segunda-feira, setembro 21, 2009

Por pudor, contenho o riso

Aqui há tempos, um amigo perguntava-me se eu não achava se aquele bailarico das bandeiras, que tanto riso provocou (incluindo o meu), não seria uma discussão demasiado estéril para uma altura em que o país tem tantos problemas.

As recentes manobras institucionais e respectivas manchetes a uma semana das eleições dão resposta melhor àquela pergunta que, e dado o avançado da hora, a conjurada por mim na altura.
Porque, pelo contrário, não há qualquer dúvida sobre a pertinência da discussão relativa às escutas. E não o é apesar mas, precisamente, por causa da seriedade dos factos e do momento.
Se esterilidade houver que impeça a resolução de problemas, ela resulta de um regime que, pela sua constituição, está destinado a produzir este tipo de telenovelas.

1 comentário:

Paulo Duarte Barbosa disse...

Afinal, nada de escutas.

Nem telenovelas. Mas confesso que as que a monarquia produz, sejam bem mais interessantes. Como em contos de fadas.

Avançado da hora e não só.

Abraço