Olá Donale!
Nas palavras de uma grande pensadora dos nossos média, este país tem uma relação difícil com os seus emigrantes. Concordo e assino por baixo.
Inspirado por ela e pela canícula de outrora, deixei entusiasmar-me por um mail que anunciava:
"FESTA DO EMIGRANTE - voltei, voltei... voltei de lá!"
Data bem escolhida, 10 de Agosto, evidentemente para evitar conflitos de calendário com o sagrado dia 15.
Mas, lendo a descrição mais abaixo, os parolos são mesmo os organizadores:
"Grandiosa homenagem à diáspora portuguesa, às favas com chouriço e à música
popular...
O acontecimento mais aguardado do ano!!
Quermesse, bailarico pimba, tremoços, vinho a martelo, o estouvamento do
costume..."
Mais parolo ainda para o efeito é o local escolhido, o Purex, num óbvio esforço de distanciamento de uma realidade que ainda os arrepia. Como quem sente necessidade de afirmar ao mundo que é moderno e urbano e europeu.
A verdade é que, quando o alvo da sátira é decalcado do cliché dos setenta/oitenta, cheira-me logo a snobismo de arrivista filho de emigrante.
Vade retro!
