quinta-feira, janeiro 24, 2008

Americano que andas lá fora a lutar pela vida

Quero fazer lembrar os mancebos e mancebas nessa precária situação: se quiserem votar nas primárias dos democratas podem fazê-lo pela internete (sorry, GOP não conta).

Têm é de se registar até 31 de Janeiro e votar entre 5 e 12 de Fevereiro.
www.democratsabroad.org.uk/join

VoC, um blogue cívico e de serviço público internacional.

terça-feira, janeiro 22, 2008

Música do meu tempo 37



You're pretty good looking (for a girl), The White Stripes

domingo, janeiro 20, 2008

Neoconservadores passivos

Estudos científicos absolutamente idóneos, publicados por todas as maiores autoridades científicas mundiais que me convêm, vêm agora demonstrar que o neoconservadorismo passivo reduz a esperança média de vida de todos aqueles que lhe ficam excessivamente expostos.

Como sabemos, neoconservar, não só não diminui a esperança de vida daqueles que o fazem activamente como também lhes aumenta a conta bancária.

Talvez por isso se neoconserva livremente hoje em dia nos mais variados espaços públicos, sem qualquer tipo de restrições. Neoconserva-se nas empresas e nos governos, na Comissão Europeia, nos jornais, na televisão e nos blogues.

Desde há bastante tempo no entanto que algumas vozes vêm alertando para o perigo que neoconservar representa para os neoconservadores passivos.

Foi preciso no entanto que a recente crise do subprime se instalasse para que viessem a lume os estudos denunciando os perigos do neoconservadorismo passivo ( e do seu associado monetarismo passivo ) para a saúde das pessoas forçadas a conviver com ele.

Estes estudos demonstram que o neoconservadorismo provoca desemprego, irritação e revolta com a desonestidade intelectual, guerra e morte no Iraque, a destruição dos sistemas de saúde e educação nos países desenvolvidos, aumento das desigualdades sociais, da corrupção nos negócios com os governos e a diminuição do poder dos governos ocidentais.

Desta forma os neoconservadores passivos perdem o emprego, o acesso à saúde e ao ensino enquanto vêm os neoconservadores enriquecer e pavonearem-se sem vergonha pelos meios de comunicação e centros do poder.

Esperemos agora que, com a divulgação destes estudos, os políticos e burocratas legislem e regulamentem de forma adequada e que as autoridades sanitárias, nomeadamente a ASAE ( claro! tinha que ser ), se encarreguem de fazer cumprir as leis, removendo o neoconservadorismo dos lugares públicos e espaços fechados e que proíbam a sua publicidade nos meios de comunicação social.

A bem da criação de uma sociedade apenas constituída por pessoas perfeitas, belas, inteligentes, em forma física, felizes e assertivas.

Bater em mortos

Espanta-me a quantidade de pessoas que hoje em dia ainda se dá ao trabalho de criticar o comunismo e apontar as suas falhas.

O comunismo está morto.

Bater no comunismo é o mesmo que bater num homem morto e estendido no chão.

Quem o faz, hoje em dia, fá-lo apenas por torpeza.

sábado, janeiro 19, 2008

A gravitas

"Portanto, talvez seja mais avisado esperar para ver o que é que vai acontecer, para depois explicar porque é que as coisas aconteceram como aconteceram com o tom de quem sempre soube que aquilo se ia processar assim. É uma técnica como as outras e costuma dar imensa gravitas, que é uma coisa que me falta. Ouvi dizer que chá de beterraba é bom para a gravitas, não sei se é verdade ou se é mais um daqueles mitos urbanos propagandeados por pessoas sem auctoritas. De qualquer maneira, não tenho dignitas nenhuma a defender, portanto que se foda."

Em Vaidisova, no A causa foi modificada.

domingo, janeiro 13, 2008

Salários dos gestores - PFF (Perguntas Feitas Frequentemente)

P: Porque é que os gestores têm salários tão elevados?

R: Porque são os gestores que definem os seus próprios salários.



P: Porque é que os outros empregados da empresa têm salários mais baixos?

R: Porque são os gestores que definem os salários dos outros empregados.



P: Porque é que os donos ou accionistas das empresas consentem em salários tão elevados?

R: Porque é moda. Porque os salários dos gestores, maioritariamente na forma de incentivos, contribuem pouco para os custos fixos de trabalho das contas da empresa, ao contrário dos salários dos trabalhadores. Porque como os donos das empresas já não as gerem, o balanço do poder pende para os porfissionais especializados que estão à frente dessas empresas. Porque esta liderança bicéfala alivia os accionistas/donos do encargo moral de fazer "tudo o que fôr necessário" para acrescentar valor na empresa.



P: Como é que a globalização influi nos salários de gestores e outros trabalhadores?

R: Como é sabido, a globalização pressiona para baixo os salários dos trabalhadores nos países desenvolvidos. Ao contrário, pressiona para cima os salários dos gestores, cada vez mais procurados e normalmente mais dispostos a mudanças geográficas (claro, ganhando mais, também lhes compensa mais).



P: Porque é que os gestores Portugueses ganham comparativamente mais do que os trabalhadores Portugueses e os gestores de outros países Europeus?

R: Porque Portugal é um país periférico e parece pouco atractivo do ponto de vista de carreira. Mas é também um indicador de subdesenvolvimento. Uma gestora de uma multinacional disse-me uma vez, em relação ao administrador delegado da empresa em Portugal que nenhum gestor com responsabilidades equivalentes no país de origem da empresa tinha, em termos absolutos, os benefícios visíveis (carro de grande luxo, motorista, etc) que o administrador delegado tinha. Mas no Brasil é pior, por exemplo.



P: Fez mal o PR em chamar a atenção para este problema?

R: Não. Não se podem impôr por lei tectos salariais para os gestores. O sistema tem de se autoregular, caso contrário, podem começar a originar-se ressentimentos justificados e revoltas, à medida que a globalização pressionar para baixo os salários da maioria dos trabalhadores dos países desenvolvidos. É exactamente por isso que entidades "insuspeitas" como Bush, Merckel ou o Economist e outros jornais económicos têm vindo a chamar a atenção para esta distorção.



P: Apesar de tudo, os altos salários dos gestores são justificados? Eles premeiam o mérito?

R: Claro que não são. Eles premeiam uma distorção nos equilíbrios de poder nas empresas que actualmente favorecem estes profissionais, que estão dentro das empresas numa posição semelhante áquela que os sultões, mamelucos, vizires e janízaros gozavam no califado de Bagdad, no império Otomano ou no Egipto muçulmano. Não tem nada a ver com mérito, independentemente de ele existir, ou não.

Teorias da conspiração

Na verdade, é mais fácil acreditar que foi o lobby do armamento e do petróleo que puxou a guerra do Iraque do que acreditar que esta se deveu à pura falta de irrigação cerebral dos membros da administração Americana e do seu séquito de dependentes e aduladores.

É mais confortável acreditar que o mundo é regido pela ganância do que pela burrice.

Nevou em Bagdad

JoaoMiranda já esteve mais longe de usar as pragas do Egipto para provar os seus pontos de vista.

sábado, janeiro 12, 2008

A presidência portuguesa vista de fora: "making it up as they go"

Proud Portugal leaves mixed EU presidency record
28.12.2007 - 08:53 CET | By Mark Beunderman

EUOBSERVER / BRUSSELS –

(...) the leadership style of the Portuguese presidency was characterised not only by the smooth presentation skills of prime minister Jose Socrates but also by the sometimes ad hoc approach Portuguese officials of meetings in Brussels.

The VAT and Galileo deals, for example, only came about after lengthy and gruelling deliberations which saw the presidency regularly suspend the talks for "five minute breaks" which ended up being "breaks of more than an hour", some EU diplomats complained.
Portuguese lunches are said never to have started before two o'clock, while meeting agendas and speaking times for the EU-Africa summit were distributed only at the very last minute.

"It was a bit à l'improviste, making it up as we go," according to one diplomat who however added "in the end, this did not stand in the way of some important results and in the end, it's the results that matter."


artigo aqui, via O Diplomata.

Se eu fosse presidente de França... 2



(parte de uma entrevista dada ao programa da France 2 Thé ou café, a 19 de Novembro de 2005)

Se eu fosse presidente de França...


... a minha banda sonora era Rachmaninov.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Hillary chorou

E, tal como com todas as mulheres que me manipularam até hoje, acredito que as suas lágrimas foram sinceras.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Ide e espalhai a boa nova

Spread the word

Evolution is a scientific fact, and every organization whose research depends on it should explain why.

Three cheers for the US National Academy of Sciences for publishing an updated version of its booklet Science, Evolution, and Creationism. The document succinctly summarizes what is and isn’t science, provides an overview of evidence for evolution by natural selection, and highlights how,time and again, leading religious figures have upheld evolution as consistent with their view of the world.

For a more specific and also entertaining account of evolutionary knowledge, see palaeontologist Kevin Padian’s evidence given at the Kitzmiller v. Dover trial. Padian destroys the false assertions by creationists that there are critical gaps in the fossil record. He illustrates the fossil-rich paths from fish to land-based tetrapod, from crocodile to dinosaur to feathered dinosaur to bird, from terrestrial quadruped to the whale, and more besides.

Creationism is strong in the United States and, according to the Parliamentary Assembly of the Council of Europe, worryingly on the rise in Europe. But die-hard creationists aren’t a sensible target for raising awareness. What matters are those citizens who aren’t sure about evolution — as much as 55% of the US population according to some surveys.

As the National Academy of Sciences and Padian have shown, it is possible to summarize the reasons why evolution is in effect as much a scientific fact as the existence of atoms or the orbiting of Earth round the Sun, even though there are plenty of refinements to be explored. Yet some actual and potential heads of state refuse to recognize this fact as such. And creationists have a tendency to play on the uncertainties displayed by some citizens. Evolution is of profound importance to modern biology and medicine. Accordingly, anyone who has the ability to explain the evidence behind this fact to their students, their friends and relatives should be given the ammunition to do so. Between now and the 200th anniversary of Charles Darwin’s birth on 12 February 2009, every science academy and society with a stake in the credibility of evolution should summarize evidence for it on their website and take every opportunity to promote it.



Ineditorial da revista Nature 451, 108 (10 de Janeiro de 2008)

domingo, janeiro 06, 2008

Após séculos de barbárie

Uma lei civilizante, europeízante. E não custou nada ao orçamento, pois a ASAE é dedicada e adora o seu trabalho. Finalmente, seremos como os outros.

E, de súbito, o pitbull sorriu ao bebé, o corrupto doou o espólio à Casa Pia, as máfias do Porto entregaram-se à Casa Pia, o aeroporto ficou por metade do preço, a GNR nunca mais bateu em ninguém, os jovens aprenderam matemática com gosto, os gestores instituiram as 40 horas semanais, o futebol passou a ser um desporto, o Pinto da Costa foi degredado para a Somália e o Alberto João declarou a independência dele próprio.

E acabaram-se as telenovelas e o Preço Certo, os malucos do riso e respectivos spin-offs, assim como as ligações directas à queima de suínos putrefactos pelo exército e ao buraco no passeio na Merdaleja de Baixo com direito a opinião de populares.

Nos jornais fez-se jornalismo desinteressado e gratuito, a Bola vendeu menos que o Público, e o povo acorreu aos cinemas monoplex e concertos de jazz e Schümann e teatros construtivistas em geral. Foi possível falar de ciência sem ter que fazer referência a génios dos anos trinta nem à bomba atómica. Um autor publicado na Nature deixou de ter direito a primeira página na imprensa generalista e metade dos colunistas dos semanários foram despedidos por ignorância patente. Fizeram-se edições de bolso de todos os livros publicados há mais de três meses.

Abriram mais escolas de medicina, rompendo o regime de coutada da ordem, e a economia cresceu sem aumentar o consumo. A Banca atingiu mínimos record de lucro após os consumidores terem exigido em bloco o fim das "comissões de gestão". Deixou de ser necessário ter uma licenciatura para se fazer política e quem a tem deixou de ser prefixado com 'dr.'.

Os proprietários rurais cancelaram a venda a conglomerados espanhóis e desataram eles mesmo a plantar oliveiras e vinha e a ganhar dinheiro "de forma sustentada". Deixou de se importar vinho e azeite para vender como vinho e azeite nacional. Bebeu-se menos ou nada na estrada, resultando na descoberta que a faixa da direita não era só para camiões, que o passeio está desenhado para peões e que uma emergência a quatro piscas implica, no mínimo, paragem do motor.

O PS e o PSD assustaram-se com a semelhança das siglas e mudaram-nas. Depois, partiram-se em pequenos partidos de quatro mil eleitores. Os portugueses viram crescer em si uma euforia recicladora e ciclista irreprimível. Os centros comerciais ficaram ainda mais às moscas quando os domingueiros se recusaram a comprar roupa feita em sweat-shops vietnamitas. A IKEA faliu em Portugal.

Os imigrantes mudaram-se para o interior, obrigando à abertura de novas escolas e maternidades e dando trabalho a recém-licenciados úteis. A indústria floresceu à custa de salários altos e, como consequência, as câmaras de província perderam o seu poder de extorsão de votos e cessaram o roubo de património.

Nunca mais um ministro disse ao chinês aquele disparate que se ouviu.

E sobretudo, nunca mais ninguém foi visto em viatura cilindrada a atirar para a rua o pacote vazio de bigmac.



Bem-haja, sr.doutor José Sócrates de Sousa. Se nós soubessemos que bastava não fumar, há muito que seríamos tão civilizados como os europeus. E nem foi preciso gastar um tusto.

A minha Pátria é a Língua Portuguesa



E assim sendo, proponho a extensão dos critérios do Ministério da Educação a cidadãos nascidos e por ele educados em território nacional. Sempre gostava de ver a quantos licenciados seria retirada a nacionalidade.

Esperteza saloia no seu melhor

"As receitas vão ser superiores ao que se previa se houvesse rali, em parte porque muitas pessoas tiveram que se manter por cá e isso representa mais entrada de dinheiro. Em contrapartida, no Algarve não vai acontecer nada". DN de hoje.

Comentário de João Lagos, da João Lagos Sport, à notícia do fim do Lisboa-Dakar e da inutilidade do contrato que possui para organizar a prova este ano e em 2009.

domingo, dezembro 30, 2007

Nós, os Zarconianos

José de Pina, das produções fictícias, afirmou que todos aqueles que acham que existe aquecimento global deviam ganhar uma viagem para um qualquer outro planeta à sua escolha.

Pessoalmente, escolho o planeta Zarconian. Se não conseguir voltar de lá com o aspecto do José de Pina, espero pelo menos voltar com a sua subtil e sempre desinteressada ironia.

Palavras que me arranham os olhos e os ouvidos 2

Reviralho. Ver "Bilhete de Identidade" da Maria Filomena Mónica. Partes interessantes do livro: todas aquelas que falam do Vasco Pulido Valente e do João César Monteiro.

A melhor força policial de 2008

A ASAE. Desculpem lá mas, ainda que as leis por que se regem sejam um disparate pegado e devam ser revogadas o mais depressa possível, alguém tem dúvidas acerca da sua eficiência?

Para quando uma ASAE a fiscalizar obras públicas? Isso é que era...

Em antecipação: os melhores jogos olímpicos de Berlim '36 de 2008

Olimpíada de Verão de Pequim.

Claro que há uma diferença de escala enorme, e de tecnologias ao dispor, mas o espírito está lá.

O melhor negócio da China de 2007

A desacreditação da democracia formosa pela E.U..

O maior segredo de polichinelo de 2007

(embora já venha de trás)

A fuga massiva de portugueses para a Europa.
Se a tolíssima campanha de outdoors fosse por lá conhecida, seríamos em breve chamados de 'imigrantes do país d'oeste'.

O pior partido político português de 2007

PNR

O melhor blogue de 2007

Verdade ou Consequência

O melhor filme de 2007 - nacional

"Call girl", António-Pedro Vasconcelos

(e nem o vi)

A melhor notícia de 2007 - nacional

O melhor primeiro filme de 2007

"As vidas dos outros", Florian von Donnersmarck.

A melhor notícia de 2007 - internacional

A abolição da pena de morte no estado de Nova Jérsia.

O melhor especialista em corrupção nacional de 2007

João Cravinho

O melhor James Bond de 2007

Vladimir Putin.

O melhor disco de 2007

Difícil, mesmo que só me apeteça a pop. Posso dizer dois?

"Wincing the night away", The Shins
"Myths of the near future", Klaxons

O melhor livro de 2007

"House of Meetings", Martin Amis

terça-feira, dezembro 18, 2007

inquérito

As miúdas do Oito e coisa pediram-me para divulgar este inquérito.
Serve o mesmo para obter dados que servirão a uma tese de doutoramento em psicologia clínica.
Eu já fiz e não doeu.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Entretanto, na "primeira e única sociedade não-aristocrática do mundo" (*)

No The New York Times, 16XII07.

QUOTATION OF THE DAY

"I might as well just close down the house and go sleep on the steps.
HENRY WREN, a tenant at 1277 Morris Avenue in the Bronx, whose apartment, in one of the worst-kept buildings in the city, has been without steady heat or hot water for months.


(*) segundo Henrique Raposo, do blogue da revista Atlântico

domingo, dezembro 16, 2007

A internet acha que o MAI não é de confiança

O endereço "http/queixaselectronicas.mai.gov.pt" (sic, DN), para fazer queixas à PSP pela internet, devolve a seguinte mensagem:

"The certificate for this website was signed by an unknown certifying authority."

Prémio "O materialismo dialéctico do século 21 andou na escola austríaca"

JoaoMiranda no DN de ontem:

Quem actualmente manda na escola são os professores e os funcionários, que escolhem os conselhos executivos, e os burocratas do Ministério da Educação, que decidem o que é que os conselhos executivos podem fazer. O contribuinte, na prática, não manda nada. Quem paga não manda, quem manda não paga. (...)

Os encarregados de educação já participam na eleição do conselho executivo das escolas.

JoaoMiranda organiza, como sempre, o seu raciocínio à volta de dados que favoreçam a conclusão preferida. Mas nem isso é importante tendo em conta a subversão do costume: para JoaoMiranda não há cidadãos, apenas contribuintes.

(publicado em simultâneo como comentário no blogue da revista Atlântico)

sábado, dezembro 15, 2007

Prémio "e não se pode trocar de população?"

Henrique Raposo no blogue da revista Atlântico:

"Qualquer país gostava de viver ao lado desta Holanda que fala castelhano. Mas Portugal, reconhecidamente, não é um país normal. É uma esquizofrenia com mais de 800 anos."

Presume-se então que a Bélgica não é uma esquizofrenia de 200 e tal anos e goza de uma riqueza que, sempre que que nasce, é para todos.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Da superioridade moral dos comunistas



(tirado do musical "Avenue Q")

terça-feira, dezembro 04, 2007

Uma gaivota voava, voava...

quem se entusiasme com as vitórias de Chávez nas eleições e referendos. E esqueça que Putin usa ainda piores métodos sem deixar de obter os mesmíssimos resultados.
São eleitos e isso basta-lhes.

Esgotada assim a democracia, o tirano será o rei, por supuesto.

domingo, dezembro 02, 2007

Para não chatear ninguém

É para isso que eu escrevo neste blogue, claro.

Eu enfio a carapuça que a Clara Hilário Quevedo aqui há tempos ofereceu na revista "Atlântico".

Já agora: porque é que cada vez mais as gajas escrevem acerca de blogues, sociedade, relações humanas e assim e cada vez escrevem menos sobre política, economia, diplomacia, etc?

Onde é que anda a Eng.ª Pintassilgo?

Ainda a época Natalícia

Nas peixarias dizem que a globalização dos mercados retira poder aos governos nacionais.
Curiosamente, o princípio não se aplica aos governos da Rússia e da China, dois dos países mais beneficiados pela situação económica actual.
Aplica-se sim, ao governo dos Estados Unidos, pela simples razão de que quem quer ser eleito Presidente precisa de arranjar um bilião de dólares.
A globalização tira poder a um presidente destes, claro.
Mas não basta limitar ou restringir os financiamentos partidários e os custos das campanhas. O financiamento das carreiras políticas é practicamente impossível de ser proibido e oferece, a quem aceite os fretes, prémios tão generosos como a Presidência da Comissão Europeia.
Na Europa, os estados democráticos esvaziam alegremente os seus poderes em benefício de uma não entidade, parecida com o Sacro Império. Desta forma acreditam escapar ao nojento escrutínio dos eleitores, menos dóceis e susceptíveis a manipulações (por enquanto) que os robustos patriotas do Texas.
A Inglaterra passa ao lado deste esvaziamento, claro. Produtora de petróleo, nunca a sua tradicional estratégia de dividir e enfraquecer (politicamente) a Europa foi tão bem sucedida como agora.
Acho que é preciso fazer qualquer coisa.

A estória da Carochinha

Acreditar que a inovação e as tecnologias de ponta equilibram uma balança de pagamentos frente ao dumping no preço das commodities é a mesma coisa que acreditar que a economia Indiana do século XIX/XX seria capaz de compensar a importação dos bens industriais baratos produzidos em Inglaterra.

Realpolitik

O realismo, nas relações internacionais, não deve ser confundido com ganância (imprudência) ou desespero (fraqueza).

sábado, dezembro 01, 2007

Dia da Renovação

Das Cortes de 1641 saiu a nova doutrina: o poder provinha de Deus através do Povo, que, por sua vez, o transferia para o Rei. Em caso de usurpação ou tirania, o Povo tinha o poder de destituir o Rei, precisamente como aconteceu com Filipe III.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Emoções puras!

Não interessa se é bem cantado ou não.

A velha e a nova.

Trabalho de equipa

A canção tem de ser perfeita para que vários artistas a possam cantar em conjunto.

quarta-feira, novembro 28, 2007

E já agora, porque não prendê-la?

«Perante a persistente intenção de usurpar um mandato que lhe não pertence, o PCP reafirma que o respeito por princípios éticos e políticos pautados pelo elementar critério de dignidade pessoal e respeito pelos valores colectivos, exigem que Luísa Mesquita coloque à disposição do Partido que a elegeu os lugares que exerce em sua representação, restituindo assim o mandato à força política e ao projecto que lho facultou.»

O 'centralismo democrático' colcado claramente acima da Constituição da República.

Via Arrastão.

terça-feira, novembro 27, 2007

Momento de altíssima cultura


A canção da mosca-do-vinagre.

ATENÇÃO: contém referências a "The Other Place".

domingo, novembro 25, 2007

quinta-feira, novembro 22, 2007

Uma pergunta blasfema

Depois de aceitar sem reservas que um tribunal inglês perceba mais de geofísica que o conjunto dos cientistas que escrevem para a Nature ou Science, concordará também João Miranda com um tribunal português quando este decide que o HIV se transmite na cozinha?

sábado, novembro 17, 2007

Assim se vê a força do PRD

Benvindoà esfera.

segunda-feira, novembro 12, 2007

O arruaceiro sentou-se à mesa do rei

A idéia era serem todos iguais para melhor conversarem. Havia até um moderador consensual, como é normal nestas ocasiões.
Perante a timidez desse último, o arruaceiro mostrou porque nunca será rei, mesmo querendo; o rei, por seu lado, mostrou porque nunca será arruaceiro, mesmo que outros tenham querido que o fosse.

A democraticidade não brota miraculosamente da existência de eleições mas da cultura cívica de quem a defende. Tenha sido ou não eleito para o ofício.

domingo, novembro 04, 2007

Pelos bancos de jardim

Aqui há tempos, consultando online os movimentos da minha esquecida conta num banco português saltou-me um débito aos olhos: 12.50 euros por "comissões de gestão de conta". Por trimestre. Ora isto por ano dá... 50! Então eu empresto-lhes o meu dinheiro e ainda tenho de pagar por isso?
Como sou parvo, queixei-me. Por email também (somos todos modernos) a minha gestora de conta, uma 'dra.' Vanessa, respondeu-me dois dias depois, naturalmente ocupada que estaria a justificar os 12.50 euricos angariados (houvera sido mais lesta e eu desconfiaria da veracidade da medida).

Explicou então que a minha conta dava mais trabalho que outras porque eu não recebia o meu ordenado por ela.
Tive de concordar. De facto, isso tornava-lhe a tarefa de gestão mais difícil; como é que uma pessoa pode manipular o dinheiro de alguém sem saber quando e quanto o cliente irá depositar na sua própria conta? Para dor de cabeça já bem bastam as variações dos mercados de derivados.

Ora, na impossibilidade de lhes "domiciliar o meu ordenado", perguntei à Vanessa (isto tudo por email, para não me sair impertinente) o que poderia eu fazer para facilitar a vida ao banco e amenizar o seu dia-a-dia sem que fosse necessário assistir à delapidação compulsiva de parte do meu pecúnio. Assim, meia-hora depois tinha o telefone a tocar - no estrangeiro!: "salamaleques, patati-patatá, as alternativas são simples: aumenta o património ou reforça o seu grau de compromisso para com o banco".

Os montantes aconselhados remetiam as sugestões da excelsa gestora para as seguintes soluções: ou mato uma tia-avó daquelas e deixo a riqueza herdada à guarda do comprovado ladrão ou me endivido até ao pescoço, presumo que com um "crédito à habitação" de alto rendimento, para gáudio dos mesmos agiotas. Pena é que a compra de tês é negócio que nunca me fascinou pois prefiro pagar renda à mui simpática senhoria que aos tubarões do banco. Ademais, gosto muito de todos os meus ascendentes e não me passa pela cabeça fazer mal a ninguém.

Pensei no exercício em cartel que me impede transitar para a concorrência. Flecti nos records de lucro entre as empresas que a banca portuguesa sempre bate todos os anos. Absorvi a prepotência automática com que o cérebro lavado da recém-licenciada em qualquer coisa de inútil atirava propostas ao ar. Despedi-me atenciosamente da dra. mas não me dei ao trabalho de conter o riso. Aliás, duvido que percebesse por que o fazia.

OPAs e fusões não me despertam paixões; que o filho deste ou daquele se livre de compromissos com o dinheiro da batota generalizada também me é indiferente. Mas, não se pode depois ir lá e prendê-los a todos?

E já agora, precisamos da banca comercial para quê mesmo?

quinta-feira, novembro 01, 2007

Esse sabe-a toda

Um taxista lisboeta na noite de 26 de Outubro

É assim, meu amigo. Eles comem franguinho de aviário, bebem gasosas, andam muito engravatados e luzidios, mas depois não cumprem. Uma mulher gosta de homem machão. Eles quando são novos ainda remedeiam e, vá lá, duas vezes por semana e tal, mas depois já nem isso. E uma mulher gosta de homem machão. Um homem que a sastisfaça. Dá uma e depois mais, mesmo que ela já esteja toda partida. A mulher quer sempre. Mesmo que não lhe apeteça, basta abrir a perna, tirar a cuequinha. E se o homem é machão, ela nem olha para mais niguém. Já dizia o meu avô, que morreu aos 112 anos, é preciso ser homem a sério, fazer com que elas revirem os olhos, que fiquem sastisfeitas. Não é agora estes moços novos, de gravatinha e luzidios, que só bebem cola-cola e comem iogurtes. E frangos de aviário, que os pintos crescem em mês e meio, com comida a toda a hora e uma luzinha para os bichos não dormirem. E os homens comem aquela porcaria e andam ali todos espertos mas depois querem e não conseguem. Porque a mulher consegue sempre. Mesmo que não lhe apeteça, tira a cueca e já está. Ele cumpre, até ela não aguentar mais. Uma mulher gosta de homem machão. Mas eles, de gravatinha, luzidios, comem frangos de aviário, e quando são novos ainda remedeiam, duas vezes por semana, vá lá, mas depois não conseguem. Porque as mulheres estão sempre prontas, mas o homem? está quieto. E por isso elas livram-se deles. Agora se eles comerem grão e favas e bacalhau, isso é outra conversa, já dizia o meu avô, que morreu aos 112 anos e tinha partido a bacia aos 109 e ainda aguentou três anos, e ele ia a festas de casamento e dizia às moças novas: «arranjem homem que seja machão». E elas: «machão, como?». E ele: «um homem em boa condição física e que esteja sempre preparado, capaz de vos arregalar os olhos e de vos deixar sastisfeitas». E elas riam, mas ele ficava muito sério e dizia: grão, favas, bacalhau, dois copos de vinho. Tinto, amigo, tinto. As mulheres gostam de um homem machão. Um homem que as sastisfaça. Não é estes meninos de gravatinha, luzidios, que é de vez em quando, e elas isso não, se eles fossem machões elas nem olhavam para outro homem, até tinham ciúmes dele, «homem como este não há», nem olhavam para outros. Por isso é que elas agora se divorciam logo, porque a malta nova come frangos de aviário e iogurtes, e depois não dá. É como lhe digo, meu amigo. É como lhe digo.



Com a devida vénia ao Estado civil

Tablóides ingleses

Tony Parsons, colunista do Daily Mirror (*), dirigindo-se ao embaixador português:

"(...) And I would respectfully suggest that in future, if you can't say something constructive about the disappearance of little Madeleine, then you just keep your stupid, sardine-munching mouth shut."


Aqui.

(*) o jornal britânico de referência d'O Insurgente