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sexta-feira, novembro 07, 2008

Da superioridade da Europa

Muitas e transversais foram as loas à eleições na América e aos americanos, que "só ali é possível acontecer revoluções destas" e assim. Da minha parte, a única coisa que me impressionou foi a excelência da retórica capaz de multiplicar o número de eleitores activos (85%). Fora isso, nada ali causa inveja a nenhum europeu nem serve de lição de democracia para ninguém no mundo. Alguns exemplos aleatórios:

-as dúvidas levantadas quanto à idoneidade do processo de votação e contagem de votos levavam quase a imaginar a necessidade da presença de observadores da ONU;

-a cupidez doentia e hipócrita pela vida privada dos candidatos;

-a influência esmagadora do racismo, da xenofobia, do sexismo;

-last but no least, pago um jantar de lagosta (*) a quem me indicar um candidato a vice-presidente que estivesse convencido que "África" é um país. Juntas de freguesia e agrupamentos desportivos incluidos.



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(*) inspirado no Sorumbático

domingo, novembro 02, 2008

Credere, Obbedire, Combattere

Em Portugal, o entusiasmo pela possível vitória de Obama é compreensível: para muita gente, e mais que outra coisa, esta representa o fim da era Bush e da política que aqueles trogloditas impuseram a um mundo onde não têm mandato. É certo que há um elemento histriónico a ajudar na conversão, como ficou provado com o célebre debate Kennedy-Nixon e o sucesso das respectivas prestações consoante a assistência era televisiva ou radiofónica. Nesse ringue de personagens, Barack aparece como uma espécie de Morgan Freeman rejuvenescido para salvar o planeta da catástrofe; com John McCain, percebo não haver heroísmos de passado guerreiro que o resgatem daquela postura esclerótica e vozinha de rato Mickey.

Noutro tipo de nativos, e talvez porque se julguem de direita, o esforço emocional e estilístico depositado nos ataques à candidatura democrata não consegue deixar outra impressão que não seja de ou pavlovianismo partidário (como se o partido republicano desse algum valor a lealdades de periferia), ou dor-de-cotovelo pela derrota anunciada (como se o partido democrático americano partilhasse alguma radícula que seja com a esquerda europeia). Defesa de programa de governo proposto pelo veterano de guerra, nem o cheiro.

Aliás, se houve tentativa de algum comentário mais construtivo para apoio da candidatura republicana durante esta campanha, aconteceu por causa de Palin. Infeizmente, a demência dos argumentos convence qualquer um (menos os próprios) que a apologia só poderia ser da autoria de alucinados para quem um alce empalhado ou o ceguinho do metro também seriam excelentes candidatos a vice-presidentes do mundo inteiro, desde que lhes fossem religiosamente apontados pelo glorioso GOP.

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Declaração de desinteresses: não voto nas eleições americanas e não apoio qualquer candidato.
Esta posta não tem qualquer referência directa ou indirecta às opiniões do Aardvark.

sábado, outubro 25, 2008

I kid you not



As moscas-do-vinagre, Drosophila melanogaster, têm um cérebro muito pequenino e reproduzem-se constantemente. Dadas as semelhanças, e o facto de dispormos já de bastante informação genética, seria um excelente sistema animal para investigar o desenvolvimento e comportamento social de organismos mais primitivos como os Sarah palin.

Vídeo descoberto via Jugular.

ADENDA:


Richard Wolffe, correspondente na Casa Branca para o Countdown da MS-NBC: "Keith, I am going to be as restrained and measured as I possibly can about this. But this is the most mindless, ignorant, uninformed comment that we have seen from Governor Palin so far. And there has been a lot of competition for that phrase."

segunda-feira, setembro 29, 2008

Obama, filho

Não ataques a demência de Palin. Ataca antes a demência de quem a escolheu.

segunda-feira, setembro 15, 2008

Fátinha Felgueiras a um heartbeat de mandar no mundo

"O New York Times anda a investigar o que a senhora Sarah Palin andou a fazer no Alasca. Perseguição de inimigos, favorecimento a amigos e mistura do cargo de governadora com a sua vida pessoal. Mas o epsódio mais interessante é mesmo a escolha de uma ex-colega de turma que trabalhava numa agência imobiliária para dirigir os serviços estaduais de Agricultura, que movimentam dois milhões de dólares por ano. Mais um ataque injusto à senhora. Afinal de contas a colega de carteira tinha motivação para o cargo: sabe-se que desde pequenina que gosta muito de vacas (Ms. Havemeister cited her childhood love of cows as a qualification for running the roughly $2 million agency)."

No Arrastão.

quinta-feira, setembro 04, 2008

Mais reacções ao discurso da já apelidada VPILF

Uma amiga americana está convencida que Palin é Dubbya num número de travesti. A confirmar-se, já se percebe porque o actual presidente esteve "oficialmente" ausente da convenção.


As primeiras experiências foram consideradas demasiado óbvias.

Acerca daquela eleição na qual não me deixam votar

Ouvejam o discurso da senhora e digam lá se agora se as pessoas não passarão antes a comparar Obama com Palin e Biden com McCain.
De mestre.

http://www.guardian.co.uk/world/video/2008/sep/04/sarah.palin.republican.speech

terça-feira, setembro 02, 2008

Já agora...

A sr.ª Palin pode não ser uma Manuela Ferreira Leite mas daí a secretária sexy é um grande salto para a humanidade.