periféricos.

Plano de rede de alta velocidade espanhol. Apesar de ali figurar a ferrovia Lisboa-Porto, agora abandonada, é evidente pelo mapa que nunca houve intenção de a ligar ao exterior da península. Ou passas por Madrid ou não passas.

Em pormenor nota-se a inflexão forçada para colocar Sines no azimute de Badajoz.

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Mapas retirados da Revista Militar

domingo, maio 08, 2011

Já se sabia que era mais fácil ensinar reciclagem a um chimpanzé que a um lisboeta. Afinal, há uma terceira categoria.

Lembram-se disto?




Onze anos depois, isto



Estimo uns bons vinte quilos de caca de cão dentro daquele saco. Mas mais que a inteligência demonstrada no invólucro escolhido em tempo de chuva ou o local para o depósito, fascina-me imaginar o tempo e dedicação que terá levado esta pobre alma a colecionar os presentes.

O fim do mundo em calções


O momento de maior derrota de uma sociedade não é quando o estado que a representa se declara incapaz, entregando a governação a uma multinacional de financeiros. É sim quando, na mesma hora, o chefe desse estado olha para os resultados de uma competição desportiva de segunda categoria como razão suficiente para inveja por outras nações.

Namaste

terça-feira, maio 03, 2011

Being Fernando Nobre


Tornou-se consensual ter cada vez menos respeito pelo percurso político do dr. Fernando Nobre, recentemente por ter "comprado" os votos do PSD para a presidência do parlamento (segundo lugar protocolar no Estado Português).

Todavia, se as listas partidárias contém nomes que apenas podem sujeitar-se a eleição para deputado, por que não repudiar com o mesmo asco qualquer cabeça-de-lista que tem a lata de se apresentar como candidato a primeiro-ministro? Quantos princípios nobres não terão estes cavalheiros trocado ao longo da sua vida, quantos compromissos aceites de espinha dobrada, pela vã glória de mandar?

domingo, maio 01, 2011

Only one Kate




Aqui

sábado, abril 30, 2011

Acho que é a isto que chamam a meia-idade

Quando não consigo deixar-me cativar por pessoas verdadeiramente interessantes, porque me cansam, e as mais básicas e superficiais são um mistério irresistível.

Hoje acordei assim

quinta-feira, abril 28, 2011

My thoughts exactly

segunda-feira, abril 25, 2011

Conquistas do 25 de Abril de 2011

Comer d.rodrigos com a colher do café.

domingo, abril 24, 2011

segunda-feira, abril 18, 2011

Neanderthal's not dead

sexta-feira, abril 15, 2011

Missa da uma

terça-feira, abril 12, 2011

Hoje sou islandês

Those were the days...

sábado, abril 09, 2011

Gaivotas em terra

sexta-feira, abril 08, 2011

Existencialismos doutra mercearia



Quem é a Inês? É estrela infantil ou filha de alguma celebridade que eu desconheço? Porque é que os sacos são tão bons para ela? Sendo perniciosos para a Vanessa ou para o Ivan, serão absolutamente fatais para a Viiktorya?

Quanto ganham estes criativos da Sonae para debitar tamanhas inanidades? Depois diz que a culpa é do ambiente, pois.

quinta-feira, abril 07, 2011

O merceeiro

O sr. Santos da mercearia veio à televisão dar lições de moral aos políticos. Que são umas baratas tontas, que não percebendo nada de contas, como ele, puseram o país no vermelho.
Fala de cátedra, o sr. Santos da mercearia: altruista com poucos, ainda há pouco tempo distribuiu ele dividendos pelos seus magarefes e caixas. 275 euros de surpresa a cada um. Um mãos-largas.

Parece é que grande parte do vermelho do país se deve a compras ao estrangeiro. Inclusivé de mercearia. Como a do sr. Santos, onde, entre secos e molhados, pouca vianda há que não venha de França, de Espanha, da Holanda, ... Pior, na maior parte dos casos, o sr. Santos nem deixa o freguês saber saber a origem do que ele compra.

Vai haver quem diga que o sr. Santos não pode ser maluco como os políticos e, muito bem, orienta a sua mercearia para ter lucro. Isto é, não vai vender nacional se o importado sai mais em conta, não é sua função subsidiar irracionalmente a indústria pátria.

Com certeza, o lucro é objetivo legítimo do empresário, muitas vezes, o único. E o sr. Santos tem todo o direito a procurá-lo da forma mais eficiente possível. Mas nessa situação, sr. Santos, vá antes dar lições de moral para o diabo que o carrega.

Redescoberta



(canção começa ao 1:00)

Na iLoja*

Um jovem de fato e gravata faz perguntas parvas ao jovem de t-shirt que o atende acerca do iPad2 que tem nas mãos concupiscentes. O jovem de t-shirt não parece saber mais do produto que aquilo que aprendeu do gerente e dá-lhe respostas igualmente inteligentes.
Desesperado e cada vez mais confuso, o gravata quer saber se "aquilo" não será como um portátil. "Não tem nada a ver!", responde perentório o t-shirt, "são conceitos completamente diferentes".
Uma conversa de surdos, cada qual a pensar que o outro é burro. Naturalmente, ambos têm razão.

Era difícil continuar ali sem me rir mas o golpe de misericórdia chegou a tempo: antes de eu mesmo ter conseguido decidir-me entre duas armbands perfeitamente iguais, incluindo o preço, já o gravata tinha feito a encomenda do novo every-home-should-have-one por 599 euros, "preto, claro!", a chegar não sei bem quando pois parece que está esgotado há já algum tempo.

*Desconhecia a existência de um empresa com este nome mas, lá está, era mais que provável que fosse designação já usada por alguém. Fica o esclarecimento de que é um título desta posta, sem qualquer relação com a verdadeira "iLoja, lda" ou outras.

terça-feira, abril 05, 2011

União Hispânica

Posta inspirada em provocação de Ricardo Alves, do Esquerda Republicana

Segundo estudo reportado pelo jornal Público, o de cá, a 46% do Portugueses agrada uma união entre Portugal e Espanha (também estudaram o que os espanhóis pensam do assunto mas isso diz respeito ao SIS, não a mim).

A dar-lhe crédito, fico na dúvida se é por generosidade - numa altura destas, querer partilhar o desemprego espanhol, 20%, é de Cristo - ou, dada a decadência centenária e o descrédito mediático deste regime, se tal se deve a surto de entusiasmo monárquico que se tenha apoderado dos meus compatriotas.



Armas de Carlos II de Espanha

segunda-feira, abril 04, 2011

Qualquer grunho sabe exclamar "austeridade" com ar grave e sério; o pior é o resto

Entre 1997 e 2008, a produção científica nacional cresceu 235%. Nenhum outro domínio de atividade conseguiu tamanha transformação.

Quando forem a fazer o gosto ao dedo nos cortes, lembrem-se das elites pobrezinhas. São poucochinhas, é certo, e dão poucos votos. Mas são honradas e trabalhadeiras. E também são aquilo que, ao contrário do consumo de eletrodomésticos, nos diferencia do terceiro mundo.

O administrador dos correios e a licenciatura da vida

Tirado da caixa de comentários do Jugular (comentador nuvens de fumo)

"no fundo apenas revela duas coisas:


a primeira é que o carácter nada tem que ver com as funções
a segunda é que qualquer um pode chefiar desde que com as cunhas certas"

sábado, abril 02, 2011

Anagrama

FMI

quinta-feira, março 31, 2011

Expetativa razoável

Knowingly entering a Ponzi scheme, even at the last round of the scheme, can be rational economically if there is a reasonable expectation that government or other person or organisation will bail out those participating in the scheme.

in Wikipedia, citando Bhattacharya, Utpal (2003). "The optimal design of Ponzi schemes in finite economies". Journal of Financial Intermediation 12: 2–24

quarta-feira, março 30, 2011

Estava só aqui a pensar - NSFW

Não foram estas excelentes agências de notação quem classificou os bancos islandeses com AAA pouco tempo antes deles caírem pelo glaciar abaixo? Isto é, quando se tinham endividado por 10 vezes o PIB do seu país?

Não era altura de alguém lhes enfiar com um iceberg pelo rego acima?

Churchill reloaded

segunda-feira, março 28, 2011

Ié-ié

quinta-feira, março 24, 2011

Cherchez la femme

Bom ou mau, o bail-out do país tinha em Sócrates o seu único obstáculo.

Nas chancelarias, tudo corre pelo melhor: os juros da dívida subiram de imediato e, mesmo que talvez estabilizem durante a contagem decrescente que antecede as próximas eleições, o nosso destino, de traçado, passou a garantido.
Acabou a birra e, para grande surpresa de qualquer ser racional, os famosos mercados descobrem subitamente que a economia espanhola, afinal, não está tão má quanto isso.

Em engenharia naval, chama-se a isto um "ânodo sacrificial". Em bom português, diz-se "quem se lixa é o mexilhão".

quarta-feira, março 23, 2011

O coelho branco e a rainha de copas

Por culpa dos próprios, a impressão que dá é que o PPC/PSD recebeu de potências estrangeiras o beneplácito para fazer cair o governo. E que, juntando essa falsa sensação de segurança à volúpia das sondagens, aquele senhor se convenceu que é o primeiro-ministro que a Europa dos que mandam deseja para Portugal.

Considerações de soberania à parte, nada podia ser mais irónico que acusar consistentemente Sócrates de viver uma fantasia para depois rodopiar, blood simple, ufano, no delírio do seu próprio País das Maravilhas.

quinta-feira, março 10, 2011

quarta-feira, março 09, 2011

O discurso de Cavaco não foi o de um presidente de todos os Portugueses

E só lhe fica bem. Dentro de um sistema republicano, nenhum presidente é escolhido por todos os Portugueses e não é por isso que perde legitimidade.
Até parece que queriam um rei, valha-me deus.

terça-feira, março 08, 2011

Câmbio

Metro: "Sr. Passageiro, atenção ao intervalo entre o cais e o comboio".

Tube: "Mind the gap".

U-Bahn: "".

Afinal, os "four lions" são os outros

Um amigo, paquistanês, está a ter sérias dificuldades em obter visto para residência no Reino Unido.
Foi-lhe exigido um extenso relatório da sua actividade profissional, a qual ali foi convidado a exercer, dando destaque aos materiais que necessita para fazê-lo no futuro. Ao indagar a razão de tanto cuidado, a resposta foi seriíssima: garantir que ninguém na Grã-Bretanha possa vir a produzir armas de destruição massiva.

Muitos comentários haveria a fazer mas esta pergunta é mais pertinente que todos eles: ainda ninguém informou o Branch de que até mesmo Rumsfeld já admitiu que nunca houve weapons of mass destruction?

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O título diz respeito à comédia de Christiopher Morris com esse nome

quarta-feira, março 02, 2011

Parabéns a nós!



Como podem facilmente perceber, é o "Parabéns a Você" com as notas tocadas aleatoriamente, combinadas com a tradução para pauta musical (através de um algoritmo secreto) dos cinco textos mais populares da história deste blogue.

Obrigado, Nate Wooley.

terça-feira, março 01, 2011

Parabéns a nós, cada vez mais sós

(desta vez, passou-me completamente ao lado; a culpa é do twitter)

Parabéns a nós, cada vez mais sós: cinco anos bem regados a malhar nos néscios, com boa música e algumas miúdas também.
Dedicadas aos companheiros caídos e desaparecidos, deixo-vos com as palavras do Sr. Beam:

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

O sonho molhado de muitos automobilistas



25 feridos no evento "Massa Crítica" da passada sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011, em Porto Alegre, Brasil. O condutor viria a abandonar a viatura e encontra-se ainda em parte incerta.

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Al-garaviada

Fazendo Portugal parte, embora temporariamente, do Conselho de Segurança das Nações Unidas, há quem reclame por uma intervenção do governo português mais decidida no contexto das revoluções do Magreb. Servia-lhes muito, quiçá, investigarem com que votos essa posição de importância foi recentemente adquirida. E, de caminho, indagarem sobre que países apoiaram ou omitiram desacordo à entrada da Líbia na Comissão dos Direitos Humanos da mesma organização.


O Carniceiro de Tripoli depois do último face-lift

terça-feira, fevereiro 22, 2011

O Fin-de-Siècle árabe

As transições de século parecem potenciar revoltas à escala transcontinental. E embora no calendário muçulmano ainda estejamos em 1432, as massas que agora se alevantam ao som de tweets e posts experimentaram tanto como nós a ameaça do Y2K.

O dominó de revoluções no Próximo e Médio Oriente lembra aquele ocorrido há cem anos atrás, quando as cabeças coroadas da Europa tremiam ante protestos anarquistas, greves, assassinatos e bombas quase diárias. Também na altura, era uma velha ordem política, militarista e feita de alianças dúbias e relações familiares, que desaparecia. Se bem que muitos desses estados europeus nada tivessem de autocrático, outros houve na altura que também julgaram produtiva a solução de disparar sobre as multidões à queima-roupa.
Nesse caso particular, todos sabemos o resultado que isso deu.

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

As revoluções árabes são como as de leste, cada uma de sua cor

Há muita gente excitada com o que se passa no Bahrain, esquecendo-se que não é só a monarquia sunita que apresenta grandes semelhanças com a Pérsia de 1979.

O que é a classe média? Revisão:

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

A imagem abaixo lembra-me algo



Foto: Dylan Martinez/Reuters/The Atlantic.

terça-feira, fevereiro 08, 2011

A nova Nova Ordem Mundial (com reservas de Bocage)

Embora ainda seja cedo para cantar vitória, a revolução no Egito já demonstrou por contradição que as suposições em que se baseia o choque de civilizações são falsas e, de caminho, enterrou de vez a justificação para certos e determinados laxismos "multiculturais" no Ocidente.

Observa-se assim, e não sem algum prazer, a dança de marxistas rejuvenescidos e David Cameron em cima da campa do sr.Blair.

No vídeo que se segue, falaram disto mesmo a 3 de Fevereiro Tariq Ramadan, escolástico do islão e neto do fundador da organização sunita Irmandade Islâmica (Hassan Al-Banna), e esse ganda maluco do Slavoj Žižek*.
Enjoy.




*ainda estive tentado a juntar mais uma fonoregra ao novo acordo ortográfico e escrever "Gigéque"; mas isto era capaz de tornar a referência despercebida aos literatos que nos leem e desisti.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

sábado, fevereiro 05, 2011

Os clones do Clooney

Não me perguntei porquê mas, quando era mais novo, estava em Beja, de visita a uma empresa do ramo automóvel cujo edifício ficava situado às portas da cidade, junto ao entroncamento com a estrada para Serpa, e bateu-me aquele sono de final de tarde na planície e tanto tinha ainda que fazer, e café próximo ali ao redor era mentira.

Notando o meu apuro, o metro e meio de simpatia que era o dono da dita empresa, levou-me até ao "chôrrume" e apresentou-me à máquina de café. Antecipando a amargura, empertiguei-me por dentro. O sr.C., ladino, topou-me e garantiu-me ali que, à primeira, também tinha desconfiado da traquitana.

Bebi o café, excelente, cremoso, forte e essas coisas todas que se pedem de uma bica decente, e às quais ficámos agarrados desde as primeiras saídas na adolescência. O sr.C. tinha razão, aquilo era mesmo difícil de acreditar que não fosse coisa tirada de máquina a sério. E, todo contente em ter convertido mais um, explicou-me qual era o sistema em que funcionava a concessão: a máquina tinha ido para ali à borla, dada pela marca, Tofa-Nestlé, ele só precisava de, periodicamente, lhes comprar o grão.

Eu, que na altura, como já disse, era muito novo e julgava ter olho para o negócio, imediatamente imaginei se não seria uma excelente ideia a vender às pessoas para as casa delas, mas os volumes de café necessários à concessão trouxeram-me de volta à realidade. Apesar disso, o sr.C. concordou comigo, e disse-me que até já tinha sugerido o mesmo aos amigos da Delta, sem conseguir entusiasmar alguém. "Tem que ver com os hábitos de consumo e de vida em Portugal", foi a resposta que lhe deram. "Se tiver uma máquina em casa, que desculpa depois dá para ir lá fora ao café?".

Não sei quanto tempo passou depois disto mas sei o seguinte: estava completamente alheado do fenómeno. De tal maneira que, quando em visita de Natal, passei por uma bicha que saía duma loja no Chiado e dava a volta à esquina, julguei ter chegado à Rússia dos antigos tempos. Mas não era por cápsulas Delta que as pessoas esperavam horas ao frio, claro. Desses, ainda nem máquinas havia à venda sequer.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Rock 'n' roll, baby



Dezenas de versões mas a melhor é a original da versão original.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Pareceu-me que vinha a propósito

Da democracia representativa

É agora a vez de Jorge Lacão dar voz à compreensível ambição de acabar com esta chatice de ter outros partidos no parlamento que não os do poder, por eliminação de 50 lugares na assembleia da república.

Camarada Lacão, porquê só cinquenta? Eu proponho irmos ainda mais longe e reduzir a representação parlamentar a um lugar por partido político, em eleições num círculo único nacional, para percentagens nunca inferiores a 25%. Naturalmente, o voto que este deputado teria em seu poder seria proporcional a essa percentagem conseguida, podendo as discussões que hoje se arrastam por dá cá aquela palha se virem reduzidas a dois dedos de conversa depois de almoço no bar do convento.

Já se viu a poupança?

Detroit Auto Show: 50% de elétricos ou híbridos

sábado, janeiro 29, 2011

M***a de presidenciais



Agradecia que alguém mais informado que eu (ou afoito) identificasse a que candidato correspondem estas bandeiras que presentemente poluem o canteiro leste à fachada do Mosteiro dos Jerónimos. Pela tentativa de esconderijo, adivinha-se a última voz do javardo responsável: "manda-as aí para trás, que não se vê".

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Separados à nascença?





Pedindo desculpas por não haver legendagem numa língua civilizada para o segundo vídeo.

O mais honesto e corajoso, acho eu, é o apresentador italiano.