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segunda-feira, junho 27, 2011

A doutorice não é fado nosso

Eduardo Pitta por causa de Álvaro, o ministro:

Portugal é o único país da Europa, sendo as excepções do vasto mundo o Brasil e Angola, em que toda a gente é tratada por doutor.

Discordo. Em Itália, estatuto social dá direito a doutoramento. De brinde, ainda listam comendas e outros cavaliere, medalhões felizmente menos populares aqui na pátria.

Conheço melhor os germânicos, hierarquizados, onde o uso de títulos académicos está hermeticamente regulamentado mas a obsessão por eles é paixão para escapar a qualquer recalcamento. A ajudar na caricatura, as bizarrias "Doktor Doktor", o qual não é eco mas sim acumulação; e o famoso "Frau Doktor", que se refere a uma senhora quando esta é sua esposa.
Também aqui em tempos fiz menção de um cartão de visita onde se podia ler «Magister Dipl.-Architekt» (em português, Mestre, Diplomada em Arquitetura). Era seguido do nome da empregada de loja que me vendeu a máquina de lavar roupa.

Embora muitas vezes constrangedor, omitir os prefixos continua a ser impensável na, por exemplo, Viena do séc. XXI. Nomes de batismo, só mesmo ao fim do dia e entre proseccos no Engländer.

sexta-feira, dezembro 24, 2010

Eighties kick ass 6



(uma obsessão minha)

sábado, agosto 16, 2008

Renovação do parque automóvel

Encontrei alguns bons para ligação permanente nos sabores da semana.

O Ouriquense, por exemplo, que tem tanto do Carlos Deza de Gonçalo Torrente Ballester que ia jurar ter sido essa a inspiração. Oxalá encontre a sua Clara sem tragédias de maior.

Depois, uma rapariga que não escreve mal com uma obsessão pelo número cinquenta e três.

Finalmente, destaco o Jacarandá, o blogue a solo de António Barreto e, também em spin-off, o No baile da D. Ester.

Mais logo mando para a sucata o que está inactivo há demasiado tempo ou se tornou redundante.

domingo, junho 22, 2008

Entretanto, num estado não-laico, 2

Decididamente, aquela gente tem um obsessão com a humidade.

"Doubtful Moisture

Q: Some fluid is discharged on sexual stimulation, whether it is intentional or unintentional. Is it pure or najis? Is it ruled as manī?

A: For a man, it is ruled manī and makes janābah ghusl obligatory only if its coming out is accompanied by sexual pleasure, ejaculation, and weakness of the body. For a woman, it is ruled as manī when its coming out is accompanied by orgasm. Otherwise, nothing is obligatory."



Há dvd com o funeral do aiatóla Khomeni para a primeira pessoa que me souber explicar o que isto quer dizer.

sexta-feira, março 07, 2008

A Decadência



Manchester, actualidade. Seis vintões e vintinhas distintos, moral nenhuma e a busca do prazer sem regras.

Prazer no amplo sentido: o que esta gente, representativa de uma geração, procura não é felicidade (disso serão incapazes) mas a saturação extrema de qualquer receptor neuronal. Da simples obsessão pela moda ao aborto recreativo, o grau de depravação a que os personagens chegam é reminiscente daquele demonstrado na novela-choque de outrora, "A Laranja mecânica", mas ultrapassa-a largamente.
Nem própria linguagem usada, apesar de absolutamente brutal, consegue acompanhar devidamente a descida orgíaca ao vazio daquelas almas desgraçadas.

A história em si até tem moral pois é contada por um jovem do futuro onde a anterior generalização de tais excessos levou à instauração de um estado totalitário. Moral mas sem paninhos-quentes: numa típica perspectiva britânica, onde um americano se despederia redimindo os sobreviventes, Stretch fecha-nos a porta na cara com um "desiste, daqui ninguém sai vivo".

O que mais me interessou nesta leitura foi ver transposto para o papel comportamentos e processos de alienação em adultos de que tenho sido testemunha (graças a deus, não na primeira pessoa) nos últimos anos.

Em resumo, o livro vale muito pela iniciativa dessa transposição. A alguns olhos sensíveis (e felizes), parecerá que Stretch exagerou para chocar e criar polémica que resulte em vendas. Se assim foi nalguns casos, o autor mais não fez que adivinhar a verdade. Como compete ao seu mester, aliás.

Recomendado a menores mas olhem que não é para meninos.
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Friction por Joe Stretch, ed. Vintage, 2008

terça-feira, agosto 14, 2007

Segredos de Polichinelo

Se a esquerda pavloviana dispara 'fascista' à primeira provocação, numa certa direita roem-se as unhas até aos cotovelos doridos por 'comunista' não obter o mesmo efeito e até parece que cegam com tal obsessão.

Tem isto que ver com a descoberta feita por portugueses leitores de jornais espanhóis que a Stasi mandava matar, indiscriminadamente, todo aquele que tentasse pular o Muro da Vergonha. É um facto conhecido de todos mas reafirmá-lo ajuda ao exercício maniqueísta e desvia a atenção de assuntos actuais mais difíceis de comentar.

Eu também fiz uma descoberta recentemente enquanto lia jornais estrangeiros: o número de crianças e mulheres violadas no Darfur é muito maior que as vítimas das kalashnikov no Muro e há milhares de seres indesejados que resultam e resultarão em permanente lembrança dessa vergonha.

Os nascituros não são uma consequência impensada mas sim parte de uma estratégia retorcida de etnicídio. Um miliciano será um criminoso com desejos selvagens contudo, para os líderes muçulmanos das janjaweed, o seu acto cumpre dois objectivos: impedir uma putativa entrada no paraíso à progenitora forçada (pois esta também é muçulmana) e prosseguir com a dita 'arabização' do país.

Daí que me pergunte sobre o que diriam essas vozes tão correctas acerca da vontade da Amnistia Internacional em alargar o seu mandato à defesa do aborto naquelas circunstâncias. E, se ainda houver indignação que baste, o que pensarão da ameaça por parte da Igreja Católica em retirar o seu apoio àquela organização humanitária como sinal de discordância com a sua recente tomada de posição.

Ou a vergonha é maior que o muro e vai ficar tudo em segredo?