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quinta-feira, outubro 04, 2007

Os 10 passos para o reestabelecimento da ditadura na Rússia,

segundo o Devaneios desintéricos:

1. Putin estabelece a imagem de líder forte, o único capaz de controlar a Rússia;
2. Ganha o apoio dos demais cargos supremos da política russa e obtém da da poderosa Igreja Ortodoxa a cuidada gestão dos seus silêncios;
3. Suprime a opinião pública afrontando as ONGs e perseguindo a Imprensa crítica;
4. Nomeia um delfim, politicamente irrelevante, para seu sucessor na candidatura à presidência - Victor Zubkov;
5. Abandona a presidência por impossibilidade constitucional de se candidatar a novo mandato:
6. Putin anuncia sua disponibilidade para ser primeiro ministro;
7. Zubkov ganha as eleições presidenciais e, se quiser, tem poderes constitucionais para delegar poderes no Primeiro Ministro (que será, provavelmente, Putin)
8. O partido de Putin - o Rússia Unida - ganha, por via eleitoral, controlo total da presidência, governo e Duma (que conseguirá se mantiver a actual proporção de mais de 300 deputados favoráveis em 450) tendo poder para fazer qualquer alteração à Constituição russa; A actual força principal força opositora só tem, segundo as sondagens, 7% de intenções de voto;
9. Se o presidente ficar incapacitado ou se demitir, será o primeiro ministro - Putin? - que herdará automaticamente o seu cargo como, aliás, aconteceu com Boris Yeltsin, tornando-se novamente presidente da Rússia;
10. A Rússia passa a ser uma ditadura.

O sexto ponto desta caminhada foi hoje anunciado.

quarta-feira, outubro 03, 2007

Maddie na ONU

O Conselho de Direitos Humanos da ONU reuniu sobre a situação na Birmânia. Num primeiro texto proposto pela China, os próprios manifestantes eram "condenados" pelos desacatos e aos mesmos era exigida "contenção" nos seus protestos. Posto isto e após a cínica aprovação indiana e russa, o comunicado do CDH "lamenta mas não condena" a brutal repressão do regime militar sobre os democratas do seu país.

"Lamenta mas não condena". Assim como quem olha para uma criança levar uma bofetada do pai e diz: "coitadinho do miúdo... Mas os pais lá sabem".

Este tipo de resolução define aquilo para que este organismo foi (re)criado: institucionalizar aquela visão multicultural de "humanismo" tão cara a regimes não-democráticos e, por tabela, servir de montra ao músculo diplomático dos gigantões, antigos e emergentes.

Quem lixa sempre, lá está, são os miúdos.