Da superioridade da Europa
Muitas e transversais foram as loas à eleições na América e aos americanos, que "só ali é possível acontecer revoluções destas" e assim. Da minha parte, a única coisa que me impressionou foi a excelência da retórica capaz de multiplicar o número de eleitores activos (85%). Fora isso, nada ali causa inveja a nenhum europeu nem serve de lição de democracia para ninguém no mundo. Alguns exemplos aleatórios:
-as dúvidas levantadas quanto à idoneidade do processo de votação e contagem de votos levavam quase a imaginar a necessidade da presença de observadores da ONU;
-a cupidez doentia e hipócrita pela vida privada dos candidatos;
-a influência esmagadora do racismo, da xenofobia, do sexismo;
-last but no least, pago um jantar de lagosta (*) a quem me indicar um candidato a vice-presidente que estivesse convencido que "África" é um país. Juntas de freguesia e agrupamentos desportivos incluidos.
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(*) inspirado no Sorumbático

