domingo, outubro 02, 2011
sábado, outubro 01, 2011
Thank heaven for little girls
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quinta-feira, setembro 08, 2011
domingo, agosto 21, 2011
Watch me! Watch me!
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segunda-feira, agosto 15, 2011
Depois não se admirem
A presidente da Assembleia da República não conseguiu parar a tempo o carro, onde seguia sozinha, e embateu numa viatura, que tinha travado para uma idosa atravessar a passadeira. Este veículo acabou por embater num outro, que estava à frente, e este atingiu a mulher, que ficou ferida com gravidade e foi transportada para o Hospital de Faro. Assunção Esteves bem como as restantes pessoas envolvidas no acidente não sofreram quaisquer ferimentos.
Não se podem apurar responsabilidades pela leitura de uma notícia. Também não faz sentido considerar que um mau volante indica falta de capacidade para a condução dos trabalhos no parlamento. Mas, nesta paz podre que vivemos há tanto tempo, ninguém confia que a segunda figura do estado venha a sofrer qualquer consequência por este "azar" de trânsito.
Existem outras democracias onde a senhora se sentiria forçada a demitir-se imediatamente numa situação semelhante. Porque ali nada é mais importante que os representantes mostrarem que agem de acordo com as regras que impõem aos seus representados. Mesmo que isso implique algum exagero ou injustiça pessoal.
Dirão que há muito pior. Pois há. E que a senhora está acima de muitos dos seus pares. Estará, com certeza. Seriam completamente cretinas e ofensivas quaisquer comparações com Alberto Jardim ou Isaltino Morais (a lista seria interminável, que me perdoem os ausentes). Mas, lá está, precisamente por tudo isso. Porque é melhor que eles, porque era preciso mostrar que a "festa" acabou.
Sabemos que governo é jovem e o sentimento geral é que o país precisa mais de dinheiro e emprego e menos de virtudes - um luxo por enquanto inacessível. São estes os pesos e as medidas com que definimos a nossa sociedade. Depois não se admirem.
Ao alto: autocarro no bairro de Tottenham, 6 VIII 2011
Centro: sede do governo norueguês, 22 VII 2011
Em baixo: Kanellos, o cão das manifestações atenienses, 5 V 2011
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terça-feira, agosto 02, 2011
quarta-feira, julho 20, 2011
segunda-feira, julho 11, 2011
The lost art of being stoic
1. Quit your whining.
2. Quit your crying.
3. Suck it up.
If in doubt, ask yourself: What would Clint do?
(Esquire)
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terça-feira, julho 05, 2011
domingo, julho 03, 2011
Há um momento. Nada mais se leva daqui.
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Eu até os compreendo
Certos habitantes das cidades portuguesas não querem pagar muito de impostos para, por exemplo, poder comprar SUVs, que são caros. E têm razão em escolher este tipo de veículo. Um SUV é espaçoso para miúdos e compras, e combina o conforto indispensável para suportar as horas de ponta com a resistência aos buracos das ruas ou estradas degradadas, e a capacidade de galgar passeios para estacionar em qualquer lugar que se queira.
Qualquer pode sentir-se com legitimidade para exigir que a sua qualidade de vida não seja diminuida pelas dificuldades no quotidiano de um país pobre e tem todo o direito de encontrar a solução que lhe é mais conveniente. É isto, não é?
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segunda-feira, junho 27, 2011
A doutorice não é fado nosso
Eduardo Pitta por causa de Álvaro, o ministro:
Portugal é o único país da Europa, sendo as excepções do vasto mundo o Brasil e Angola, em que toda a gente é tratada por doutor.
Discordo. Em Itália, estatuto social dá direito a doutoramento. De brinde, ainda listam comendas e outros cavaliere, medalhões felizmente menos populares aqui na pátria.
Conheço melhor os germânicos, hierarquizados, onde o uso de títulos académicos está hermeticamente regulamentado mas a obsessão por eles é paixão para escapar a qualquer recalcamento. A ajudar na caricatura, as bizarrias "Doktor Doktor", o qual não é eco mas sim acumulação; e o famoso "Frau Doktor", que se refere a uma senhora quando esta é sua esposa.
Também aqui em tempos fiz menção de um cartão de visita onde se podia ler «Magister Dipl.-Architekt» (em português, Mestre, Diplomada em Arquitetura). Era seguido do nome da empregada de loja que me vendeu a máquina de lavar roupa.
Embora muitas vezes constrangedor, omitir os prefixos continua a ser impensável na, por exemplo, Viena do séc. XXI. Nomes de batismo, só mesmo ao fim do dia e entre proseccos no Engländer.
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segunda-feira, junho 20, 2011
Da educação superior
What usually happens in the educational process is that the faculties are dulled, overloaded, stuffed and paralyzed so that by the time most people are mature they have lost their innate capabilities.
Buckminster Fuller
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sábado, junho 18, 2011
Cosmopolitanismo de sacristia
Ontem, nas tvs, António Costa respondeu aos críticos da okupação da Avenida da Liberdade pela Sonae dizendo que parolos somos nós, dado que a ideia de um piquenicão com cantores chamados "tony" veio de Paris, onde até se tinha escolhido os Champs Élysées para o efeito.
Serei o único a contorcer-se com a ironia?
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terça-feira, junho 07, 2011
Soberania
Há muita gente (a grande maioria das pessoas) que pensa que os bancos centrais são instrumentos dos governos. Dentro da doutrina da separação de poderes que é garante da Democracia, em que lugar encontramos os poderes perante os quais responde, desde há mais de 10 anos, o sr. Vitor Constâncio?
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luís Vintém
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A insustentável leveza
Quando Pedro Passos Coelho diz que não quer ser um peso para os "nossos parceiros europeus", será que é esta a estratégia que tem em mente?
Talvez seja bem pensado. Quando Portugal deixar de existir não será um peso para ninguém.
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luís Vintém
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Regresso ao passado, parte 2: Luís Amado
O objetivo da Comunidade Económica Europeia foi a criação de um espaço económico e social homogéneo, condição achada necessária para a segurança e paz internas e premissa para a independência e desenvolvimento sustentado do bloco. E, por que não, para vivermos todos melhor.
A nossa adesão à comunidade, depois de meio século de corporativismo e dependência colonial, e um decénio de indefinição revolucionária (o que se poderia considerar o nosso «choque socialista»), requeria algum amortecimento aos efeitos da súbita exposição ao mercado comum, composto de economias mais desenvolvidas. Tinham-se pois criado vários mecanismos de adaptação - programas de construção de infra-estruturas e modernização da indústria, fundos participados para o desenvolvimento de competências, apoios ao comércio e subsídios vários de reconversão da agricultura, pescas, turismo, etc.
Infelizmente, a utilização do que deveria ter constituido uma ajuda e uma preparação para o futuro foi completamente subvertida pela máfia local, e com a cumplicidade indiferente da máfia comunitária. O que se passou a seguir é do conhecimento público: por um lado, as potências agrícolas (e piscatórias) europeias, se tanto, estavam mais interessadas em explorar recursos comuns que vir um dia a competir em igualdade com o setor primário nacional (ainda que essa competição se limitasse ao bolo de subsídios); por outro, a burgessia do empresariado português, à boa maneira salazarista, olhou concupiscente para as ajudas comunitárias como uma nova e choruda oportunidade de subvencionar sem esforço o seu próprio enriquecimento.
Sob o consulado e benção de Cavaco, e apesar do relatório Porter encomendado por Mira Amaral, a estratégia da indústria portuguesa baseou-se na redução de custos existentes, encaixe de subsídios e absorção de despesa para as obras públicas de infra-estrutura. A mão-de-obra, apesar dos famosos cursos do Fundo Social Europeu, não deixou de ser barata - e agora até podia ainda ser mais, pela comparticipação associada; a inovação, quando aconteceu, foi limitada ao que poderia baixar custos (informatização, automatação), sendo que a transformação de baixo valor acrescentado continuou a representar o grosso da produção nacional (téxteis, sapatos, cortiça). Os colossos da construção civil, intimamente ligados ao poder, também tiveram aqui a sua génese ou agigantamento, quer por força das auto-estradas e aeroportos determinados por Bruxelas, quer pelas obras de regime (no que foi imitado em menor escala mas com igual entusiasmo pelas autarquias), quer ainda pela espiral descontrolada do crédito à habitação. Estavam criadas as condições para a estagnação futura da economia, assim que a generosidade comunitária acabasse e a união monetária entrasse em vigor.
Dentro dos limites da racionalidade, o «choque liberal» de que fala agora o ex-ministro socialista teria de ter acontecido após a entrada para a C.E.E.. Não foi assim porque nunca as forças vivas da terra tiveram quaisquer anseios liberais, preferindo seguir a tradição nacional de viver à sombra protetora do Estado, na altura já com a vantagem de, em democracia e numa Europa sem fronteiras, não lhe dever nem obediência nem retribuição. O "liberalismo" destes de agora - e muitos serão os mesmos - não será diferente, com a agravante que o nosso Estado está menos autónomo, mais enfraquecido, mais pobre e com menos recursos a pilhar. Não é, por isso, um «choque liberal» aquilo que se anuncia mas sim uma liquidação total.
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segunda-feira, junho 06, 2011
A minha aldeia é o mundo
Acabei de ler no facebook um comentário de alguém ao seu e meu amigo emigrado:
"Estás a gozar? Agora já podes voltar! Agora aquilo que outros fizeram talvez se resolva :D"
Estados Unidos, Islândia, Irlanda, Grécia, Espanha, Itália, Reino Unido, Bélgica, ... Tudo países que o PS e Sócrates, ominipresente e omnipotente, levaram ao vermelho.
Quaisquer resultados de eleições são aceites com desportivismo. Mas o umbiguismo saloio, esse sim, deixa-me muito desanimado. O mundo tornou-se uma grande aldeia mas há portugueses que continuam a acreditar que a sua própria aldeia é que é o mundo.
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sábado, junho 04, 2011
Não sei se estão a ver o que isto significa
A Mitsubishi escolheu Portugal para fazer o lançamento europeu da versão comercial do i-MIEV. A marca japonesa procura assim atrair as empresas para a mobilidade eléctrica ao disponibilizar um veículo com 860 litros de capacidade de carga. O preço? 29 mil euros mais IVA.
A experiência ensina-nos que o preço dos produtos para o consumidor final não diminui quando os custos de distribuição descem. Mas, pelo menos, deixa de haver desculpa social para não aumentar brutalmente o preço dos combustíveis e desencorajar o uso do automóvel particular em percursos urbanos.
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dorean paxorales
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Lost in translation
Apontando para a televisão, durante uma reportagem sobre a campanha eleitoral:
-Quem é este?
-É o líder do CDS.
-Extrema-esquerda?
-Não! Hum... Democrata-cristãos, dizem-se. Tradicionalistas, parecido com os Conservadores, mas mais à direita.
-Mas então, porque estão sempre a chamar-lhe "Pol Pot"?
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sexta-feira, junho 03, 2011
Regresso ao passado
O sr. Passos Coelho tem dado muitos tiros no pé (talvez por isso, este nom-de-plume me soe a personagem de emérito deputado numa novela romântica de fim de século). Nenhum me mereceu comentário, não traz grande glória bater na inexperiência dos outros. Mas esta coisa de invocar a governação de Cavaco, como se de uma idade de ouro se tratasse, tem direito a destaque.
De que cavaquismo fala Passos Coelho? Aquele do qual não me esqueço só poderá ter deixado saudades ao próprio Cavaco e aos que das suas benesses se serviram, incluindo, julgo, este da vã glória de mandar numa juventude partidária.
Foi uma idade de ouro, com certeza, para o PSD porque ganhava, folgado, maiorias absolutas. E foi-o também para o bonapartismo paroquiano do doutor de York.
Nós ficámos com a economia do betão e da promiscuidade entre políticos e empresas - os boys originais -, com as fraudes dos fundos comunitários e concessões de obra, com o "capitalismo popular", com as hipotecas bonificadas pelos contribuintes, com as reprivatizações de encomenda. Com a refundação do clientelismo, o desmantelamento da frotas de pesca e marinha mercante, e o enterro da agricultura por meia dúzia de jipes, campos de golf e caçadas ao javali. Com o estímulo à assimetria litoral, o descarrilamento da ferrovia e a promoção da auto-estrada e do crédito ao consumo. Foram dias de coutos de loureiro e de todos os outros santos, de escândalos de corrupção semana a semana, de meias de turco branco, de derrapagens trilionárias de orçamento e respetivos contorcionismos no tribunal de contas, da invasão de gelados da menorquina e de fruta sensaborona, do estrangulamento da imprensa, do poço que passou a fonte, das marquises espelhadas, dos negócios das OGMA e da OGMA, do fim do ensino superior técnico e começo das licenciaturas inúteis, das universidades de vão de escada - formando gestores e advogados para o desemprego-, das requisições civis em dia de greve, das cargas e mangueiradas policiais, da tecnocracia arrogante, sem ideias nem ciência, dos G-men cinzentões, do moralismo pacóvio, da "televisão da Igreja", de Lynce, Borrego, Isaltino, Cadilhe, Duarte Lima, Costa Freire, Silva Peneda, Braga de Macedo...
Não poderemos nunca saber se, sem o cavaquismo, Portugal teria crescido melhor; naturalmente, tal dependeria de quem estivesse no lugar do então primeiro-ministro. Mas tenho a certeza que abundaram os cortesãos e feitores que cresceram à sua e à nossa conta e que Cavaco não corrigiu muitos dos problemas estruturais de que padecíamos e ainda agora padecemos, apesar - ou por causa - dos muitos milhões de subsídios comunitários com que foi pago para o fazer. Sabemos sim, em absoluto, que a "idade de ouro" de Cavaco foi uma oportunidade perdida.
Finalmente, também estou convencido de que, não fora o cavaquismo, e dado o seu currículo e competências pessoais, o atual líder "social-democrata" teria hoje tarefas mais prementes com que ocupar o seu tempo, em lugar de circular pelo país atirando inanidades destas numa campanha eleitoral. Como, por exemplo, contribuir para o nosso progresso dando aulas não sei de quê num liceu de província qualquer, sob a honestíssima graça de "Pedro Coelho".
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quarta-feira, junho 01, 2011
De Espanha, nem boa direita, nem boa esquerda
No dia 29 de Maio de 2011, outro grupelho conseguiu desferir o golpe de misericórdia: trouxeram para a assembleia uma discussão estéril e idiota sobre consenso e unanimidade; arrastaram a discussão durante 4 horas, e transformaram-na num massacre desmobilizador, que reduziu a assembleia a cerca 140 pessoas, das quais apenas cerca de 70 votaram.
Este grupelho é constituído sobretudo por jovens espanhóis apostados em impor uma agenda política importada de Espanha, que nada tem a ver com o sentimento local.
(via Esquerda Republicana)
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terça-feira, maio 31, 2011
domingo, maio 29, 2011
Perspetiva de uma jovem tory sobre o património imobiliário português
passando por uma quinta de séculos na serra de Sintra
-Mas, porque deixam cair estas casas?
-Razões variadas... Às vezes, as famílias faliram; ou saíram daqui há tanto tempo que as quintas ficaram esquecidas; doutras, resultou numa herança onde ninguém se entende. As convulsões políticas particulares a Portugal também ajudam bastante nestas coisas. Alguns donos até serão ingleses.
-Ora, em Inglaterra, é hobby preferido de muitos restaurar casas destas.
-Isso aqui dá muiiito trabalho...
-Hehehe... Então, porque não as vendem?
-À falta de razões mais idiotas, a verdade é que não há mercado para isto; fica muito caro, quer comprar, quer recuperar decentemente - como disse, obriga a maçadas várias como contratar especialistas de património, licenças, etc. Também, as pessoas sentem-se isoladas aqui na serra. Em suma: hoje em dia, quem tem dinheiro suficiente, prefere construir de novo e noutro sítio.
-Onde?
-De preferência, em paisagem protegida. Por exemplo, mais abaixo, junto à costa.
algum tempo depois, passamos pela Quinta da Marinha
-Perguntavas "onde"; vualá, eis um desses sítios.
-Não é para turismo?
-Não, é uma espécie de "condomínio fechado" muito caro.
-É «dinheiro novo»?
-Erm... Em comparação, sim.
-Bom... "Em comparação", parece preferirem viver numa enorme habitação social.
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Categorias: Perspectiva de uma jovem tory
Privilégios de grego (ou, "porque não há pacote que os salve"), 1
As taxas moderadoras do serviço nacional de saúde são altas, chegando aos EUR 500.00 por consulta, pagas diretamente ao médico.
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terça-feira, maio 24, 2011
Portugal é uma aldeia
José Pinto Coelho é primo de Sofia Pinto Coelho, filha de Maria Filomena Mónica e enteada de António Barreto, ex-mulher de José Alberto Carvalho e atual de Ricardo Sá Fernandes.
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quarta-feira, maio 18, 2011
terça-feira, maio 17, 2011
terça-feira, maio 10, 2011
Desígnio nacional: a periferia
Com a privatização da CP e REFER (que, na prática já só existem para Lisboa e Porto), com a entrega tácita da TAP ao colosso BA-Iberia e com o "adiamento" do novo aeroporto para as calendas gregas, a insistência na construção do trajeto TGV em direção a Barajas só espanta os mais incautos - como o sr. Portas.
A centralização logística da Península Ibérica está completa. Depois queixem-se que somos periféricos.
Plano de rede de alta velocidade espanhol. Apesar de ali figurar a ferrovia Lisboa-Porto, agora abandonada, é evidente pelo mapa que nunca houve intenção de a ligar ao exterior da península. Ou passas por Madrid ou não passas.
Em pormenor nota-se a inflexão forçada para colocar Sines no azimute de Badajoz.
____________________________________________
Mapas retirados da Revista Militar
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domingo, maio 08, 2011
Já se sabia que era mais fácil ensinar reciclagem a um chimpanzé que a um lisboeta. Afinal, há uma terceira categoria.
Lembram-se disto?
Onze anos depois, isto
Estimo uns bons vinte quilos de caca de cão dentro daquele saco. Mas mais que a inteligência demonstrada no invólucro escolhido em tempo de chuva ou o local para o depósito, fascina-me imaginar o tempo e dedicação que terá levado esta pobre alma a colecionar os presentes.
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O fim do mundo em calções

O momento de maior derrota de uma sociedade não é quando o estado que a representa se declara incapaz, entregando a governação a uma multinacional de financeiros. É sim quando, na mesma hora, o chefe desse estado olha para os resultados de uma competição desportiva de segunda categoria como razão suficiente para inveja por outras nações.
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terça-feira, maio 03, 2011
Being Fernando Nobre

Tornou-se consensual ter cada vez menos respeito pelo percurso político do dr. Fernando Nobre, recentemente por ter "comprado" os votos do PSD para a presidência do parlamento (segundo lugar protocolar no Estado Português).
Todavia, se as listas partidárias contém nomes que apenas podem sujeitar-se a eleição para deputado, por que não repudiar com o mesmo asco qualquer cabeça-de-lista que tem a lata de se apresentar como candidato a primeiro-ministro? Quantos princípios nobres não terão estes cavalheiros trocado ao longo da sua vida, quantos compromissos aceites de espinha dobrada, pela vã glória de mandar?
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domingo, maio 01, 2011
sábado, abril 30, 2011
Acho que é a isto que chamam a meia-idade
Quando não consigo deixar-me cativar por pessoas verdadeiramente interessantes, porque me cansam, e as mais básicas e superficiais são um mistério irresistível.
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quinta-feira, abril 28, 2011
segunda-feira, abril 25, 2011
Conquistas do 25 de Abril de 2011
Comer d.rodrigos com a colher do café.
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domingo, abril 24, 2011
segunda-feira, abril 18, 2011
sexta-feira, abril 15, 2011
terça-feira, abril 12, 2011
sábado, abril 09, 2011
sexta-feira, abril 08, 2011
Existencialismos doutra mercearia

Quem é a Inês? É estrela infantil ou filha de alguma celebridade que eu desconheço? Porque é que os sacos são tão bons para ela? Sendo perniciosos para a Vanessa ou para o Ivan, serão absolutamente fatais para a Viiktorya?
Quanto ganham estes criativos da Sonae para debitar tamanhas inanidades? Depois diz que a culpa é do ambiente, pois.
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quinta-feira, abril 07, 2011
O merceeiro
O sr. Santos da mercearia veio à televisão dar lições de moral aos políticos. Que são umas baratas tontas, que não percebendo nada de contas, como ele, puseram o país no vermelho.
Fala de cátedra, o sr. Santos da mercearia: altruista com poucos, ainda há pouco tempo distribuiu ele dividendos pelos seus magarefes e caixas. 275 euros de surpresa a cada um. Um mãos-largas.
Parece é que grande parte do vermelho do país se deve a compras ao estrangeiro. Inclusivé de mercearia. Como a do sr. Santos, onde, entre secos e molhados, pouca vianda há que não venha de França, de Espanha, da Holanda, ... Pior, na maior parte dos casos, o sr. Santos nem deixa o freguês saber saber a origem do que ele compra.
Vai haver quem diga que o sr. Santos não pode ser maluco como os políticos e, muito bem, orienta a sua mercearia para ter lucro. Isto é, não vai vender nacional se o importado sai mais em conta, não é sua função subsidiar irracionalmente a indústria pátria.
Com certeza, o lucro é objetivo legítimo do empresário, muitas vezes, o único. E o sr. Santos tem todo o direito a procurá-lo da forma mais eficiente possível. Mas nessa situação, sr. Santos, vá antes dar lições de moral para o diabo que o carrega.
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dorean paxorales
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Na iLoja*
Um jovem de fato e gravata faz perguntas parvas ao jovem de t-shirt que o atende acerca do iPad2 que tem nas mãos concupiscentes. O jovem de t-shirt não parece saber mais do produto que aquilo que aprendeu do gerente e dá-lhe respostas igualmente inteligentes.
Desesperado e cada vez mais confuso, o gravata quer saber se "aquilo" não será como um portátil. "Não tem nada a ver!", responde perentório o t-shirt, "são conceitos completamente diferentes".
Uma conversa de surdos, cada qual a pensar que o outro é burro. Naturalmente, ambos têm razão.
Era difícil continuar ali sem me rir mas o golpe de misericórdia chegou a tempo: antes de eu mesmo ter conseguido decidir-me entre duas armbands perfeitamente iguais, incluindo o preço, já o gravata tinha feito a encomenda do novo every-home-should-have-one por 599 euros, "preto, claro!", a chegar não sei bem quando pois parece que está esgotado há já algum tempo.
*Desconhecia a existência de um empresa com este nome mas, lá está, era mais que provável que fosse designação já usada por alguém. Fica o esclarecimento de que é um título desta posta, sem qualquer relação com a verdadeira "iLoja, lda" ou outras.
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quarta-feira, abril 06, 2011
Ele é o clima, o percurso, os filhos. Quando tudo falha, é porque tira a vontade de trabalhar
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dorean paxorales
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terça-feira, abril 05, 2011
União Hispânica
Posta inspirada em provocação de Ricardo Alves, do Esquerda Republicana
Segundo estudo reportado pelo jornal Público, o de cá, a 46% do Portugueses agrada uma união entre Portugal e Espanha (também estudaram o que os espanhóis pensam do assunto mas isso diz respeito ao SIS, não a mim).
A dar-lhe crédito, fico na dúvida se é por generosidade - numa altura destas, querer partilhar o desemprego espanhol, 20%, é de Cristo - ou, dada a decadência centenária e o descrédito mediático deste regime, se tal se deve a surto de entusiasmo monárquico que se tenha apoderado dos meus compatriotas. 
Armas de Carlos II de Espanha
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dorean paxorales
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Categorias: Delenda Hispania como diria o grande Catão
segunda-feira, abril 04, 2011
Qualquer grunho sabe exclamar "austeridade" com ar grave e sério; o pior é o resto
Entre 1997 e 2008, a produção científica nacional cresceu 235%. Nenhum outro domínio de atividade conseguiu tamanha transformação.
Quando forem a fazer o gosto ao dedo nos cortes, lembrem-se das elites pobrezinhas. São poucochinhas, é certo, e dão poucos votos. Mas são honradas e trabalhadeiras. E também são aquilo que, ao contrário do consumo de eletrodomésticos, nos diferencia do terceiro mundo.
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O administrador dos correios e a licenciatura da vida
Tirado da caixa de comentários do Jugular (comentador nuvens de fumo)"no fundo apenas revela duas coisas:
a primeira é que o carácter nada tem que ver com as funções
a segunda é que qualquer um pode chefiar desde que com as cunhas certas"
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sábado, abril 02, 2011
sexta-feira, abril 01, 2011
"...songs are just really very interesting things to be doing with the air..."
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luís Vintém
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quinta-feira, março 31, 2011
Expetativa razoável
Knowingly entering a Ponzi scheme, even at the last round of the scheme, can be rational economically if there is a reasonable expectation that government or other person or organisation will bail out those participating in the scheme.
in Wikipedia, citando Bhattacharya, Utpal (2003). "The optimal design of Ponzi schemes in finite economies". Journal of Financial Intermediation 12: 2–24
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dorean paxorales
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quarta-feira, março 30, 2011
Estava só aqui a pensar - NSFW
Não foram estas excelentes agências de notação quem classificou os bancos islandeses com AAA pouco tempo antes deles caírem pelo glaciar abaixo? Isto é, quando se tinham endividado por 10 vezes o PIB do seu país?
Não era altura de alguém lhes enfiar com um iceberg pelo rego acima?
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dorean paxorales
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segunda-feira, março 28, 2011
quinta-feira, março 24, 2011
Cherchez la femme
Bom ou mau, o bail-out do país tinha em Sócrates o seu único obstáculo.
Nas chancelarias, tudo corre pelo melhor: os juros da dívida subiram de imediato e, mesmo que talvez estabilizem durante a contagem decrescente que antecede as próximas eleições, o nosso destino, de traçado, passou a garantido.
Acabou a birra e, para grande surpresa de qualquer ser racional, os famosos mercados descobrem subitamente que a economia espanhola, afinal, não está tão má quanto isso.
Em engenharia naval, chama-se a isto um "ânodo sacrificial". Em bom português, diz-se "quem se lixa é o mexilhão".
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dorean paxorales
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