terça-feira, novembro 18, 2008

A grande bosta já cá chegou

Depois do investimento feito no lóbi para a proibição do tabaco, a cadeia de cafés que são a negação de um café, Starbucks, abriu a "primeira" (!) loja em Portugal.
Numa ousada operação de marquetingue, a bica vai ao público a 1.20 euros.

Quando é para encherem um sítio de atrasados mentais estes americanos não dão hipótese.

Prémio Dardos

O Claro, uma das principais referências desta casa (e José Mateus um dos nossos sete leitores que não vem cá ter por acaso) teve o bom gosto e a fineza de distinguir o VoC como "um dos blogues que contribuem de forma significativa para o enriquecimento da cultura virtual, através da veiculação de valores culturais, éticos, literários, pessoais... premiando os blogueiros que demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo e através das formas de comunicação que utilizam para o expressar."

(a baba corre eflúvia, digo-vos)

Segundo se lê, "estes selos foram criados com a intenção de promover o salutar convívio entre os bloggers e como forma de demonstrar carinho e, reconhecimento por um trabalho, que agregue valor à Web."

Ora bem, quem recebe o “Prémio Dardos”, e o aceita, deve:

1. Exibir a respectiva marca /imagem;
2. Lincar o blogue através do qual recebeu o prémio;
3. Escolher quinze (15) outros blogues aos quais atribuirá o "Prémio Dardos".

(quinze para nós é um número catita pois dá cinco a cada de nós, não é, Luís?).

Passo a indicar os meus escolhidos, por ordem aleatória:

Tempo contado, de J. Rentes de Carvalho, um fabuloso contador de histórias;

Dragoscópio, porque o autor é completamente doido como eu nunca vi e é um gosto passar a vista por aquelas arengas;

O Cinco dias (reconstruido), porque sou fã número um do António Figueira;

O Carmo e a Trindade, um blogue colectivo e transversal de cidadania em Lisboa;

Finalmente, o Timor online, por ter sido quase a única fonte de informação desde a independência que se tem preocupado em denunciar a tentativa de transformar aquele país em mais um caso Fidji ou Salomão.

E passo a palavra ao Aardvark e ao Luís (a papa já está feita, basta lincarem a esta posta).

segunda-feira, novembro 17, 2008

Imprensa de referência

Um comentário num jornal online levou ao comentário pedagógico no Jugular (naturalmente, que as caixas de comentários dos jornais online são de fugir). No original, o autor insurgia-se contra a existência de notícia sobre alguém, na sua opinião, desconhecido.

Melhor retrato da imprensa portuguesa não há: como o jornalismo internacional é uma cópia do que se publica de véspera no estrangeiro (nem sempre devidamente traduzida) e como o nacional tem a oportunidade e profundidade de tratamento que lhe é permitida pelos acionistas, grupos de pressão ou cultura do jornalista, o leitor médio exige uma imprensa sem qualquer papel pedagógico, inovador ou provocador. Em resumo, habituou-se a que os jornais estejam limitados a "falar do que todos já conhecemos" e até se irrita se o tentam educar.

domingo, novembro 16, 2008

Valha-nos S. Paulo

Nas últimas postas, o Dorean ligou a emigração crescente com a (falta) de educação dos Portugueses.

Para o Dorean, a falta de crescimento económico do país é consequência da falta de educação e causa da emigração crescente e inevitável (para já).

Concordo com a segunda parte da tese. Tenho mais dificuldade em reconhecer fundamento à primeira parte.

Comecemos pelo fim (será?). A emigração crescente é um produto inevitável da economia. Na economia, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Se Portugal vende menos do que compra e se o investimento estrangeiro não compensa esta diferença, então, num mundo de livre circulação de bens, capitais e pessoas, são os Portugueses que se vão embora. Empobrecem e enfraquecem o país mas enriquecem-se a eles próprios, e fazem muito bem.

Mais importante que Portugal ser forte é os Portugueses serem felizes.

A 1ª parte da ideia do Dorean é mais contestável. Partilho inteiramente da sua urticária em relação ao pouco interesse dos Portugueses pela educação e pelo conhecimento. Mas questiono que a solução para os prolemas económicos do país passe pelo aumento da educação (qualificações) dos Portugueses.

Pelo contrário, defendo a ideia, antipática e pouco urbana, de que o aumento do nível de educação dos Portugueses é uma causa, e não uma consequência, do progresso da economia.

Aliás, acho até que isto acontece em todo o lado, com excepção dos países comunistas, onde o aumento dos níveis de educação não parece ter trazido nenhuma melhoria visível na economia.

Não vou insistir em exemplos anedóticos, baseados em países que têm tido ultimamente crescimentos de dois dígitos na sua economia e que têm tudo menos recursos humanos qualificados.

Não vou também examinar a especificidade da economia Inglesa. Limito-me a lembrar duas coisas: O Reino Unido é um país exportador de petróleo e a língua Inglesa é, por si, um factor inevitável de geração de receitas e de atracção de emigrantes, nomeadamente de emigrantes qualificados (e começa aqui a contradição).

Vou antes pegar no fundamento da coisa. A ideia é que a economia Portuguesa é fraca porque a produtividade é baixa. A ideia seguinte é que a produtividade da força de trabalho, sem dúvida o maior gerador de riqueza num país sem recursos naturais, é baixa porque a educação é baixa.

É um facto que a produtividade de economia Portuguesa é baixa. Mas eu sustento que essa baixa produtividade é, em primeiro lugar, um produto da geografia. Nomeadamente da localização remota do país.

A dimensão natural dos mercados da economia Portuguesa é pequena. É mesmo a menor da Europa. E isso mede-se de forma simples. Num mapa da Europa, tracem-se circunferências centradas em Lisboa (ou no Porto, se se fôr bairrista). Usem-se raios de 400, 700 e 1200 quilómetros.

Ao redor de Lisboa, qual a população existente , nos raios indicados?

Para facilitar, quais as grandes cidades?

400 quilómetros ao redor de Lisboa estão o Porto e Sevilha. 700 quilómetros estão Madrid e Rabat! Com 1200 quilómetros chega-se a Barcelona e a grande parte de Marrocos.

Centrem-se agora esses círculos ao redor de outras cidades Europeias, nomeadamente das capitais.

Conclui-se facilmente que mais remota que Lisboa só Reikjavik, na Islândia.

Se, por absurdo, se movesse Portugal para o mar do Norte ou para o canal da Mancha, a nossa produtividade aumentaria rapidamente.

A situação geográfica torna a nossa economia fraca e as economias fracas dispensam recursos qualificados.

Um retorno à emigração serve para demonstrar esta realidade. Hoje em dia, a emigração Portuguesa não se compõe só de recursos não qualificados. Aliás, tu sabes isso muito bem, Dorean.

Os poucos que nos lêem pensem no número de relações que foram viver para S. Paulo, no Brasil ou que passam o tempo em ponte aérea com (S. Paulo de) Luanda.

Mas também a emigração para a Europa é diferente. Ela não inclui só pessoas sem qualificações. Cada vez mais ela inclui recursos qualificados. E isso acontece porque as economias Europeias têm mais necessidade desses recursos que a nossa. Porque são mais evoluídas.

Antes de chorarmos a nossa falta de educação, vale a pena olharmos com realismo para a nossa situação e identificar um modelo de desenvolvimento em que tenhamos vantagens competitivas.

Provavelmente o apregoado cluster do mar será um dos caminhos.

Mas, acima de tudo, vale a pena olharmos para as nossas forças e tirar partido delas, de preferência a chorarmos permanentemente as nossas fraquezas, tentando aparecer bem em todas as fotografias de todos os indicadores internacionais.

Entretanto, a emigração é uma das formas que as pessoas encontram para lidar com a fraqueza da nossa economia.

sábado, novembro 15, 2008

Teste-surpresa "Educação e demografia"

Considere dois países, Reino Unido e Portugal:
Em 2001, 39% da população britânica abaixo dos 30 anos detinha uma licenciatura.
Em 2001, 45% da população portuguesa abaixo dos 18-24 anos tinha abandonado o ensino obrigatório sem o concluir (*).

Identificar:
-qual o país com taxa de crescimento populacional positiva;
-qual o país com nível salarial médio mais alto;
-qual o país com menor crescimento económico no período de 2001 ao presente;
-quem emigra para onde em busca de trabalho não-qualificado e quem emigra para onde com o objectivo de gozar rendimentos.

_________________________________________
(*) No segundo caso, os dados são do Gabinete do Ministro da Educação, 6 de Março de 2003.

sexta-feira, novembro 14, 2008

É a emigração, estúpido!


"Portugal vai perder mais de meio milhão de habitantes até 2050, ao contrário da maioria dos países da Europa Ocidental, que terão um aumento da população nas próximas décadas. (...) Espanha, pelo contrário, sobe de 44,6 para 46,4 milhões.

'Não parece haver uma aparente razão para que a população espanhola aumente mais que a portuguesa. A natalidade de ambos os países tem sido mais ou menos a mesma', referiu ao DN o presidente da Associação Portuguesa de Demografia (APD), Mário Leston Bandeira.
"

No DN de ontem.

Ovos e tomates

Escreve o Ricardo S. Carvalho no Esquerda Republicana que já a 5 de Março escrevia:

«sou só eu, ou há aqui uma falha colossal na mensagem que os professores "em luta" querem fazer passar? vejamos, estamos a falar de uma classe profissional cuja principal tarefa é educar e, em seguida, avaliar. e que agora vem para as ruas berrar que ou não querem ser avaliados, ou não concordam com a forma como essa avaliação deve ser feita. sendo ainda que, nalguns casos de debates públicos, até o fazem sem muita educação para com os seus interlocutores... mmmmm... sou só eu, ou a mensagem que passa para os alunos é: se não estão contentes em vir a ser avaliados no final do ano lectivo, tudo o que têm que fazer é gritá-lo bem alto! e não se calem!(...)»

De facto. Daí que não me cause espanto algum a bandalheira de ontem em Chelas.
Só lamento que, mais tarde ou mais cedo, não venha a ser apenas esta "classe" a fazer bom proveito da incúria que semeia.

quarta-feira, novembro 12, 2008

segunda-feira, novembro 10, 2008

Os Contentores no Cais de Alcântara e o Terminal da Trafaria

Não há falta de soluções que agradem a gregos e troianos. Texto completo no Claro.

"Os Contentores no Cais de Alcântara e o Terminal da Trafaria

A propósito deste muito emocional caso dos contentores em Alcântara e da Liscount, (...):

Carta do Prof. Brotas a Helena Roseta




2 de Novembro de 2008

Cara Helena Roseta,

Ouvi parte da sua entrevista televisiva, creio que na passada 5ª feira, e a minha assinatura (que não dei) foi solicitada para uma petição contra o aumento dos contentores no cais de Alcântara. Há neste assunto dois aspectos: o físico do alargamento da área do cais destinada aos contentores, e o político/financeiro, da obra ser, pelo menos em parte, paga pela Liscont, a troco do alargamento sem concurso público da duração da sua actual concessão.

Com respeito ao primeiro, há que dizer que uma vasta área bem servida por caminho de ferro, que era usada para movimentação e depósito de contentores, foi urbanizada na sequência da EXPO 98. Em consequência, os contentores espalharam-se por Lisboa e pelos arredores, e hoje, o cais de Alcântara, nitidamente acanhado, é, na cidade, praticamente a única zona onde podem estacionar e ser movimentados os contentores chegados e que vão ser embarcados.

A Administração do Porto de Lisboa e a Câmara sentiram-se, naturalmente, obrigados a resolver este problema que tende a agravar-se. A solução proposta foi a de aumentar, com terrenos ganhos ao rio e com a demolição de alguns edifícios, a zona destinada aos contentores e de deslocar para Santa Apolónia os navios de cruzeiros.

Esta solução, que tem inconvenientes vários, é uma solução provisória porque, se não for tomada nenhuma outra, dentro de alguns anos o cais de Alcântara estará de novo saturado. Contra ela manifestam-se desde já alguns cidadãos?. Mas o que é que propõem? Nada fazer?

Acontece que, no estuário do Tejo, há uma outra zona altamente propícia para a construção de um grande terminal portuário. É a zona da Trafaria, onde já está instalado um terminal para graneis cerealíferos, um dos dois maiores da Peninsula Ibérica, e que pode ser facilmente ampliado para outras valências, sobretudo se a obra for conjugada com o fecho da golada (ligação por terra ao Bugio) uma obra absolutamente necessária para proteger as praias da Caparica e garantir a boa entrada da barra do Tejo. (...)

O problema do terminal da Trafaria é não ter, neste momento, caminho de ferro. (...) Mas, basta uma linha com cêrca de 10 km para o ligar à linha que passa na ponte 25 de Abril, com o que fica ligado a toda a rede ferroviária nacional e, depois, à rede europeia quando for feita a linha de bitola europeia do Poceirão a Badajoz.

É habitual analisar as grandes obras públicas do ponto de vista da relação custo/benefício (...):
1- A ligação do cais da Trafaria à rede ferroviária existente.
2- O fecho da golada.
3- A ampliação do terminal portuário da Trafaria para outras valências.

Há uma corrida contra o tempo. Se estas 3 obras forem decididas e construidas sem grandes demoras, o crescimento do trafego de contentores no cais de Alcântara pode ser travado e mesmo significativamente diminuido. As obras de expansão da zona dos contentores feitas agora em nada impedem que o cais mantenha, ou pelo menos venha a recuperar a sua função de cais turistico em frente do Museu de Arte Antiga.

Com respeito à questão político/financeira do aumento do prazo da concessão sem concurso público, uma outra questão preocupa-me muito mais. Foi o ter ouvido (não vi nada escrito) que se prepara a privatização do terminal cerealífero da Trafaria.

O que é que está, ou pode estar, em vias de privatização: as instalações actualmente existentes (que são as de um dos dois maiores terminais cerealíferos da Península Ibérica) ou a possibilidade de construir, com custos relativamente diminutos, um dos melhores portos da Europa, fundamental para o papel que Lisboa, cidade portuária, pode vir a ter no futuro.


Peço-lhe que se interesse por este assunto.

Com as melhores saudações

António Brotas"

sábado, novembro 08, 2008

The Last Shadow Puppets

Por falar em militarismo...

No mínimo, vale pelas pernas da patinadora.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Para a Madeira e em força!

O que se passa na Madeira foi e é atroz. Tanto que obriga a ouvir por aí vozes que, com fastio, entregam o território à "independência" (como se tal fosse possível).

Eu, militarista, integralista, conservador, digo o oposto: para a Madeira e em força!
E que se acabe de vez com esta palhaçada. Quem se deixa governar assim de facto não alcançou a autonomia de jure.

Sr. Presidente da República, a integridade da Constituição que jurou defender exige-o: cumpra o seu mandato ou abdique. Caso contrário, é preferível um rei; esse não tem partido.

Blood Red Shoes - I Wish I Was Someone Better

I really wish

Da superioridade da Europa

Muitas e transversais foram as loas à eleições na América e aos americanos, que "só ali é possível acontecer revoluções destas" e assim. Da minha parte, a única coisa que me impressionou foi a excelência da retórica capaz de multiplicar o número de eleitores activos (85%). Fora isso, nada ali causa inveja a nenhum europeu nem serve de lição de democracia para ninguém no mundo. Alguns exemplos aleatórios:

-as dúvidas levantadas quanto à idoneidade do processo de votação e contagem de votos levavam quase a imaginar a necessidade da presença de observadores da ONU;

-a cupidez doentia e hipócrita pela vida privada dos candidatos;

-a influência esmagadora do racismo, da xenofobia, do sexismo;

-last but no least, pago um jantar de lagosta (*) a quem me indicar um candidato a vice-presidente que estivesse convencido que "África" é um país. Juntas de freguesia e agrupamentos desportivos incluidos.



______________________________
(*) inspirado no Sorumbático

Meta-phishing

"11 - 2008

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Service. Abbey Group plc
"


(sic)

quinta-feira, novembro 06, 2008

Onde estavas tu no 19 de Dezembro de 2007? (ou, "Um blast from the past")

(sendo que o blast também é já do ano passado e alguém pô-lo no tube)
Quinze ou vinte anos depois descubro estes macacos no Songbird Club. Estavam vivos e ainda se recomendavam. Nada mudaram enquanto, para quem os ouvia antes, tudo mudou.
Ladies and germs, The Band of Holy Joy com Fishwives:

Prémio "o voto ao metro quadrado é que era"


"Um país às cores

Olhando para a América de 2008 e a de 2004, parece que uma das maiores diferenças é que a vitória Democrata não muda a cor de quase todos os Estados, ao contrário, por exemplo, do que aconteceu nas últimas presidenciais. Uma das razões é porque os democratas ganham nos Estados com mais população, claro. In any case...


publicado por Henrique Burnay às 01:58"


Tem graça que os australianos ainda não se lembraram desta.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Morreu Yma Sumac



A auto-intitulada princesa inca dava conta de quatro oitavas sem franzir um sobrolho.
Paz à sua divindade.

domingo, novembro 02, 2008

Felaccios - A culpa é do Socialismo

Felaccio nº1: A Freddie Mac e a Ferggie Mae (ou lá o que eram) foram entidades fundadas no New Deal. Como elas foram as responsáveis pelo sub-prime, a culpa do sub-prime é do New Deal. Como o New Deal é socialista, a culpa é do sub-prime é do socialismo.

Ou então: O Lehman Brothers faliu. Faliu, porque arriscou demais a comprar créditos de alto risco, que depois revendeu, cobrindo parte do risco em excesso. O Lehman Brothers faliu porque foi culpado pelo sub-prime. O Lehman Brothers foi fundado em meados do século XIX, em pleno auge do liberalismo. Logo, a culpa do sub-prime é do liberalismo.

Felaccio nº2: Os investidores privados foram obrigados a cobrir os excessos de risco assumidos pela Fredie Mac e pela Ferggie Mae (ou lá o que eram) devido às pressões sinistras e poderosas dos governos e da máquina estatal. Eles foram "obrigados" a fazê-lo. Logo, a culpa do sub-prime é da excessiva intervenção dos governos nos mercados. Não foi resultado da ganância e imprudência dos investidores e gestores privados.

Ou então: O Bin Laden destruiu as Twin Towers porque a política de George W.Bush e dos EEUU oprimia o mundo Muçulmano. Ele não o fez porque é um terrorista que pretende tomar o poder na Arábia Saudita. Ele fê-lo porque as criminosas políticas de Bush o obrigaram a tal. Logo, a culpa do derrube das Twin Towers é de W., claro.

Aos piadistas do Oliveira de Figueira

Produzimos menos que consumimos. Isso significa que parte do país anda a vender à outra o que ninguém faz. A bem de cada um fazer pela vidinha, tornamo-nos um país de "consultores comerciais", gerentes émebiados, percenteiros de ALD na garagem.
Estavam agora à espera que os nossos representantes fossem o quê?

Os países civilizados também têm universidades com "tectos de vidro"

Credere, Obbedire, Combattere

Em Portugal, o entusiasmo pela possível vitória de Obama é compreensível: para muita gente, e mais que outra coisa, esta representa o fim da era Bush e da política que aqueles trogloditas impuseram a um mundo onde não têm mandato. É certo que há um elemento histriónico a ajudar na conversão, como ficou provado com o célebre debate Kennedy-Nixon e o sucesso das respectivas prestações consoante a assistência era televisiva ou radiofónica. Nesse ringue de personagens, Barack aparece como uma espécie de Morgan Freeman rejuvenescido para salvar o planeta da catástrofe; com John McCain, percebo não haver heroísmos de passado guerreiro que o resgatem daquela postura esclerótica e vozinha de rato Mickey.

Noutro tipo de nativos, e talvez porque se julguem de direita, o esforço emocional e estilístico depositado nos ataques à candidatura democrata não consegue deixar outra impressão que não seja de ou pavlovianismo partidário (como se o partido republicano desse algum valor a lealdades de periferia), ou dor-de-cotovelo pela derrota anunciada (como se o partido democrático americano partilhasse alguma radícula que seja com a esquerda europeia). Defesa de programa de governo proposto pelo veterano de guerra, nem o cheiro.

Aliás, se houve tentativa de algum comentário mais construtivo para apoio da candidatura republicana durante esta campanha, aconteceu por causa de Palin. Infeizmente, a demência dos argumentos convence qualquer um (menos os próprios) que a apologia só poderia ser da autoria de alucinados para quem um alce empalhado ou o ceguinho do metro também seriam excelentes candidatos a vice-presidentes do mundo inteiro, desde que lhes fossem religiosamente apontados pelo glorioso GOP.

_____________________________________________
Declaração de desinteresses: não voto nas eleições americanas e não apoio qualquer candidato.
Esta posta não tem qualquer referência directa ou indirecta às opiniões do Aardvark.

segunda-feira, outubro 27, 2008

A ver navios

Eu, se fosse o MST, ia à procura do computador junto ao rio.

domingo, outubro 26, 2008

Orgulho

Orgulhar-me-ia de ter escrito este post do Pedro Mexia.

Enterrem definitivamente a revista, p.f..



Foi sempre assim: quando consegue fugir à rábula do padre ou político, à cançoneta e ao trocadilho de liceu, a comédia portuguesa torna-se genial.
Livrem-se agora do grotesco que lhes serve de muleta que já estão no bom caminho.

sábado, outubro 25, 2008

I kid you not



As moscas-do-vinagre, Drosophila melanogaster, têm um cérebro muito pequenino e reproduzem-se constantemente. Dadas as semelhanças, e o facto de dispormos já de bastante informação genética, seria um excelente sistema animal para investigar o desenvolvimento e comportamento social de organismos mais primitivos como os Sarah palin.

Vídeo descoberto via Jugular.

ADENDA:


Richard Wolffe, correspondente na Casa Branca para o Countdown da MS-NBC: "Keith, I am going to be as restrained and measured as I possibly can about this. But this is the most mindless, ignorant, uninformed comment that we have seen from Governor Palin so far. And there has been a lot of competition for that phrase."

sexta-feira, outubro 24, 2008

A nova realidade

O telefone Vermelho já não liga Washington a Moscovo.

Liga Tóquio a Pequim.

Islândia

Não é, obviamente(?), o país do Islão.

The Communards - Don't Leave Me This Way [7

Pink pop

A música e o queijo

Gosto tanto de música como de vinho. Por isso sou pouco esquisito e consumo sem pudor as maiores zurrapas.

Pet Shop Boys - Always On My Mind

A-ha - Take On Me

ryuichi sakamoto - rain(live)

John zorn - batman (naked city)

Laura Branigan - Self Control

Tom Waits Big In Japan

Alphaville - Big In Japan

Guano Apes - Big in Japan Live TOTP

quinta-feira, outubro 23, 2008

terça-feira, outubro 21, 2008

Alegria

Neste momento de refundação (a possível) do sistema em que vivemos, chamemos-lhe o que quisermos, tudo se põe em causa.

Alegra-me que assim seja.

Já não era sem tempo.

Fico comprazido (ufa!).

A vingança do Inglês

Mal acabasse o Europeu, trocavam Queirós por Scolari. Só acho que, para finalmente vencerem a selecção portuguesa, também não seria preciso tanto.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Gato Fedorento - Gajo de Alfama

Um dos melhores sketches dos gatos.

Eu sou como o gajo de Alfama

Dispersão de risco

Hoje, fizeram-me a seguinte analogia entre a crise do subprime e o seu modelo de gestão de risco e a forma como muitas empresas funcionam hoje em dia:

Não é só na crise do sub-prime que se revelam os dotes dos artistas da gestão para a dispersão do risco.

Nas empresas é comum hoje em dia vender-se produtos que não se tem (tipo mercado de futuros) e comprometer (sem consultar) as áreas técnicas com os prazos acordados, delegando-lhes a responsabilidade do seu cumprimento.

Este modelo de "dispersão de risco" é igualzinho no princípio ao modelo que levou à crise do subprime (desonestidade, irresponsabilidade?).

Cumprem-se objectivos de receitas e objectivos pessoais em troca do aumento dos custos operacionais da empresa e do sacrifício daqueles em cima de quem o risco foi disperso.

Isto é uma questão de (de)formação moral. É uma questão de verdadeira (falta) de educação, de ganância e de hipocrisia.

domingo, outubro 19, 2008

Hipocrisia

Ninguém se condói hoje em dia a atacar o capitalismo especulativo e a glorificar o seu fim.

Andaram calados que nem ratos, com medo de perder o emprego e a reputação e entusiasmados a jogar na bolsa.

Agora rugem como leões.

Mas o capitalismo não acabou e depressa estará de volta.

E lá irão eles calar-se outra vez.

Finalmente, a origem da crise do subprime

Começou realmente com Reagan (e Thatcher)

Quando começaram a desmontar o sistema de segurança social tiveram de substituir contrato social existente, para manter as pessoas sossegadas.

Os Ingleses e Europeus não foram tão longe. Por outro lado, o kinship existente nos países Europeus forma parte desse contrato social.

Nos EEUU foi-se mais longe, desmantelada a segurança social, o contrato social baseou-se exclusivamente no crescimento económico e no aumento do consumo privado.

Impostos baixos, investimento externo, crédito fácil, aumento do consumo, mesmo com empregos mais precários e mais mal pagos.

Tudo isto para substituir a segurança social, mantendo os pobres sossegados, endividados, com casa e a consumir.

E um dia a casa foi abaixo.

Pergunta (racista! muito, muito racista)

Será que os liberais acedem ao portal do sapo?

Survey

Uma pergunta no sapo, hoje, é se as pessoas gostam da música de Ney Matogrosso.

O resultado da eleição é o seguinte:
Sim: 1654
(24%)
Mais ou menos: 1807
(26%)
Não: 1932
(28%)
Não sei quem é: 1506
(22%)

Surgem assim duas hipóteses aos vencedores, aqueles que não gostam da música de Ney Matogrosso.

Podem formar uma coligação políticamente coerente com aqueles que não sabem quem é, adoptando uma política de combate ou indiferença à música de Ney Matogrosso. Essa política seria coerente mas esta coligação tem uma maioria mínima de votos em comparação com aqueles que gostam, muito ou mais ou menos, da música de Ney Matogrosso.

Podem alternativamente optar por um bloco central, coligando-se com aqueles que gostam mais ou menos da música de Ney Matogrosso e obter assim uma maioria sólida.
Mas a política resultante dessa coligação será equívoca.
Os que gostam mais ou menos da música de Ney Matogrosso não vão consentir uma política que persiga, descrimine ou fique indiferente à música de Ney Matogrosso.
Como tal, esta coligação, tendo uma maioria estável, não permite a apresentação de um programa coerente.

Está em aberto portanto qual a decisão daqueles que não gostam da música de NeyMatogrosso

com letras pequeninas

dito isto tudo, continuo a achar que o mccain é melhor escolha que o obama, que tem demasiadas ligações perigosas para o meu gosto. uma questão de família. mesmo com o apoio do sensato collin powell. mesmo com a catastrófica escolha de sarah palin para a vice-presidência.

E o burro sou eu?

Parece incrível, mas façamos a comparação.

Os gestores financeiros são (eram) mitificados, pagos a peso de ouro e vistos como super-homens: trabalhavam 25 horas por dia, levavam uma vida invejável e ainda punham o focinho nos media para criticar os políticos e a sua falta de amor ao mercado, declarando-os responsáveis pelo declínio do poder e competitividade do Ocidente.

Os gestores são os indivíduos indigitados pelos accionistas das sociedades cotadas em bolsa para gerirem as ditas sociedades das quais os accionistas são os legítimos proprietários.

Na realidade, os gestores estão para os accionistas como os políticos estão para os cidadãos.

Os cidadãos são, na realidade, accionistas do estado.

Comparemos agora a eficácia com que os cidadãos e os accionistas têm controlado a sua propriedade e as pessoas a quem entregam a procuração para a administrar.

Os políticos ganham muito menos que os gestores embora o seu âmbito de responsabilidades seja muito maior.

Quando são despedidos não levam indemnizações milionárias (na melhor das hipóteses, tornam-se gestores).

Estão muito mais sujeitos ao escrutínio dos media e, não só não são deificados, como toda a gente diz mal deles.

Ou seja, os cidadãos accionistas, como eu, são mais exigentes e exercem um escrutínio bastante mais apertado sobre os procuradores que administram as suas posses do que os educados investidores e gestores de participações que assumem papel equivalente nas sociedades com capital disperso em bolsa.

E o burro sou eu.

E ninguém se mata?

Em 29, proliferaram os suicídios em Wall Street, como Viriato Soromenho Marques muito bem lembrou no seu artigo da (Visão?).

Na crise actual, até agora ninguém se matou.

Viriato, analisou muito bem as causas, que eu subscrevo integralmente.

Fica aqui o meu resumo: em 29, a honra e a honestidade eram mais valias necessárias para se poder trabalhar no mundo financeiro. Muitos que soçobraram na altura, resolveram pagar com a vida. Não subscrevo a solução, mas na crise actual, aquilo que se vê é os irresponsáveis irem para casa com os seus milhões de indemnização no bolso, sossegadinhos da vida.

Há ou não diferença de moral entre esta sociedade e a de 29? E a sociedade pós 29 ainda veio a ganhar uma guerra mundial e a dominar o mundo. A nossa sociedade só decai.

Com os sistemas de coordenação e controle existentes hoje e a honradez e honestidade de 29, esta crise nunca teria podido aparecer.

Não podem ao menos ser presos ou proibidos de comprar Havanos e comer trufas?

É a globalização, estúpido!

Neste momento, já vários especialistas em economia e gestão explicaram as causas da crise financeira da Europa e US e apontaram várias direcções a seguir.

Como eu não percebo nada de economia abstenho-me de tecer mais comentários sobre o assunto. Pelo menos até ao dia em que me apeteça voltar a falar sobre aquilo que não sei, numa área em que aqueles que mais sabiam quase que destruiram o mundo Ocidental.

Mas vale a pena pegar num ou dois indicadores económicos e analisar as consequências políticas da crise.

De política percebo eu, enquanto eleitor, e assumir que não percebo de política é aceitar a ideia de que a democracia Ocidental (há outros regimes a que chamam democracia mas qualquer um pode pegar numa palavra e dar-lhe a semântica que quiser) não é um sistema político adequado.

Ainda não estou preparado para isso.

Então, indicadores. Um: os valores dos activos detidos pelos países Ocidentais equivale a 2,3,4 vezes o seu PIB anual. Viram o que aconteceu à Islândia? O Ocidente endivida-se com base na valorização dos activos que detém. Se essa valorização dimimuir para metade, significa que vamos passar a poder gastar apenas metade daquilo que gastamos actualmente (grosso modo).
Se o valor desses activos diminuir para metade, ainda correponderá a mais do que o PIB anual de muitos países pcidentais.

Quanto mais alto se sobe, maior é a queda. Por isso é que os Chineses gostam deles altos e loiros.

Dois: quem são os países com superavit na balança de pagamentos e com maiores reservas financeiras? Ou seja, quem pode "pagar o pato"? Melhor ainda: quem é que vai ficar a mandar? A China, a Índia, o Brasil, a Rússia, a democracia de Singapura e os sultanatos do petróleo Islâmicos.

Ou seja, BRIC, países emergentes e sultanatos do petróleo.

Oxalá que sejam a Índia e o Brasil quem pague mais o pato, isto é, que fiquem a mandar.

Mas há dois outros países, Ocidentais, que, ao contrário dos outros, tolos, acumularam reservas,e podem ajudar a pagar o pato.

O primeiro é a Noruega, porque é um sultanato do petróleo e porque é um país "comunista", onde os supermercados são controlados pelo Estado e que não partilha da mentalidade irresponsável que assolou o Ocidente.

O outro é o Japão, que é Ocidental apenas no sentido geopolítico e de quem muitos dizem ser também um país "comunista".

É curioso que um país que está há quinze anos com indicadores macroeconómicos desfavoráveis, tenha agora a capacidade para "pagar o pato" e até concorrer com a China nesse aspecto (tal como, no passado, pagaram a 1ª guerra do Golfo, em quantias discretamente depositadas nos cofres do tesouro Americano)

Talvez seja por eles acordarem mais cedo que toda a gente.

Mas eu acho que as razões são outras e são duas:

1º. Não consomem mais do que produzem, são poupados, trabalhadores, leais ás empresas (como as empresas lhes são leais a eles), estudiosos e vivem, de facto, numa cultura de honradez e honestidade que chega a ser ligeiramente repressiva. Esta atitude explica os indicadores económicos de estagnação, que correspondem à realidade económica de uma economia Ocidental que vê os seus recursos drenados pela competição desleal que lhe é imposta numa economia globalizada e que reduz naturalmente os seus padrões de consumo para não se endividar.

2º Realmente ainda produzem e exportam alguma coisa. O modelo de deslocalização que eles usaram manteve no Japão o essencial do processo produtivo. Não ficaram apenas com as mariquices da moda : o design, o conceito e outras merdas do género, como fizeram nos UUSS e como a Alemanha chegou a fazer (agora está a desfazer). As empresas foram leais ao país e aos operários Japoneses, acharam perigoso para a independência nacional deslocalizar a produção de elementos estratégicos dos seus produtos, confiaram na capacidade superior, know-how, disciplina, dedicação do operário e do engenheiro Japonês e em décadas de conhecimento não escrito desenvolvido numa sociedade com uma indústria centenária.

Por isso aí estão eles, prontos a pagar a crise, odiados pelo governo Chinês, que, como sempre, não consegue mandar neles.

O Ocidente deitou fora tudo isto, em nome do glamour ideológico e consumista idealizado na figura mítica do jovem banqueiro de sucesso, sofisticado e urbano, que em Londres ou NY leva uma vida de actividade profissional frenética, de delírio consumista e hedonista, em busca de uma rápida acumulação de dinheiro.

Os EEUU e o UK foram os mais maltratados mas nenhum país ocidental se safa. A Alemanha já tinha percebido a asneira de deslocalizar a sua indústria e tirá-la das mãos competentes, pacientes e especializadas do operário e do engenheiro Alemães.

Percebeu tarde, perdeu know-how que vai demorar anos a recuperar, mas ainda vale a pena voltar atrás.

Entretanto, fomos todos lixados pelos Yuppies (lembram-se da palavra), que quase destruíram o Ocidente.

Lixados com F grande.

O que se podia fazer com o salário de um gestor de um banco de investimento falido

Dar entre 100 e 500 bolsas de investigação a jovens doutorados e candidatos a Doutor nas áreas da física pura e fundamental, matemática, ciências humanas, etc.

A química, biotecnologia, medicina, etc, estão bem fornecidas.

Na física, tem-se desenvolvido a ciência dos materiais, e há um progresso picométrico na física da partícula.

Mas desde o Nazismo e da imigração para os EEUU dos físicos Alemães, não tem havido nenhum progresso disruptivo na física teórica e fundamental.

A matemática, as ciências humanas e a filosofia, com excepção da Psicologia e das autoproclamadas "Ciências da Comunicação" (propaganda ao bom estilo de Goebels e Trotski?), têm estado votadas ao abandono.

O Ocidente só recupera do seu declínio se recuperar e financiar o gosto do conhecimento pelo conhecimento, a curiosidade epistemológica.

Só recupera, como recuperou no passado: através do respeito pela cultura e pela ciência, pelos progressos disruptivos que estas podem proporcionar; só recupera, recuperando os valores tradicionais do humanismo ocidental, gerados nos últimos 500 anos e tão vilificados nos últimos 25.

Só recupera se o intelectual independente e o cientista puro (o cientista filósofo) recuperarem o prestígio de que gozaram no passado.

Entretanto, à direita...

Ali no Corta-fitas já não foi tanto um(a) cisma o que precipitou as mudanças. Ironicamente, parece que a causa do abandono solidário de blogueiros está na saída de P.C.P. por desvio à linha editorial.

A/O Cisma



Zangaram-se, digamos assim, quando se preparavam para ultrapassar em visitas o Abrupto, e o Blasfémias, e mais não sei quem.
Pela minha parte, continuarei a seguir com branco e ecuménico interesse as vozes saídas dos púlpito e antipúlpito desta esquerda blogosférica.

quinta-feira, outubro 16, 2008

OE 2009 explicado às criancinhas

Vai aumentar a despesa para estimular a procura interna. Crêem os senhores do governo que assim se ressuscita o crescimento económico. Crêem também que tal é suficiente para ganhar as próximas legislativas.

Mas se não há aumento produção que dê receita para benesses (ou para satisfazer o consumo), de que cartola vem este coelho?
Do endividamento externo, claro.

As eleições em Portugal são como os carros: pagamo-las a preços dinamarqueses mas com salários de búlgaro.

OE 2009

Aí está ele.
Não digam que vêm daqui.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Comentário de café aos nóbeis

O que prova que o prémio para a economia foi bem escolhido é que aqueles que investem o dinheiro deixado pelo sr. Alfredo tiveram dividendos suficientes para o pagar.

O ninho do cuco

Diz Medeiros Ferreira, certeiro como sempre, no seu Bichos carpinteiros:

"No meio da crise financeira cis-atlântica, há um país que continua igual a si próprio: a Suiça.Os bancos helvéticos ainda não pediram qualquer aval ao Estado."

Porque será?