Na Feira, era este o resultado ao intervalo
Betão 1, Natureza 1
Pela boçalidade dos primeiros, pressinto que ainda vai a prolongamento.
Betão 1, Natureza 1
Pela boçalidade dos primeiros, pressinto que ainda vai a prolongamento.
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(a propósito deste outro do Esquerda republicana)
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Hoje passei os olhos pelo Blasfémias e só vi falar do PSD e de futebol. Lamento, pois, mas assim não há nada de jeito para gozar.
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O papa Bento XVI. Rodeado por uma auréola de conservador, a sua atenção aos ritos e ao credo não se resume a uma mera questão formal. Ele quer dar mais verdade à relação entre a Igreja e os Católicos.
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Durão Barroso vai à China, encabeçando um delegeção de 9 comissários, para discutir a actual situação dos direitos humanos no Tibete.
Que não haja ilusões sobre o verdadeiro propósito da viagem. Durão vai aproveitar a situação para extorquir uma série de concessões económicas aos Chineses em troca da conivência e silêncio da União Europeia em relação aos acontecimentos do Tibete.
Que não haja ilusões. Durão vai ser enganado pelos Chineses, mais espertos do que ele.
Para sacana, Santana e meio.
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14:13
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Black Francis precore @ Blytheswood Square Glasgow
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11:06
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Mesmo assim, não pioraram muito.
Dose repetida.
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Numa interessante entrevista ao Diário Económico, José Maria Ricciardi, analisa a situação actual.
A entrevista é interessnate, não só pelo que ele diz mas também pelo que não diz.
Sobre a reacção dos Bancos Centrais à crise, elogia a Reserva Federal Americana e critica o BCE. Como se a Reserva Federal não estivesse apenas a repetir a receita que levou à crise actual.
Sobre os produtos financeiros criativos, aponta também o dedo aos bancos centrais por não terem as ferramentas para os controlar. E que tal proibí-los, como muita gente agora advoga? Esses produtos não são desenhados exactamente para escapar à supervisão desses bancos e para esconder dos investidores incautos o verdadeiro risco subjacente?
Não está preocupado com as tomadas de posição dos fundos soberanos. Acha essa tomada de posições legítima e consequente com a evolução da economia. Afinal, as economias Europeia e Americana são economias submergentes. Haverá uma ordem económica diferente.
E a ordem política? Esses fundos, detidos geralmente por estados totalitários, não vão influenciar as condições políticas e as garantias de liberdade dos cidadãos na Europa e Estados Unidos? São esses países tão abertos ao investimentos estrangeiro e ás importações como a Europa eos UUSS? A minha experiência pessoal diz-me que não. O jogo não me parece ser jogado em condições equivalentes.
Gostava de saber a opinião de José Maria Ricciardi sobre estas variantes dos temas que abordou.
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Categorias: onde ficam?
Parece que Menezes se demitiu na sequência de uma entrevista de António Borges na RTP1.
Confesso que não acompanhei o processo.
Se foi assim penso que António Borges se devia candidatar á liderança do PSD.
Consciência crítica do partido, gestor de grande reputação, tem agora a oportunidade de aplicar na prática todas as teorias que defende.
Tem a oportunidade de mostrar que a preparação superior que justifica os elevados salários dos gestores do sector privado também pode, com facilidade, trazer melhorias significativas na forma de fazer política.
Como poucos, pode abdicar, por uns anos, do seu salário e contribuir para o bem público, usufruindo dos relativamente modestos salários da classe política.
Pode mostrar que os super-homens modernos que são os gestores de topo lidam com eficácia com a pressão dos media.
Pode mostrar que é possível melhorar as condições de vida dos Portugueses.
Pode mostrar que lida de forma superior com os autarcas e com os líderes de secção do partido.
O mesmo repto é lançado a outros Antónios: Carrapatoso e Mexia e a todos aqueles que se chegaram à frente subscrevendo o Compromisso Portugal.
Carrapatoso pode mostrar, de forma concreta, como aplica as suas teorias de gestão por objectivos no funcionalismo público. ( Quando uma vez inquirido sobre que objectivos se podem atribuir à polícia, atrapalhou-se e respondeu que a polícia não é o sector ideal para definir uma gestão de recursos humanos baseada em objectivos, ignorando que uma das primeiras áreas onde se aplicou essa política foi exactamente na polícia e nas Forças Armadas dos EEUU ).
Tenho a certeza que os funcionários públicos, se devidamente motivados, vão, na sua maioria, responder positivamente ao desafio.
Para assessores podem trazer os jovens, e competentíssimos Turcos, que têm apadrinhado na sua gestão privada.
Se se chegarem à frente tenho a certeza que terão o apoio de muitos Portugueses vulgares, como eu, que anseiam pelo aparecimento de uma nova classe política, competente e capaz de inverter o rumo decadente do nosso país.
Pessoalmente, apoio-os. Juro!
Se não se chegam à frente, ao menos reconheçam que não acreditam na democracia representativa ( ou outra ) e que desdenham a liberdade de expressão.
São nefastas para os negócios.
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Categorias: juro, objectivos, ora ponha aqui o seu pézinho
Luis Filipe Menezes demitiu-se e convocou eleições, agastado com a oposição interna.
Dizem alguns que, independentemente da qualidade do homem, ele deveria ter tido um período de graça para afirmar a sua liderança.
Não concordo.
A democracia não se faz de eleições/plebiscitos que elegem periodicamente ditadores. É um combate diário em que um líder se afirma pela sua autoridade, pela credibilidade e pela capacidade de convencer os outros que a oposição à sua liderança só os prejudicará.
Falando em termos modernos, um líder político democrático afirma-se pela capacidade de retirar incentivos ás atitudes oposicionistas. Um líder democrático convence os outros de que é melhor para eles apoiá-lo do que combatê-lo.
Pela força (do apoio dos pares) e pela persuasão.
Menezes não foi capaz de o fazer, pelo menos com uma única vitória, e tenta reforçar-se com uma segunda.
A atitude é compreensível.
Mas não é legítimo criticar uma opsição interna que se movimentou à vontade e sem receio de eventuais consequências nefastas em termos eleitorais.
É preciso que se perceba isto.
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Categorias: canelas e caneladas, cravos
Esta versão fantástica de Timeless Melody dos La's.
A entrevista também merece a pena ser ouvida, pela sua estranheza.
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Numa das suas melhores canções.
Quiz: Em que outro lugar encontram o baterista?
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Os governos pouco podem fazer.
As empresas vão ficar quietinhas.
Os atletas podem tomar atitudes passivas mas serão prejudicados e, máquinas como são, não ousarão nada.
Só o público pode fazer alguma coisa. Não ver, levar os shares ao mínimo. Os meios de comunicação podem ajudar: não transmitir, não noticiar, não pagar. Afinal, dependem acima de tudo do público.
As empresas e os governos não poderão ser responsabilizados.
A maior potência do mundo tem de ser uma democracia. O público ficará satisfeito.
É a civilização que está em jogo.
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Categorias: I want to live as an honest man, to get all I deserve and to give all I can
Foi organizada uma provocação. Os descontentes revoltaram-se e foram mortos ou presos.
O campo está livre para que, na altura certa, os turistas possam visitar a zona sem que as autoridades receiem quaisquer veleidades dos nativos.
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Acho piada à amnésia que atingiu os comentadores de direita nos últimos tempos.
As vociferações a favor da liberdade e democracia proferidas durante a crise do Iraque estão agora esquecidas.
Percebo o seu medo mas parece-me ver uma atitude tipo Neville Chamberlain (escreverei sobre ele numa posta futura).
As racionalizações são pífias. Irão acordar tarde demais, como Chamberlain?
Ou vão persistir na cobardia e na hipocrisia?
Eu penso duas vezes antes de escrever algumas coisas neste blogue e não as escrevo.
Afinal o anonimato também tem as suas desvantagens. O anonimato relativo não oferece defesas contra eventuais retaliações que provavelmente pertencem ao campo da paranóia.
Mas esses senhores não escrevem sob a capa do anonimato e as represálias públicas são ainda menos prováveis.
Valha-nos a Inês Pedrosa. Bem haja!
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Rio de Janeiro.
Uma Polícia Militar corrupta e extorsionária.
Traficantes de droga armados até aos dentes a dominar as favelas dos morros adjacentes ás zonas turísticas da cidade maravilhosa.
Um grupo de membros da classe média com "consciência social", que fuma erva e se passeia pelas favelas a fazer o bem, com a cumplicidade, retribuída, dos traficantes.
E o BOPE, Batalhão de Operações Policiais Especiais. Uma Tropa de Elite da Polícia Militar, incorrupta, imaculada, que entra pelas favelas adentro para torturar e matar os maus.
O cansaço do Capitão Nascimento, farto de missões violentas e sem sentido.
Este filme fez furor no Brasil durante o ano passado. A classe média (alta) minoritária adorou-o. Os adolescentes correram ás lojas da moda para comprar a réplica das fardas negras do BOPE.
A receita propagandista, já sobejamente conhecida e experimentada com sucesso nos EEUU, teve um sucesso estrondoso.
Na verdade, não há esperança nem gente boa naquele filme: os traficantes, brutais e armados até aos dentes; a Polícia Militar vergonhosamente corrupta; a classe média de esquerda, hipócrita e covarde; os assassinos e torturadores do GOPE.
O filme foi acusado de ser fascista e é injustamente classificado como uma espécie de alter ego da "Cidade de Deus".
Na verdade, o filme realmente foge da solução do problema logo no início. A corrupção na Polícia Militar é apresentada como inevitável. Mal pagos e recrutados à toa, os PMs do Rio não são de fiar.
Pagar melhor à Polícia e aumentar a exigência no recrutamento e formação não cabem no formato propagandista da película. Mas ninguém me convence que, num país de 180 milhões de habitantes, não é possível recrutar e formar 30000 polícias bem pagos e competentes para pôr ordem no Rio.
Agora nem sequer há a desculpa da crise! Mas há quem me diga (um Brasileiro) que não é mesmo possível recrutar 30000 Brasileiros honestos para servir na PM do Rio.
Eu acho que o problema é outro. Uma PM competente e eficaz não se limitaria a prender e pôr na ordem os bandidos, traficantes de droga, que dominam as favelas.
Sairia também para os bairros da classe média e alta para prender os outros bandidos que, sem correr grandes riscos e muitas vezes protegidos pela lei, roubam em grande a riqueza do país e os seus impostos.
E isso aí seria inaceitável! No mínimo, são gente conhecida e amiga, a quem devemos favores ou com quem temos negócios ou relações familiares ou partidárias.
É por isso preferível manter o status quo e enganar a classe média com as acções espectaculares e contra-producentes do BOPE.
Os problemas e a forma de os encarar são essencialmente a mesma coisa no Brasil e em Portugal. As diferenças são a gigantesca dimensão do 1º e o enorme kinship existente numa nação antiga e relativamente homogénea como Portugal.
Mas as semelhanças, dentro das condicionantes acima, são evidentes.
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Categorias: assassínio, corrupção, para os amigos tudo e para os outros A LEI, tortura, tráfico de droga, tropa de elite
Vou para ali e sabe deus quando volto.
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via Oito e coisa.
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Categorias: Preparativos para os Jogos Olímpicos de Pequim
Acredito que a idade não nos melhora nem a inteligência nem a criatividade.
Eis aqui um exemplo. Como eles eram tão melhores quando eram mais novos.
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O JoaoMiranda ou os seus comentadores.
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Categorias: e canta bem e tudo, olhá grossa
O caso está a tomar proporções pythonianas.
Do 5 dias:
A Escola, a Professora, a sua Aluna e do Telemóvel dela
26 Março 2008 | por Paulo Pinto
A novela acaba de conhecer mais um desenvolvimento. Agora é o Ministério Público que quer apurar se houve ilícito penal, indo mover-lhe um processo no Tribunal de Menores. Prevejo que amanhã o assunto seja debatido na Assembleia da República e que, depois de amanhã, conste na agenda do Conselho de Estado.
Há uma coisa de que tenho a certeza: a partir de agora, sempre que algum espertinho filmar cenas na escola, arrisca-se a fazerem-lhe uma espera no recreio. E se só lhe partirem o telmóvel, já vai com sorte.
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Categorias: Preparativos para os Jogos Olímpicos de Pequim

- Pretty much bread-and-butter, I would say. Unfortunately, common-sense is not that common.
_______________________________
"Nude with a yellow pillow", R. Liechenstein (1994)
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12:08
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"Well I got a bad liver and broken heart, yeah,
I drunk me a river since you
tore me apart
And I don't have a drinking problem, 'cept when I can't get a
drink
And I wish you'd a-known her, we were quite a pair,
She was
sharp as a razor and soft as a prayer
So welcome to the continuing saga, she was
my better half, and I was just a dog
And so here am I slumped, I've been
chipped and I've been chumped on my stool
So buy this fool some spirits and
libations, it's these railroad station bars
And all these conductors and
porters, and I'm all out of quarters
And this epitaph is the aftermath, yeah
I choose my path, hey, come on, Kath,
He's a lawyer, he ain't the one for ya
No, the moon ain't romantic, it's intimidating as hell,
And some guy's
trying to sell me a watch
And so I'll meet you at the bottom of a bottle of
bargain Scotch
I got me a bottle and a dream, it's so maudlin it
seems,
You can name your poison, go on ahead and make some noise
I ain't
sentimental, this ain't a purchase, it's a rental, and it's purgatory,
And
hey, what's your story, well I don't even care
Cause I got my own
double-cross to bear
And I'll see your Red Label, and I'll raise you
one more,
And you can pour me a cab, I just can't drink no more,
Cause it
don't douse the flames that are started by dames,
It ain't like
asbestos
It don't do nothing but rest us assured,
And substantiate the
rumors that you've heard"...
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Categorias: Porque hoje ainda é domingo e neva lá fora
À atenção dos directores do jornal “Expresso”
O Sindicato dos Trabalhadores Humorístico-Circenses (STHC) vem por este meio deixar claro o seu mais veemente repúdio à publicação de uma crónica do vosso colaborador Daniel Oliveira. Este senhor teve o topete de escrever “Alberto João Jardim é um palhaço” e ainda esclareceu a sua ideia do que é um “palhaço”: alguém que “envergonha, de cada vez que abre a boca, a nossa democracia".
Isto é claramente uma ofensa à nobre e industriosa classe profissional dos Palhaços, que o STHC tem a honra de representar. Que fique claro que estes trabalhadores não têm o hábito de envergonhar alguém. Mais importante ainda, não é Palhaço quem quer.
Recolha de assinaturas online em repúdio pela comparação feita aqui.
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16:39
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Categorias: Preparativos para os Jogos Olímpicos de Pequim

Anda mergulhar e nadar aqui comigo
Dá-me a oportunidade de eu estava à espera:
Mostrar os meus atributos
Ante olhar apreciador.
O meu fato de banho de melhor material,
De tecido puro,
Agora que ficou molhado
Vê-lhe a transparência,
Como está colado ao meu corpo.
Tenho de admitir que te acho atraente.
Afasto-me a nadar mas logo venho para trás,
A chapinhar, com conversas,
Só desculpas para ter a tua companhia.
Olha!, um peixe dourado a brilhar entre os meus dedos!
Vê-lo-ás melhor se te chegares para aqui, para o pé de mim.
"Os Doces versos: poemas de amor no Antigo Egipto" (séc. XII a.C.), trad. de Hélder Moura Pereira.
Imagem: "The Two-timer", por Amy Crehore
______________________________________
(*) O prometido é devido.
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13:23
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Categorias: Porque hoje é domingo e neva lá fora

«The China Buddhist Association will issue living-Buddha permits. When the reincarnated living Buddha has been installed, the management at his monastery shall submit a training plan to the local Buddhist Association, which shall report to the provincial people's government for approval.
(...)
Once a reincarnated living Buddha soul-child has been recognized, it shall be reported to the provincial people's government for approval; those with a great impact shall be reported to the State Administration of Religious Affairs for approval; those with a particularly great impact shall be reported to the State Council for Approval.
When there is debate over the size of a living Buddha's impact, the China Buddhist Association shall officiate.
(...)
Applicants to be reincarnated living Buddhas may not be reincarnated if the provincial people's government does not allow reincarnations.»
Na Harper's, via Pastoral portuguesa
_______________________
Fotograma de "Life of Brian", onde Pôncio Pilatos e o centurião discutem o destino a dar ao putativo messias. Biggus Dickus ausente da imagem.
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Categorias: Preparativos para os Jogos Olímpicos de Pequim
Muitos houve que se deixaram horrorizar com uma suposta situação de violência.
Fui à procura, pixograma a pixograma, de indícios de agressão. Apesar do aparato, nada naquelas imagens sugere algo mais que o histerismo de uma adolescente indisciplinada. E é precisamente a falta de balizas de comportamento e a imaturidade da sua escala de valores o que, perante os seus pares, a encurralam nessa disputa com a professora por um telemóvel. O contacto físico é uma extensão dessa teimosia parva de ambas, não indicando qualquer intenção de agredir. Concerteza que a aluna merece um processo disciplinar (toda a turma!) mas imaginar que este vídeo pode representar o caos do quotidiano no ensino secundário é de santo.
Nota negativa para a professora também. Como sugere o Daniel Oliveira (e como eu próprio me lembro dos meus bons velhos tempos), um professor que reage com a mesmíssima imaturidade dos seus alunos tem a turma perdida. A atitude dos outros no vídeo bem o demonstra. E, infelizmente, destes setôres há muitos por aí.
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dorean paxorales
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19:22
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Confesso que já frequentemente cometia os anteriores e, quase sempre, sem espécie de arrependimento. Do alto da minha experiência, posso afiançar que, em matéria de maldade, nem se poderia chamar-lhes pecados. Arrisco mais: talvez não fora o espalhafato holywoodesco dado pelo poeta toscano e é provável que a Igreja não se tivesse dado ao trabalho de arengar com os pobres por tão pouco.
Assim, não desgostei deste upgrade papal.
Para já, as novas proibições não me afectam pois não tenho carro e não pretendo matar células embrionárias/bebés (riscar o que não interessa) num futuro próximo. Depois, fica tudo muito mais bem definido sem prejuízo de imparcialidade: constam lá dos requisitos para a danação eterna a pedofilia e a criação obscena de riqueza, as duas grandes actividades menos católicas (depois da Inquisição) da Igreja. Vamos a ver se é desta que aprendem.
Mais: como bem vi aqui escrito, ao ameaçar com o fogo infernal os apóstatas neo-liberais do arrefecimento global, retira-lhes o apoio dos negacionistas conservadores. E isto, pelo menos em Portugal, olha que é opus, pá.
Por último, o novo catálogo vai fornecer aos produtores americanos uma excelente base para o argumento de mais um filmaço, na senda do "Sete" e do "Dez" (mandamentos): o "Treze". E esta, parece-me, ainda é a melhor razão que consigo encontrar para regozijo geral pela Lista de Ratzinger.
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Painel direito do tríptico "Jardim das Delícias Terrenas", de Jerónimo Bosque, 1503-4
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09:18
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À saída do avião em Basel-Mulhouse tinha uma bifurcação: para a esquerda, cubículo com polícia francês; à direita, a guarda era suiça. A côr tinta do passaporte foi quanto bastou para a loura me convidar a entrar no seu país.
Deambulava pelo centro da "cidade das exposições" ("Messestadt"), à procura por sítio para jantar, quando duas raparigas se me dirigem em português pedindo sugestão de sítio para jantar.
Chegados os três ao restaurante, o sr. António-já-aqui-estou-há-37-anos fez questão de trocar de área com o colega para poder ser ele a servir os compatriotas.
Depois de três garrafas de Nero d'Avola e muito piropo da parte do sr. António às minhas comensais, regressei aos meus aposentos.
O dia foi atarefado e, à saída do país, o guarda acenou-me a passagem enquanto olhava displicentemente para o seu romance de bolso. No duty free (tabaco a preços d'outrora!), o jovem afro-tuga da caixa até tinha dois brincos à Cristiano Ronaldo.
O circuito das exposições está a ficar saturado e aos basiléus mais valia esquecerem esse tipo de turismo cultural. Com a continuada imigração massiva de portugueses e a completa ausência de paranóias securatárias, o que parece ser um pulo de 24 horas à Suiça poderia muito bem ser vendido como uma doce viagem à CEE dos anos sessenta.
Ah. E nisso também.
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Foto: "La petite madone du Bidonville de Champigny" por Gérald Bloncourt, 1957
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15:05
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Manchester, actualidade. Seis vintões e vintinhas distintos, moral nenhuma e a busca do prazer sem regras.
Prazer no amplo sentido: o que esta gente, representativa de uma geração, procura não é felicidade (disso serão incapazes) mas a saturação extrema de qualquer receptor neuronal. Da simples obsessão pela moda ao aborto recreativo, o grau de depravação a que os personagens chegam é reminiscente daquele demonstrado na novela-choque de outrora, "A Laranja mecânica", mas ultrapassa-a largamente.
Nem própria linguagem usada, apesar de absolutamente brutal, consegue acompanhar devidamente a descida orgíaca ao vazio daquelas almas desgraçadas.
A história em si até tem moral pois é contada por um jovem do futuro onde a anterior generalização de tais excessos levou à instauração de um estado totalitário. Moral mas sem paninhos-quentes: numa típica perspectiva britânica, onde um americano se despederia redimindo os sobreviventes, Stretch fecha-nos a porta na cara com um "desiste, daqui ninguém sai vivo".
O que mais me interessou nesta leitura foi ver transposto para o papel comportamentos e processos de alienação em adultos de que tenho sido testemunha (graças a deus, não na primeira pessoa) nos últimos anos.
Em resumo, o livro vale muito pela iniciativa dessa transposição. A alguns olhos sensíveis (e felizes), parecerá que Stretch exagerou para chocar e criar polémica que resulte em vendas. Se assim foi nalguns casos, o autor mais não fez que adivinhar a verdade. Como compete ao seu mester, aliás.
Recomendado a menores mas olhem que não é para meninos.
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Friction por Joe Stretch, ed. Vintage, 2008
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dorean paxorales
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Na sua biografia, Schwarzkopf descreve como Cheney, então secretário da Defesa, exasperado pela enormidade de meios planeados para a libertação do Kuwait, engendrou e tentou fazer aprovar planos alternativos completamente suicidas e irrealistas, como fazer aterrar pára-quedistas directamente em Bagdad, ou tomar uma cidade no Oeste do Iraque (há lá alguma?) e fazê-la trocar pelo Kuwait (risos!).
Schwarzkopf e Powell delicadamente rebateram estas propostas lunáticas e o sensato presidente Bush (pai!) nunca levou muito a sério as propostas do então secretário da defesa.
O brilhante Cheney tem sido o vice-presidente de Bush (filho).
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23:43
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Categorias: cada vez pior, pois é
Falei aqui num artigo passado na ilusão que se cria à volta de instituições supra-democráticas, como a OMC ou a Comissão Europeia.
Um propagandeador destas ideias é Fareed Zakaria. No seu livro "O Futuro da Liberdade", Fareed, editor da Newsweek, torce os factos para os adequar ás suas teorias.
Prometi que ia apresentar um contra-exemplo das suas teses.
Fareed descreve um projecto de racionalização das bases militares no território Americano ( Project Concise ) como um projecto apolítico que resultou numa decisão racional e acertada, sem a influência nojenta dos decisores políticos.
Fareed está enganado. O general H. Norman Schwarzkopf, vencedor da 1ª guerra do Iraque, foi um dos principais burocratas autores do projecto inicial de racionalização, apresentado após aturado estudo.
Na sua autobiografia, "It doesn't take a hero", o general apresenta esse mesmo projecto como o exemplo de uma decisão 100% política.
Ele chega a descrever a cena de um senador do Alabama que, após ouvir uma detalhada apresentação justificando o fecho de Fort McClellan, na altura a base menos eficiente do exército, se virou para os burocratas e, depois de elogiar o seu trabalho, disse: "You go back and tell your bosses in the Pentagon that as long as I am the senator from the great state of Alabama, you ain't nevuh gonna close Fort McClellan!"
O general avalia a decisão final como sendo 100% política. Fort McClellan ainda é uma base activa do exército Americano.
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Aardvark
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23:27
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Categorias: e sobre Cheney ele diz horrores, ora toma lá
O melhor candidato democrata é Barak Obama.
Hillary Clinton votou a favor da invasão do Iraque e agora quer retirar as tropas. Erra duas vezes.
Obama votou contra a invasão do Iraque e, consequentemente, quer retirar as tropas.
É consequente com os seus princípios.
Mas, dada a pouca diferença entre os candidatos, talvez não seja má ideia convidar Hillary para a Vice-Presdência.
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23:23
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Sejamos absolutamente ingénuos. Mas ainda que lhes seja dado o benefício da dúvida, para que havia o país de querer uma boa cópia de dois maus originais?
Estes movimentos endógenos de cidadania são a prova que há para aí muita gente a lamentar a falta de milionários e primárias em Portugal.
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dorean paxorales
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Estamos preocupados com a nossa imagem e, por desinteressadas questões de merchandising, queremos saber de onde nos acorrem os magotes que avidamente sorvem a nossa prosa. Participe! As primeiras respostas certas têm direito a prémio (é só deixar o email na caixa de comentários que depois contactá-lo-emos).
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dorean paxorales
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19:00
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O problema da Esfinge era estar destinada a morrer aos pés do homem que a igualasse. Sabendo isto, porque razão não haveria ela de devorar os incapazes?
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Why should one want what one cannot have if one can have what one does not want?
Why should one have what one does not want if what one wants one cannot have?
Why should one want what one cannot have when one can have everything else?
______________________________________________
"Sphinx (Victory)" (bronze pintado), Marc Quinn, 2006.
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11:41
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Categorias: armado em Pedro Mexia
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Categorias: Porque é sábado e faz solinho lá fora
Quidquid latine dictum sit altum viditur