terça-feira, julho 24, 2007
Esquerda e direita
A direita ganha sempre as eleições.
A esquerda perde-as sempre.
Passou o tempo do combate de ideias entre Social Democracia, Democracia Cristã e Liberalismo.
Falta ao capitalismo global o saudável espírito da competição.
E os monopólios são nocivos para os cidadãos, toda a gente o sabe (menos John D. Rockefeller).
segunda-feira, julho 23, 2007
Única razão porque o Saramago ainda não rasgou o cartão do PCP e arranjou um do PCE:
Nas mais recentes eleições em Portugal, CDU: 7.6%
E em Espanha, Izquierda Unida: 3.2%
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Se 40 milhões de polacos incomodam muita gente...
Quer parecer-me que a fúria higiénica dos directórios europeus contra o fumo não passa de uma retorcida campanha para convencer o povo turco a rejeitar ele próprio a candidatura do seu governo à União.
E por falar nisso, se fumar provoca impotência, quem explica aqueles 70 milhões de alminhas que tanto assustam os abolicionistas da proporcionalidade?
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sábado, julho 21, 2007
Ouvido ontem ao meu mentor
A mentira e a cobardia são uma e a mesma coisa.
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13:30
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sexta-feira, julho 20, 2007
Música do meu tempo 12
Apoteose: Arcade Fire+David Bowie, WAKE UP!!!
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23:21
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Música do meu tempo 12
Arcade Fire, Rebellion (Lies)
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quinta-feira, julho 19, 2007
Música do meu tempo 11
The National, "Slow Show"
You know I dreamed about you
for twenty-nine years before I saw you
You know I dreamed about you
I missed you for
for twenty-nine years
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14:03
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terça-feira, julho 17, 2007
The Divine Comedy - Charge
Uma das minhas preferidas deles. Pena que ao vivo não tenha a mesma potência.
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21:24
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Dos outros
Diante do Amor está um porteiro. Um homem aparece e pede para entrar. O porteiro não autoriza. O homem pergunta se pode entrar mais tarde. O porteiro diz que talvez. O homem espreita pela porta aberta. O porteiro desafia o homem a tentar entrar, avisando que depois dele estão outros guardas, cada vez mais fortes. O homem desiste. O porteiro oferece uma banqueta ao homem, para que ele espere sentado. Espera anos e anos. Tenta súplicas e subornos. O porteiro aceita os subornos, «para que não penses que houve alguma coisa que não tentaste». Mas não deixa o homem entrar. No fim da vida, o moribundo faz ao porteiro uma pergunta que nunca fez: «Se todos aspiram ao Amor, porque é que durante todos estes anos mais ninguém tentou entrar?». O porteiro responde: «Aqui não podia entrar mais ninguém, porque esta porta era só para ti. E agora vou fechá-la».
Por Pedro Mexia, "Kafka emendado" no Estado civil.
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domingo, julho 15, 2007
Eleições para a Câmara de Cabeceiras de Basto
Avaliando as declarações de residência dos velhinhos que estão no hotel a vitoriar António Costa, fica-se a pensar que ele foi eleito presidente da câmara de Cabeceiras de Basto.
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21:25
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Música do meu tempo 10
Klaxons, ah pois é, com o Golden Skans, numa produção de retro-futurismo homo-erótico.
Ahem. Assim como uma coisa entre o "300" e o "Buck Rogers no espaço".
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17:51
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Teste de personalidade tipo Cosmopolitan
Qual dos seguintes vídeos com o When you were young dos Killers se sente mais identificado/a?
vídeo A:
vídeo B:
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17:45
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One more of them, one less of us
Há dois instintos humanos básicos: a vontade de liberdade e a necessidade de a reprimir. Se os fortes usufruem do primeiro - e é a coragem de ser livre que os torna fortes -, aos fracos está reservado o segundo.
A razão para isto é óbvia: um fraco não suporta que os outros sejam felizes.
Nas relações pessoais, a repressão toma a forma de sentimento de culpa. Com este se extraem as mentiras que permitirão prender o outro a um ciclo de recalcamento permanente. A liberdade deste passa a letra morta e, com o hábito, a felicidade será em breve encarada como uma efemeridade, no mínimo, ou como uma utopia. O processo de conversão à fraqueza ficará então completo.
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sábado, julho 14, 2007
Tragam as bandeirinhas e os cachecóis
O passeio à frente do café da minha esquina é bastante largo. Tão largo que o dono pagou a licença à câmara para aproveitar o espaço e colocou algumas mesas de esplanada, deixando folga para traseuntes igual ou até maior que os lancis do resto da rua.
À volta, os parquímetros estão avariados há anos e os lugares escasseiam. De maneira que quem não dá folga alguma a ele ou aos transeuntes são os burgessos que insistem em estacionar em cima do dito passeio, com a dentuça das grelhas e a arrogância dos faróis de ALD colados à mesa de alumínio onde me sento.
Aproxima-se um casal e, perante a dificuldade de circular entre os obstáculos, atiram a indignação para quem a apanhar: "como é que uma pessoa consegue passar aqui com a merda desta esplanada pelo meio?!"
Nada isto interessa para a eleição de amanhã, obviamente. Toda a reflexão que irá acompanhar os lisboetas no cumprimento do acto cívico será o reconforto de se saber votante de um clube qualquer.
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21:40
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Bater nos outros
É uma demonstração da justificação do pessimismo epistemológico.
A maioria dos seres humanos ganha coragem para bater nos outros apenas quando eles estão no chão ou quando os apanham pelas costas. Este princípio aplica-se, nomeadamente, aos pessimistas epistemológicos.
É um instinto natural de sobrevivência, fruto da evolução da espécie.
O optimismo epistemológico, paradoxalmente, funda-se no princípio de que, se o instinto de bater nos outros quando eles estão a jeito não desaparecer, desaparecem a espécie e o planeta em vez dele.
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15:03
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Poder e felicidade
Para alguns, o poder dá felicidade.
A mim é a liberdade que a traz.
O poder nem sempre dá liberdade.
A liberdade não se conquista necessáriamente através do poder.
Tudo depende das circunstâncias.
A principal utilidade do poder é mesmo a satisfação histriónica da ascendência sobre os outros.
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11:54
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quinta-feira, julho 12, 2007
Elegia
A doutora Dame Anne McLaren nasceu a 26 de Abril de 1927 em Londres, filha do 2.º Barão de Aberconway e de Christabel McNaughton.
O professor Donald Michie nasceu em Rangoon, Birmânia, a 11 de Novembro de 1923.
Casaram em 1952, tiveram 3 filhos e divorciaram-se 7 anos mais tarde. Mas seriam para sempre o melhor amigo um do outro.
Anne viria a fazer descobertas fundamentais em embriologia e genética e foi pioneira em técnicas de biologia reprodutiva essenciais para a biologia moderna. Estas técnicas conduziriam ao advento da fertilização in vitro em seres humanos.
Donald trabalhou com Alan Turing e Jack Good durante a guerra na descodificação de mensagens alemãs e, nos anos sessenta, em Bletchley Park, viriam a fundar uma nova disciplina à qual Donald chamou "Inteligência de Máquina", e que hoje é conhecida por Inteligência Artificial.
Morreram juntos, no passado sábado à noite, quando regressavam de Cambridge pela auto-estrada para Londres, onde partilhavam um prédio de três andares: um piso para um, um para outro, e um terceiro para quando se queriam encontrar.
Tinham 80 e 84 anos respectivamente.
São assim as pessoas extraordinárias: a vida é vivida em cheio até ao fim, sem complexos, preconceitos ou arrependimentos.
Aos filhos e netos, o meu pesar.
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terça-feira, julho 10, 2007
O debate
Foi um debate animado, com uma arbitragem difícil mas surpreendentemente talentosa de Fátima Campos Ferreira, que soube controlar os contendores.
Agiu de forma decidida quando, logo no início do confronto, Negrão tentou rasteirar Costa de forma desastrada. Este reagiu depressa e aplicou um hippon em Negrão. Campos Ferreira admoestou os contendores mas enquanto Costa recebeu um merecido amarelo, Negrão teve de receber um vermelho e saiu imediatamente de jogo, ainda antes de o poder começar, perante o sorriso de Buda de Costa.
Diga-se que, durante o resto do jogo, Costa ocupou gradualmente o centro, sem mostar ideias mas com a serenidade de quem sabe que o jogo estava ganho à partida.
Mais atrás, Carmona praticou o seu habitual jogo de sofrimento, protegendo a bola tanto quanto podia, evitando que lhe a roubassem e sofrendo muitas faltas. É esta capacidade de sofrimento que vale a Carmona o carinho de boa parte da massa associativa, mau grado a notória falta de talento que exibe.
Roseta esteve muito bem, jogou ao ataque, exibiu boas ideias, que soube concretizar num golo merecido.
Na esquerda, destacou-se Sá Fernandes, esclarecido, experiente e conhecedor do jogo, ocupando bem o espaço à esquerda mas deambulando frequentemente para o centro, para ocupar o espaço deixado livre pelos outros jogadores. Acabou também por marcar.
Ruben Carvalho jogou no seu estilo habitual, fechando bem a esquerda, embora sentisse as habituais dificuldades resultantes das incursões de Garcia Pereira, extremamente regular, sempre ao seu estilo, ora ocupando a extrema esquerda ora ultrapassando Ruben pela direita, num estilo mais agressivo mas raramente eficaz.
À direita presenciaram-se algumas evoluções surpreendentes. Telmo Correia exibiu as dificuldades típicas de um jogador emprestado, profissional, mas que nem sempre se sai bem no jogo contra a equipa do seu coração.
Mais à direita, Pêra PNR começou surpreendentemente na posição de interior direito, sem o seu estilo agressivo habitual. Foi então que Monteiro assumiu o lugar vazio de extremo direito, num jogo de convicção e agressividade. Esta evolução permitiu que Pêra PNR se libertasse e reocupasse a extrema direita, com a desenvoltura habitual e agressividade excessiva, o que lhe valeu vários avisos e uma admoestação de Campos Ferreira. Pareceu que Pêra PNR perdeu a vergonha de jogar entre tantas estrelas, acabando por eleger Costa, por razões óbvias, como a principal vítima das suas faltas.
Finalmente, uma nota para os outros outsiders da contenda.
Câmara Pereira, que justificou o nome, não virou a cara à luta, sempre presente nos lances mais disputados, lembrando a raça do saudoso Sá Pinto e partilhando essa raça em campo com Pêra PNR.
MêPêTê jogou um jogo discreto, consciencioso, próprio de quem não está habituado a jogar a este nível. Pode, no entanto, vir a ser uma peça importante em jogos de escalões secundários. Boas ideias, falta-lhe o estofo para vôos mais altos.
No jogo possível, o entretenimento não faltou e os assistentes seguiram com interesse o desenrolar dos acontecimentos.
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sábado, julho 07, 2007
Epistulae ex Sublimitas
Para chorar é preciso ser homem mas para rir deste é preciso ser-se um grande homem
Valerius Scipio, Andria V.xvi.2
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quinta-feira, julho 05, 2007
O futuro do vinho
A Comissão europeia está assustada com as conquistas de mercados dos chamados produtores do Novo Mundo, EUA, Chile, Austrália, África do Sul, e pretende 'flexibilizar' as regras de produção para poder competir com os anteriores.
Isto porque a Europa é o maior produtor, consumidor, exportador e importador de vinho do mundo, com um diferencial de exportação no valor de 3 mil milhões de euros in 2006.
Ora, o Reino Unido importa uma média de mais 3 mil milhões de vinho por ano, na sua grande maioria vindo do tal 'Novo Mundo', cuja refinada tradição consiste na produção massiva de carrascão monocasta (tipo Merlot). Os britânicos podem não dever muito ao palato mas não são um cliente desprezável.
E está mesmo a ver-se no que isto vai dar...
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16:27
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A pólvora
"It must not be forgotten that although a high standard of morality
gives but a slight or no advantage to each individual man and his
children over the other men of the same tribe, (...) an increase in
the number of well-endowed men and advancement in the standard of
morality will certainly give an immense advantage to one tribe over
another."
No The Descent of Man and Selection in Relation to Sex de Charles Darwin, 1871.
(lembrado por A.C.)
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Qualquer coisa brejeira mas "esteticamente adequada para ser apreciada por pessoas de nível cultural elevado"
(...) Oral 'relief', lasting half a minute, was the sex act of choice and necessity. And I offer this final observation (very vulgar, but not entirely gratuitous) in a pedagogic spirit, because it shows that even in their most intimate dealings the women, too, were worked on by socio-economic reality. In postwar years, there were no non-swallowers in the Soviet Union. None.
Do soberbo House of Meetings de Martin Amis, 2007.
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Lombada
Os livros que continuo a ler após rápido julgamento inicial, ficarão na minha memória de acordo com a forma como reajo à constatação de que faltam menos de 30 páginas para o acabar: se descubro pressa em despachá-las e arrumar o "mais um" na prateleira, ou ansiedade perante o fim anunciado de uma realidade que passou a dizer-me respeito. E às vezes, porque há gente a fingir a quem custa um bocado dizer adeus.
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quarta-feira, julho 04, 2007
Jesus And Mary Chain - Happy When It rains
Não estou lá.
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23:58
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Qualificações (to be continued)
Não vou falar do apuramento da selecção para o Europeu de futebol.
Vou falar de formação profissional e das qualificações dos Portugueses.
O desemprego é dos mais altos de sempre e o desemprego de longa duração é o mais alto de sempre.
No entanto, há uma enorme falta de trabalhadores qualificados em áreas críticas para o desenvolvimento nacional.
A opinião comum é a de que é necessário dar formação profissional e aumentar as qualificações dos Portugueses.
Esta "aposta" na formação profissional não é suficiente para resolver os problemas de falta de recursos qualificados e provavelmente não é sequer necessária.
Sobre a sua implementação, esperemos que não se repitam as opções erradas do passado (tomadas no tempo dos governos de Cavaco Silva).
Voltando ao que interessa, não transformando pessoas com a 4ª classe em pessoas com o 9º ano (ou coisa parecida), que se resolve o problema da falta de mão de obra qualificada.
Nós precisamos de Doutores, Mestres e Licenciados de qualidade em muito maior quantidade do que aquilo que alguma vez seremos capazes de produzir.
Há em Portugal Universidades muito boas mas a nossa dimensão pura e simplesmente não permite a produção de recursos qualificados na quantidade e qualidade necessárias.
Logo, há que importá-los.
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20:00
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world leader pretend live 1991
Ao que sei, este foi o primeiro programa da série "Unplugged" da MTV
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terça-feira, julho 03, 2007
Arctic Monkeys - Fluorescent Adolescent (High Quality)
Mais uma. Prometo que é a última
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Romeo and Juliet
Os Killers agarram numa canção detestável e, ao fazerem uma cópia fiel do original, acabam por perder uma boa oportunidade de terem ficado calados.
Tenho dito.
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Em jeito brejeiro
A altura que um gajo alcança é função da altura e solidez da cadeira que os pais lhe compraram, do comprimento das pernas e dos braços que os pais lhe fornicaram e da determinação com que estende os ditos braços para o céu.
(Os meus agradecimentos à Viquipídia)
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Como de costume
Estas postas são escritas em tempo real.
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Parental Control Advisory
Dorean, desculpa lá, mas aqui vai um pouco de incultura.
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segunda-feira, julho 02, 2007
Viquipídia
Como é que eu publicava estas postas sem a sua preciosa ajuda?
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23:58
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Chomsky
O mais engraçado em todos aqueles que se referem a Chomsky, seguidores ou detractores, é que pouquíssimos deles lhe conhecem a obra académica.
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Dizer mal em blogs
Arrazoar em blogs contra o mundo e os outros?
Só depois de se ter lido Os Irmãos Karamazov de trás para a frente, na língua original e a fazer o pino!
Sob tutoria adequada.
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Culto
És tão culto!
Disse a Chinesa depois de ele ter despido as calças.
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sábado, junho 30, 2007
O medo
"Há em Mariazinha o seu quê de apático - a qualidade hoje mais valorizada no reino. Por feitio, carga genética, idiossincrasia, timidez e insegurança, Mariazinha vive aterrorizada que alguém (o director-geral, o administrador de condomínio, o chefe de secção, o patrão, a colega do lado que foi promovida, a outra que tem mamas grandes, o gajo que fala alto e é muito popular entre as chefias, o outro que é da concelhia do PS) a admoeste. Oh palavra terrível - admoestar. Faz parte, de resto, do léxico de comportamento da Função Pública."
A crónica completa de Ana Sá Lopes no DN aqui
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quarta-feira, junho 27, 2007
Joe Barrows quits his job
Aquilo é um escândalo internacional. Um primeiro-ministro no activo demite-se porque lhe apetece e passa o governo ao líder do seu próprio partido (maioritário, claro) sem haver eleições! Dir-se-ia que estavamos num país qualquer do terceiro mundo.
A questão que se coloca é: irá agora a rainha esperar uns mesitos para dissolver o parlamento?
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20:20
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Porque o Médio Oriente é sobrevalorizado 3
As alusões ao perigo potencial que o Irão constitui para a segurança na região são um exemplo clássico de como se continua a ignorar as lições da história. Como se poderia deduzir pelo caso do Egipto, antes da Guerra dos 6 Dias, e também com Iraque, antes da primeira Guerra do Golfo.
Um país islâmico produtor de petróleo, com 70 milhões de almas e um governo autocrático, deveria ter um exército fortemente equipado e uma população moralizada e voluntariosa.
Ora, o arsenal aéreo iraniano, entre outras coisas, é em boa parte constituido por variadíssimos aparelhos de origem americana que há 20 anos que não vão à revisão porque o concessionário 'deslocalizou'. O mesmo se passa com a sua marinha de guerra. Até, para compor o ramalhete, existe propagada a idéia de uma guarda 'de elite', os Pasdaran, à imagem e semelhança da Guarda Republicana de Saddam. Só esquecem as pessoas que na única guerra que este corpo entrou em combate, perdeu-a. Contra, precisamente, a Guarda Republicana de Saddam...
Depois há a questão da unidade do povo iraniano em torno do seu governo. Bem, metade da população não é persa e enquanto turcos e curdos não só não vivem muito felizes naquela cultura como não morrem de amores uns pelos outros, meia-volta a minoria árabe detona uma bomba algures. Como se isso não bastasse, os aiatólas e o sr. Ahmadjian ainda têm de se ver às aranhas com os 'puros', visto que a muitos deles ou já não lhes agrada o proibicionismo teocrático ou então pertencem a seitas inimigas do xiísmo, como os sufitas ou os sunitas.
Ah, o programa nuclear? Pois sim. Mais um cartoon para dinamarquês ver.
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19:34
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Exemplo 4.8 [II]

“and when Mary will manage to release herself from the absurd situation she is in and let the bastard fall into his own abyss.”
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terça-feira, junho 26, 2007
Eu já não me andava a sentir nada bem e depois isto: (lado B)
http://uk.tickle.com/test/iq.html
Só se é 'génio' a partir dos 160. Ora bolas.
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19:52
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Eu já não me andava a sentir nada bem e depois isto:

(mas convenhamos que o teste está idealizado para americanos: qualquer estátua grega com menos de 6'2''/1.90m não tem direito a um cêntimo que seja para o computo geral)
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segunda-feira, junho 25, 2007
Porque o Médio Oriente é sobrevalorizado 2
É a teoria do 'isto daqui a nada rebenta tudo'.
Ou, para usar um termo mais jornalístico, todos os peritos no Médio Oriente, independentemente da sua filiação, são fiéis seguidores do catastrofismo.
Talvez isto se deva a uma influência cultural: foi dali que brotou um Livro recheado de pragas, cataclismas e juízos finais e, depois de um par de anos a estudar aqueles tribalismos, qualquer pessoa deixa de conseguir raciocinar de jeito. Por outro lado, e num bizarro processo de transferência colectivo, talvez simplesmente se sintam órfãos da guerra fria.
O que é certo é que, de guerrinha em guerrinha, o pânico criado vai alimentando rondas negociadoras e acordos e planos de paz que nunca são cumpridos por ninguém - será sempre fácil mais tarde assustar as potências com nova ameaça de 'escalada da violência'.
A ironia é que o conflito generalizado não interessa a ninguém: eles - árabes, hebreus, persas, et c. - bem podem ser malucos mas conhecem as suas limitações; só que enquanto o mundo acreditar que os 10 minutos de antena ao jantar correspondem a 90% de consequências para o globo as guerrinhas de fim-de-semana e o discurso de pregador de rua continuam.
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23:14
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Porque o Médio Oriente é sobrevalorizado 1
Já morreram 3 vezes mais pessoas no Darfur num ano que desde os anos 20 no conflito israelo-árabe.
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19:03
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Era uma vez...
... Uma princesa lindíssima que vivia prisioneira na torre mais alta do castelo de um ogre.
Ora, o ogre até não era estúpido nem necessariamente mau. Mas mesmo inteligente e bonzinho, um ogre é sempre um ogre, e está na sua natureza prender belas princesas na proverbial torre. No caso, não à força mas usando da sua própria fraqueza.
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domingo, junho 24, 2007
Alexis de Tocqueville
Lembrei-me de uma frase, escrita por Tocqueville na sua "Democracia na América":
Os espanhóis, por meio de monstruosidades nunca vistas, cobrindo-se de uma vergonha inapagável, não conseguiram exterminar a raça índia, nem mesmo impedir que ela compartilhasse dos direitos deles; os americanos dos Estados Unidos alcançaram esse duplo resultado com maravilhosa facilidade, tranquilamente, legalmente, filantropicamente, sem derramar sangue, sem violar um só dos grandes princípios da moral aos olhos do mundo. Não se saberia destruir os homens respeitando melhor as leis da humanidade.
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23:35
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A DIFERENÇA ENTRE SOLUÇÃO E DIRECÇÃO É ESTA:
a solução é sempre um remédio passageiro para disfarçar a desgraça. Ao passo que a direcção é a própria dignidade posta nas mãos do desgraçado para que deixe de o ser, e a direcção única é a garantia perpétua dessa dignidade.
Almada Negreiros, "Ensaios"
(obrigado ao Dolo eventual pela lembrança)
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20:07
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O meu maior defeito
É não seguir o seguinte conselho:
Não respondas ao insensato conforme a sua insensatez, para que não te iguales a ele.
Responde ao insensato conforme a sua insensatez, para que ele não se considere sábio.
Provérbios, XXVI, 4-5
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